Isaquias Queiroz cumpriu sua promessa no fim da noite desta sexta-feira e conquistou seu primeiro ouro em Olimpíadas. O baiano de Ubaitaba deu um verdadeiro show no C1 1000m, a prova individual da canoagem, ficou com o posto mais alto do pódio e fez ainda mais história: se tornou o quinto brasileiro a ter pelo menos 4 medalhas em Jogos.
A prata em Tóquio ficou com o chinês Hao Liu, e o bronze foi para o moldavo Serghei Tarnovschi.
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Isaquias já tinha as três medalhas olímpicas que havia conquistado no Rio de Janeiro, em 2016, mas ainda faltava a de ouro - eram duas pratas e um bronze. Em Tóquio, ele bateu na trave no C2 ao lado do parceiro Jacky Goodman e acabou fora do pódio. Depois disso, porém, já havia dito: "Vou me preparar para sair daqui com o ouro porque eu não quero sair daqui sem o ouro".
A "promessa" veio três dias depois, após as eliminatórias da prova individual: "Vou vomitar sangue para conseguir o ouro. Vou dar meus 100% e deixar tudo na canoa".
"Eu nem sei, estou meio aéreo anda. É diferente essa medalha de ouro. Estou feliz e mais feliz ainda por deixar o Brasil feliz e dar essa medalha que prometi para vocês e fui atrás. Eu tenho uma pequena música que levo muito para mim, que é da Hungria Hip Hop: 'Um dia um vi uma estrela cadente e fiz um pedido. E hoje eu creio que fui atendido. Era só um menino brincando com os amigos. E hoje sou campeão olímpico'", disse à TV Globo.
"Muito feliz! Pela minha família, pelo meu filho poderem ver a história acontecer. Eu queria isso de verdade! Eu quis e vim atrás!", completou.
Isaquias agora iguala Serginho, do vôlei (dois ouros e duas pratas), e Gustavo Borges, da natação (duas pratas e dois bronzes) como os três únicos brasileiros com 4 medalhas olímpicas. A frente deles, só Robert Scheidt (dois ouros, duas pratas e um bronze) e Torben Grael (dois ouros, uma prata e dois bronzes), ambos da vela.
Mas Isaquias ainda tem pelo menos mais as Olimpíadas de Paris, em 2024, para ir buscar esse recorde.
A medalha na canoagem também é a 17ª medalha do Brasil no quadro em Tóquio. O país agora tem cinco ouros (Ítalo Ferreira no surfe, Rebeca Andrade na ginástica, Martine e Kahena na vela, Ana Marcela na maratona aquática e agora Isaquias na canoagem), quatro pratas (Kelvin Hoefler, Rayssa Leal e Pedro Barros no skate e Rebeca Andrade na ginástica) e oito bronzes (Bruno Fratus e Fernando Sheffer na natação, Daniel Cargnin e Mayra Aguiar no judô, a dupla Pigossi-Stefani no tênis, Abner Teixeira no boxe, Alison dos Santos e Thiago Braz no atletismo).
E há algo que o quadro não mostra: são mais quatro pódios já garantidos - dois no boxe (Beatriz Ferreira e Hebert Sousa), um no futebol masculino e outro no vôlei feminino. O número de 21 medalhas já é um recorde para o Brasil em Olimpíadas, superando as 19 do Rio de Janeiro.
A briga agora é para buscar o recorde de ouros. Foram sete no Rio de Janeiro.
Em Tóquio, o Brasil ainda briga com grandes chances por mais quatro, justamente todos os citados acima em que o país já está nas finais.
