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Olimpíadas: conheça a história de todos os medalhistas do Brasil em Tóquio

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Olimpíadas: Com recorde histórico, veja todas as medalhas do Brasil em Tóquio-2020 (2:48)

Brasil chegou a 21 medalhas, melhor marca do país em todos os tempos (2:48)

O Brasil aproveitou a grande chance que teve nas Olimpíadas de Tóquio-2020 e, enfim, rompeu a barreira de 20 pódios em uma única edição dos Jogos na história. Foram 21 medalhas ganhas na disputa, em diversas modalidades. Com direito a repetição de melhor performance em conquistas de ouros (7). E se você esqueceu quantas são e quem são os atletas que as conquistaram, o ESPN.com.br facilita listando tudo em um lugar só.*

Mais do que isto, contamos em detalhes as histórias de todos os medalhistas, passando pelas dificuldades e superações de cada um.

Clique aqui para ver o Quadro de Medalhas das Olimpíadas atualizado e siga os Jogos de Tóquio em TEMPO REAL!

Pouco antes de os Jogos no Japão começarem, nossa reportagem mostrou a projeção de pódios para o Brasil feita pela empresa de tecnologia de dados Gracenote - subsidiária da Nielsen -, que indicou recorde.

A maior marca do país era a de 19 medalhas ganhas no Rio de Janeiro, em 2016. O recorde não só foi igualado como superado. E que venha Paris-2024!

Veja, abaixo, TODAS as medalhas do Brasil em Tóquio-2020 e as histórias dos atletas que as conquistaram

Medalha 21 - Seleção brasileira, prata no vôlei feminino

As mulheres dirigidas pelo multicampeão José Roberto Guimarães fecharam a participação do Brasil em Tóquio e ganharam a 21ª e última medalha do país. Ao chegar em uma final que poucos acreditavam semanas antes, a seleção fez bonito, mas não o suficiente para vencer os Estados Unidos na final e garantir o título - a Sérvia ficou com o bronze. A prata foi a terceira medalha do vôlei feminino de quadra nas últimas quatro Olimpíadas (ganhou as de ouro em Pequim-2008 e Londres-2012) e 'vingou' o vôlei, que no Japão passou em branco no masculino de quadra (quarto lugar) e também na praia. E talvez a melhor história a destacar deste grupo seja a de Carol Gattaz (leia abaixo).

Carol Gattaz, do corte traumático ao sonho olímpico e medalhista mais velha do Brasil

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Olimpíadas: Brasil é derrotado pelos Estados Unidos por 3 sets a 0, mas é prata no vôlei feminino; veja

Seleção brasileira perdeu a decisão, mas ficou com a medalha de prata em Tóquio

Medalha 20 - Bia Ferreira, prata no boxe feminino (57kg a 60kg)

O pódio 20 do Brasil em Tóquio já estava garantido há algum tempo com a classificação para a final, mas só se materializou mesmo na madrugada do domingo 8 de agosto, último dia dos Jogos. Bia Ferreira fez história e confirmou o melhor resultado do boxe feminino do país desde Londres-2012 ao ser prata contra a irlandesa Kellie Anne Harrington na decisão da categoria leve (67kg a 70kg). Campeã mundial em 2019, a honraria é um baita prêmio para a baiana de Salvador (BA) de 28 anos que precisou lutar contra homens no começo da carreira e até rejeitou o MMA para seguir os passos do pai, o ex-pugilista bicampeão nacional e tricampeão baiano do peso-galo Raimundo Oliveira Ferreira.

Bia Ferreira teve que lutar contra homens, foi suspensa por treinar Muay Thai e rejeitou MMA para seguir passos do pai

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Olimpíadas: Bia Ferreira perde para irlandesa na decisão e fica com a prata no boxe; VEJA como foi

Brasileira foi derrotada por Kellie Harrington, da Irlanda, por decisão unânime dos juízes na categoria até 60kg

Medalha 19 - Seleção brasileira, ouro no futebol masculino

A 19ª medalha do Brasil no Japão veio no oficialmente dia 15 de disputas. E foi de ouro! A seleção brasileira masculina de futebol bateu a Espanha por 1 a 0 na prorrogação, após 1 a 1 no tempo normal, e garantiu o bi genuíno, já que tinha levado também a competição no Rio de Janeiro, em 2016. Nada mal para um país que até cinco anos atrás não sabia o que era o gosto de subir no lugar mais alto do pódio em uma das modalidades em que é o maior campeão mundial (são 5 títulos de Copa). E em um esporte coletivo, são várias as histórias a serem destacadas, aqui, teremos três, a do herói da conquista, Malcom, a do veterano Daniel Alves e a do sempre irreverente Richarlison.

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Olimpíadas de Tóquio: Brasil vence a Espanha na prorrogação com gol de Malcom e é bicampeão

Superada na decisão, a Fúria ficou com a prata, e o bronze da modalidade ficou com o México. Os gols brasileiros foram marcados por Matheus Cunha e Malcom. Oyarzabal fez o espanhol.

Medalha 18 - Hebert Conceição, ouro no boxe (69kg a 75kg)

O pódio 18 do Brasil em Tóquio saiu no 15º e penúltimo dia oficial de competição. Na madrugada do sábado 7 de agosto, Hebert Conceição deu um cruzado de esquerda, nocauteou de forma espetacular o ucraniano Oleksandr Khyznhiak na final e garantiu a medalha de ouro. A sexta do país no Japão. Consagração merecida e superação do baiano de Salvador (BA) que era visto como brigão e má influência na adolescência, com direito a mães dos amigos os afastando daquele que viria a ser campeão olímpico.

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Olimpíadas: Hebert Conceição consegue nocaute fantástico e é medalha de ouro no boxe; VEJA

Brasileiro sofreu nos dois primeiros rounds, mas teve uma recuperação incrível e, com um soco destruidor, nocauteou o ucraniano Oleksandr Khyzhniak

Medalha 17 - Isaquias Queiroz, ouro na canoagem (C1 1000m)

A 17ª medalha para o Brasil foi dourada. Isaquias Queiroz cumpriu sua promessa e foi campeão olímpico. O baiano de Ubaitaba - a cidade das Canoas - deixou todos para trás na canoagem de velocidade. E a canoa está na cultura que o fez crescer em Rio de Contas. O atleta superou até rim solto na infância e entrou nas lista dos maiores brasileiros da história das Olimpíadas.

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Olimpíadas: Ana Marcela Cunha vence maratona aquática e é ouro em Tóquio

Na última volta, brasileira deu o gás final, se mostrou ainda mais gigante e conquistou o 1º lugar

Medalha 16 - Pedro Barros, prata no skate (park)

Dia 13 de competição oficial, 16ª medalha para o Brasil. E ela veio com Pedro Barros, no skate park. O catarinense de Florianópolis, que aos 26 anos é ícone da modalidade em seu país e no mundo, conquistou a prata com uma volta excelente cuja nota foi 86.14. Uma coroação para quem 'nasceu com um skate na mão' e por muito pouco sequer foi aos Jogos no Japão por conta de uma suspensão por doping. O australiano Keegan Palmer, em um dia espetacular, ganhou o ouro com 95.83, e o atleta dos Estados Unidos Cory Juneau (84.13) amealhou o bronze.

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Medalha 15 - Ana Marcela Cunha, ouro na maratona aquática (10km)

A quarta medalha dourada do Brasil saiu nas águas do Odaiba Marine Park, no 12º dia oficial de disputa no Japão. Ana Marcela Cunha nadou os 10km da prova em 1h59m30s8 e superou o trauma da última Olimpíada. No Rio de Janeiro, em 2016, a baiana de Salvador (BA) e de 29 anos já era uma das favoritas, mas teve problemas relacionados à alimentação e acabou em décimo lugar. Desta vez, treinou até 'no seco', não deu chances às concorrentes e garantiu o primeiro lugar no pódio - Sharon van Rouwendaal, da Holanda, ficou com a prata (1h59m31s7), e Kareena Lee, da Austrália, levou o bronze (1h59m32s5).

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Medalha 14 - Thiago Braz, bronze no atletismo (salto com vara)

A 14ª honraria do Brasil em Tóquio-2020 foi a última das quatro ganhas pelo país no oficialmente dia 11 de competições, entre a noite da segunda-feira 2 e a manhã da terça 3 de agosto. Thiago Braz, ouro no Rio, fez 5m87 no salto com vara, garantiu o bronze e tornou-se apenas o nono atleta do atletismo do país a ter dois pódios olímpicos na história. Uma realização gigante para o paulista de 27 anos, nascido em Marília (SP) e que teve de deixar para trás o abandono dos pais - já perdoados, segundo o próprio - quando tinha só 2 anos de vida (foi criado pelos avós paternos). E ainda tem mais: viu permanecer como recorde olímpico a sua marca de 6m03 registrada em 2016, já que o fenômeno da modalidade, o sueco Armand Duplantis, levou o ouro com 6m02 (tentou saltar 6m19 para quebrar a marca e também o recorde mundial, de 6m18, que é dele, mas não conseguiu) - Christopher Nielsen, dos Estados Unidos, ficou com a prata (5m97).

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Olimpíadas: Martine Grael e Kahena Kunze fazem história e são bicampeãs olímpicas; VEJA!

Dupla brasileira já havia conquistado a medalha de ouro no Rio de Janeiro, em 2016

Medalha 13 - Abner Teixeira, bronze no boxe (meio-pesado)

E o 13º pódio brasileiro em Tóquio saiu no boxe, no 11º dia de disputas oficiais. Abner Teixeira queria mesmo era ir para a final e brigar pelo ouro - deu pra ver na entrevista logo após o combate -, mas parou na semifinal no campeão olímpico da Rio-2016 Julio La Cruz, cubano, e conquistou o bronze na categoria meio-pesado (até 81kg a 91kg). Paulista de Osasco (SP), o atleta de 24 anos de idade foi muito longe para quem há uma década era sedentário e sequer, em suas próprias palavras, tinha qualquer ideia do que queria para o futuro. Agora, o fã de Anderson Silva, a lenda do MMa, é medalhista olímpico.

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Olimpíadas: Alison dos Santos faz história e leva o bronze nos 400m com barreira; VEJA como foi!

A prata ficou com o norte-americano Rai Benjamin, com 46.17. E o ouro foi para o norueguês Karsten Warholm, que se tornou a primeira pessoa a bater a casa dos 46, com 45.94

Medalha 12 - Martine Grael e Kahena Kunze, ouro na vela

Dia 11, medalha 12! Na vela, Martine Grael e Kahena Kunze garantiram o ouro, o terceiro do Brasil no Japão, ao terminarem a última regata da classe 49er FX feminina em terceiro lugar, o suficiente para garantir o primeiro lugar no geral. Foi o bi das amigas, já campeãs no Rio de Janeiro, em 2016, e agora no seletíssimo grupo de 15 atletas do país com dois ouros na história dos Jogos. Além disso, Martine aumenta os feitos da família Grael em Olimpíadas.

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Rebeca Andrade escreve nome na história e conquista 1º ouro da ginástica feminina do Brasil em Olimpíadas; veja como foi

Brasileira conquistou ouro no salto e somou à prata que havia vencido no individual geral

Medalha 11 - Alison dos Santos, bronze no atletismo (400m com barreiras)

Se o dia dez de competição oficial não teve pódio para o Brasil, o 11 foi recheado. E a 11ª medalha no Japão veio com Alison dos Santos, que confirmou fazer parte do pelotão da elite mundial do atletismo ao ficar com o bronze nos 400m com barreiras depois de fazer o percurso em 46s72 (recorde sul-americano). O carismático paulista de São Joaquim da Barra (SP) quebrou um tabu de 33 anos: era este o tempo que o país não conseguia uma honraria olímpica em uma corrida individual de pista, desde Joaquim Cruz (prata nos 800m livre) e Robson Caetano (bronze nos 200m livre). Uma superação e tanto para o atleta de só 21 anos que teve partes de cabeça, ombros e braços queimadas após uma panela de água fervendo cair sobre ele quando tinha apenas dez meses de vida. Um drama que deixou marcas, mas ficou para trás. Agora, Alison quer é jogar truco com o pai e tomar tubaína. O fenômeno norueguês Karster Warholm levou o ouro com 45s94 (recorde mundial), e a prata ficou com o atleta dos Estados Unidos Rai Benjamin (46s17).

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Olimpíadas: Pedro Barros dá show e é medalha de prata no skate park; VEJA como foi

Brasileiro ficou com a segunda melhor marca da final, só atrás de Keegan Palmer, da Austrália

Medalha 10 - Rebeca Andrade, ouro na ginástica artística (salto)

O décimo pódio do Brasil em Tóquio saiu no dia nove de disputa oficial. E foi dourado! Eram pouco mais de 5h da manhã do domingo 1º de agosto quando Rebeca Andrade levou a medalha de ouro na final do salto da ginástica artística com uma nota 15.083, ampliando a história que ela mesma já tinha iniciado dias antes, quando conseguiu a prata no individual geral. Se aquela fora a primeira medalha olímpica do país na modalidade, esta, claro, é a primeira de ouro. Um show da paulista simples de Guarulhos (SP) de apenas 22 anos, que começou em um projeto social e teve de superar três cirurgias para estar no Japão.

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Olimpíadas: Bruno Fratus conquista a medalha de bronze na prova dos 50m livre; VEJA como foi

Brasileiro ficou atrás apenas de Caeleb Dressel, dos Estados Unidos, e Florent Manadou, da França

Medalha 9 - Bruno Fratus, bronze na natação (50m livre)

Nono dia oficial de competição, nona medalha. E com sabor especial, de fantasma de uma vida espantado. Bruno Fratus caiu na água ainda na noite do sábado 31 de julho, nadou a prova mais nobre da natação, os 50m livre, em 21s57 e conquistou o bronze. E por pouco não foi prata, já que o francês Florent Manaudou chegou em segundo apenas dois míseros centésimos (21s55) à frente do fluminense de 32 anos nascido em Macaé (RJ) - o ouro ficou com o fenômeno da natação, o norte-americano Caeleb Dressel, que com 21s07 pulverizou o até então recorde olímpico da disputa, que era de Cesar Cielo com 21s30 e vinha desde Pequim-2008. Um pódio de alívio e recompensa para Fratus, que bateu na trave em Londres-2012 (quarto lugar) e foi 'só' o sexto no Rio, em 2016.

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Olimpíadas: Pigossi e Stefani conseguem virada espetacular, são bronze e conseguem primeira medalha da história do tênis brasileiro

Brasileiras salvaram quatro match points e venceram as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina por 2 sets a 1, parciais de 4-6, 6-4 e 11-9

Medalha 8 - Luisa Stefani e Laura Pigossi, bronze no tênis (duplas feminina)

Após um sétimo dia em branco, o oitavo pódio verde e amarelo no Japão veio no oitavo dia oficial de disputa, na madrugada do sábado 31 de julho. E foi com uma virada dramática e espetacular! Luisa Stefani e Laura Pigossi primeiro salvaram quatro match-points para depois vencerem as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina por 2 sets a 1, com parciais de 4-6, 6-4 e 11-9 no super tie-break, e conquistaram o bronze nas duplas femininas. Simplesmente a primeira medalha da história do tênis brasileiro em Jogos. Um resultado incrível para duas atletas que não jogam o circuito juntas e que só entraram na disputa, graças a desistências, um dia antes do começo das Olimpíadas.

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Rebeca Andrade faz história, leva a prata e vence a primeira medalha na ginástica feminina do Brasil em Olimpíadas

Veja como foi a conquista da brasileira em Tóquio

Medalha 7 - Rebeca Andrade, prata na ginástica artística (individual geral)

A sétima medalha do Brasil em Tóquio-2020 foi ganha no sexto dia de competição oficial. Ao som do funk Baile de Favela, Rebeca Andrade fez belíssima apresentação no conjunto dos quatro aparelhos (salto, barras assimétricas, trave e solo), arrancou aplausos dos presentes ao Centro de Ginástica de Ariake, inclusive de Simone Biles, e levou a prata no individual geral da ginástica artística. Uma coroação fantástica para a jovem simples de 22 anos, paulista de Guarulhos (SP), que começou em projeto social, foi apelidada de 'Daianinha de Guarulhos', em alusão a ex-ginasta e referência da modalidade no Brasil Daiane do Santos, e quase desistiu do esporte. A norte-americana Sunisa Lee ganhou o ouro e a russa Angelina Melnikova, com o bronze.

Mãe revela que Rebeca Andrade quase desistiu da ginástica e cita frase forte da ginasta: 'Acabou para mim'

Medalha de prata, Rebeca Andrade começou em projeto social e foi apelidada de 'Daianinha de Guarulhos'

Rebeca diz que teria feito história mesmo sem medalha e elogia coragem de Biles: 'Atleta não é robô'

Prata de Rebeca leva Daiane às lágrimas: 'Disseram que as pessoas negras não poderiam fazer alguns esportes'

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Olimpíadas: Mayra Aguiar é bronze e faz história no judô, e Rafael Buzacarini é eliminado; veja como foi

Mayra Aguiar conquistou sua 3ª medalha de bronze nas Olimpíadas

Medalha 6 - Mayra Aguiar, bronze no judô (até 78kg)

O sexto pódio verde e amarelo no Japão saiu no sexto dia oficial de disputas. Eram pouco mais de 6h da quinta-feira 29 de julho quando Mayra Aguiar imobilizou a sul-coreana Hyunji Yoon, ganhou o bronze na categoria até 78kg do judô e fez história: tornou-se a segunda mulher brasileira a conquistar três medalhas olímpicas (todas de bronze), a primeira em um esporte individual - a outra é Fofão, do vôlei. Uma superação incrível da gaúcha de Porto Alrege (RS) que, aos 29 anos, teve que se recuperar em tempo incrível de uma cirurgia de ligamento cruzado de joelho para estar nos Jogos. Estar e realizar um feito como este. A japonesa Shori Hamada ganhou o ouro, a francesa Madeleine Malonga, a prata, e o outro bronze acabou com a alemã Anna-Maria Wagner.

Mayra superou ligamentos rompidos em novembro e 7ª cirurgia para ser a maior medalhista da história do judô brasileiro

Mayra Aguiar cai no choro e elege medalha em Tóquio como maior conquista: 'Não aguentava mais fazer cirurgias'

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Olimpíadas: Ítalo Ferreira brilha, não dá chances para japonês e é medalha de ouro; VEJA!

Brasileiro fez final espetacular mesmo após ter sua prancha quebrada e ficou no topo do pódio

Medalha 5 - Ítalo Ferreira, ouro no surfe

Quarto dia, quinta medalha para o Brasil. E de ouro! Ítalo Ferreira deu espetáculo na água do começo ao fim, superou na final o atleta da casa e algoz de Gabriel Medina na semi, Kanoa Igarashi, e subiu no lugar mais alto do pódio no Japão. Teve até sua prancha quebrada, mas nada o impediu de se tornar o primeiro campeão olímpico da modalidade na história. Já vencedor do Mundial de surfe, em 2019, o potiguar de 27 anos de Baía Formosa (RN) completou, como ele mesmo disse à ESPN Brasil antes de ir ao Jogos, "tudo que está vivendo". Nada mal para quem começou com uma tampa de isopor e foi para a Olimpíada surfando a seletiva de bermuda jeans. O japonês Igarashi foi prata, enquanto o australiano Owen Wright ficou com o bronze.

Ouro, Ítalo Ferreira começou no surfe com tampa de isopor e teve banda de forró que cobrava R$ 0,50 por show

Ítalo Ferreira venceu bateria em torneio que dava vaga para a Olimpíada de bermuda jeans; relembre como foi

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Olimpíadas: Fernando Scheffer brilha e conquista medalha de bronze para o Brasil na natação; VEJA!

Brasileiro conseguiu se manter entre os primeiros durante toda a prova e garantiu o bronze; dupla da Grã-Bretanha fechou o pódio

Medalha 4 - Fernando Scheffer, bronze na natação (200m livre)

A quarta medalha do Brasil saiu logo no início do quarto dial oficial de disputa. Eram quase 23h (horário de Brasília) da segunda-feira 26 de julho quando Fernando Scheffer fez uma prova incrível, surpreendeu e desbancou favoritos e conquistou o bronze nos 200m livre da natação. Um show de resultado do gaúcho de Canoas (RS) de 23 anos que teve que treinar em açude meses antes da Olimpíada. Tom Dean e Duncan Scott, ambos do Reino Unido, ficaram com ouro e prata, respectivamente.

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Fernando Scheffer, bronze em Tóquio-2020: 'O esporte é mais do que resultado, o que importa é o legado que a gente deixa'

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Olimpíadas: Rayssa Leal faz história e conquista prata no skate street; veja como foi

Rayssa Leal, a Fadinha do Skate, conquistou uma medalha histórica para o Brasil

Medalha 3 - Rayssa Leal, prata no skate (street)

O terceiro pódio verde e amarelo no Japão veio no início do terceiro dia oficial de competições, começo de madrugada de 26 de julho no Brasil. Rayssa Leal, de apenas 13 anos, ficou com a prata na modalidade street, tornou-se a medalhista mais jovem do Brasil na história e mostrou por que é a 'fadinha do skate' com a benção de ninguém menos que a lenda Tony Hawk. Um show de performance e carisma da garota de Imperatriz, cidade do interior do Maranhão. As japonesas Momiji Nishiya e Funa Nakayama ficaram com o ouro e o bronze, respectivamente

Com 'benção' de Tony Hawk, entenda como Rayssa Leal virou a Fadinha do skate

Rayssa Leal dá show também em entrevista e manda recado contra o machismo: 'Esporte é para todo mundo'

Por que Rayssa Leal não teve direito aos R$ 3,2 milhões que Bolsa Atleta investiu no skate para Olimpíadas

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Olimpíadas: Daniel Cargnin vence bronze e conquista segunda medalha do Brasil em Tóquio

Brasileiro venceu o israelense Baruch Shmailov e levou a medalha de bronze na categoria até 66kg

Medalha 2 - Daniel Cargnin, bronze no judô (até 66kg)

A segunda medalha do Brasil em Tóquio-2020 também saiu no segundo dia oficial de disputas, horas depois da primeira. Daniel Cargnin venceu o israelense Baruch Shmailov e garantiu o bronze na categoria até 66kg. Fã de futebol, o gaúcho de Porto Alegre e de 23 anos usou vídeo de Cristiano Ronaldo antes da luta que valeu o pódio, perdeu o Mundial por COVID-19 e chegou, mais novo, a jogar na base do Grêmio.

Bronze, Daniel Cargnin perdeu Mundial por estar infectado com COVID-19 e jogou futebol na base do Grêmio

Daniel Cargnin usou vídeo de Cristiano Ronaldo antes da disputa que lhe valeu a medalha de bronze em Tóquio

Medalhista no judô, Daniel Cargnin chora muito e lembra incentivos da mãe e da sensei após apanhar muito em treinos

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Olimpíadas: Kelvin Hoefler conquista a prata no skate street e traz 1ª medalha para o Brasil; veja como foi

Kelvin Hoefler desbancou lendas como Nyjah Huston e ficou com a prata

Medalha 1 - Kelvin Hoefler, prata no skate (street)

O primeiro pódio do Brasil no Japão veio no segundo dia oficial de competições e foi fruto do trabalho de Kelvin Hoefler. O paulista da cidade do Guarujá, de 27 anos, conquistou a medalha de prata no skate street. Uma virada e tanto para um atleta que largou o surfe após quase se afogar e começou no skate com uma pista improvisada em casa. O ouro ficou com o japonês Yuto Horigome e o bronze, com o norte-americano Jagger Eaton.

Prata, Kelvin Hoefler largou o surfe após quase se afogar e iniciou no skate com pista improvisada

Kelvin Hoefler relembra 'mãe xingando' e diz que prata é só o começo: 'Geração vai trazer muito mais'

Kelvin Hoefler revela com quem falava ao celular entre manobras que lhe deram a prata nas Olimpíadas

*Atualizada em 8 de agosto, às 11h51.