Hebert Conceição é medalha de ouro no boxe. O brasileiro entrou no ringue contra o ucraniano Oleksandr Khyznhiak na final até 75kg das Olimpíadas e venceu por nocaute no terceiro round.
E não foi qualquer nocaute. Foi um nocaute espetacular com um cruzado de esquerda no queixo que deixou o rival caído no chão, com o árbitro intervindo e dando a vitória e ouro ao brasileiro.
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E o nocaute não poderia vir em melhor hora. Isso porque Hebert Conceição havia perdido de forma unânime pelos cinco jurados nos dois primeiros rounds.
Após a cerimônia do pódio, o brasileiro não escondeu sua felicidade ao conquistar uma medalha de ouro de forma épica. Hebert explicou o golpe da vitória e criticou o jogo "sujo" do ucraniano.
"Eu sabia que ele seria um grande adversário, muito duro, muito sujo. Me desculpe, mas ele atrapalha a gente que trabalha o boxe, joga o cotovelo. Tem uma hora que eu tentei ser sujo também porque não tinha o que fazer. Comecei o terceiro round e falei 'são 3 minutos pra mudar a cor da medalha' e fui com tudo. Sabia que a trocação era loteria porque se eu tomasse o nocaute não estaria perdendo muito porque a luta já estava perdida", disse Hebert, à TV Globo.
O brasileiro ainda deu uma importante mensagem aos que sofrem com a pandemia no Brasil. "Tem muitas pessoas tristes perdendo emprego, entes queridos e espero ter proporcionado um breve sorriso, espero que esse momento caótico passe logo pra que gente volte à vida normal".
Já sorrindo, ele ainda soltou um "Bora Bahia, minha p***!" e pediu uma recepção consciente quando voltar ao Brasil.
"Quero recepção no aeroporto, mas sem aglomeração, pelo amor de Deus. Por favor, usem máscara, não aglomerem, por favor. Quem puder ficar em casa, fica, mas se quiser me recepcionar pode vir também (risos)".
A medalha no boxe também é a 18ª do Brasil no quadro em Tóquio. O país agora tem seis ouros (Ítalo Ferreira no surfe, Rebeca Andrade na ginástica, Martine e Kahena na vela, Ana Marcela na maratona aquática, Isaquias Queiroz na canoagem e agora Hebert), quatro pratas (Kelvin Hoefler, Rayssa Leal e Pedro Barros no skate e Rebeca Andrade na ginástica) e oito bronzes (Bruno Fratus e Fernando Sheffer na natação, Daniel Cargnin e Mayra Aguiar no judô, a dupla Pigossi-Stefani no tênis, Abner Teixeira no boxe, Alison dos Santos e Thiago Braz no atletismo).
E há algo que o quadro não mostra: são mais três pódios já garantidos - um no boxe (Beatriz Ferreira), um no futebol masculino e outro no vôlei feminino. O número de 22 medalhas já é um recorde para o Brasil em Olimpíadas, superando as 19 do Rio de Janeiro.
E mais que isso: o Brasil fica agora a apenas um ouro de igualar também o recorde de 7 douradas no Rio de Janeiro.
