O Centro de Ginástica de Ariake foi o palco de um momento HISTÓRICO para a ginástica do Brasil nos Jogos Olímpicos. Com SHOW de Rebeca Andrade ao som do funk Baile de Favela, a atleta brasileira conquistou a inédita medalha de prata na decisão individual geral feminina.
O ouro ficou com Sunisa Lee, dos Estados Unidos, que somou mais pontos após as execuções nos quatro aparelhos disputados: salto, barras assimétricas, trave e solo. O bronze é de Angelina Melnikova, da Rússia.
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O resultado em Tóquio coloca Rebeca Andrade na história olímpica do Brasil ao conquistar a primeira medalha da ginástica artística feminina.
Primeira colocada na classificação geral nas eliminatórias após a desistência de Simone Biles, Rebeca competiu nas quatro rotações ao lado das americanas Jade Carey e Sunisa Lee, das russas Angelina Melnikova e Vladislava Urazova e da belga Nina Derwael.
Rebeca foi prata e conquistou primeira medalha olímpica da ginástica brasileira feminina
A brasileira começou a disputa mostrando a razão pela qual assumiu os holofotes na fase de classificação. Em seu primeiro aparelho, o salto, Rebeca conseguiu uma apresentação segura e terminou o exercício com uma nota 15.300, arrancando aplausos de Simone Biles.
Na segunda execução, realizada nas barras assimétricas, outro show da brasileira que cravou movimentos e saída, com nota 14.666, a quinta melhor do grupo, que teve melhor resultado com o 15.300 da norte-americana Sunisa Lee.
Encerrando a rotação na trave, Rebeca Andrade viu Lee assumir a liderança geral, mas ficou com a segunda posição após a revisão da nota com recurso pedido pela comissão. A russa Vladislava Urazova, melhor pontuadora no aparelho, ficou com terceiro na colocação geral.
A decisão ficou justamente naquele que foi o diferencial de Rebeca Andrade na classificação: a apresentação no solo. E foi ao som de Baile de Favela que a ginasta do Flamengo cravou uma apresentação de gala para ficar com a prata em Tóquio.
Biles acompanha nas arquibancadas
A decisão em Tóquio foi disputada sem Simone Biles, atual campeã desta competição. A atleta dos Estados Unidos abriu mão da disputa para focar na saúde mental. Mesmo dona da maior nota geral nas classificatórias, a campeã olímpica revelou que optou por ficar de fora da final 'para focar no bem-estar'.
Avassaladora nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, quando faturou quatro medalhas de ouro e uma de bronze, a norte-americana acompanhou a final desta quinta-feira nas arquibancadas do ginásio. Biles ainda está classificada para outras três disputas de ouro: salto, solo e trave.
Após a final desta quinta-feira, Rebeca Andrade volta a competir em mais duas decisões pelo sonho dourado em Tóquio. No domingo (1º), a ginasta do Flamengo disputa o aparelho salto, e na segunda-feira (02) volta ao Centro de Ginástica de Ariake para a disputa da medalha no solo.
O Brasil ainda terá na terça-feira (03) a final da trave, que terá Flávia Saraiva, outra atleta do Flamengo, como representante.
Além das ginastas finalistas no feminino, os brasileiros seguem com esperança de duas mais medalhas na ginástica masculina em Tóquio com dois atletas confirmados em finais: Arthur Zanetti, nas argolas, e Caio Souza, no salto.
As competições estão agendadas para 02 de agosto, a partir de 5h (de Brasília).
