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Olimpíadas: Bruno Fratus explica grito em comemoração e dedica 'medalha entalada' até a quem duvidou

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Olimpíadas: Bruno Fratus conquista a medalha de bronze na prova dos 50m livre; VEJA como foi (0:42)

Brasileiro ficou atrás apenas de Caeleb Dressel, dos Estados Unidos, e Florent Manadou, da França (0:42)

Depois de bater duas vezes na trave, Bruno Fratus conseguiu subir ao tão sonhado pódio das Olimpíadas na noite deste sábado. O melhor nadador brasileiro dos últimos anos teve sua carreira coroada com o bronze nos 50m livre em Tóquio e comemorou muito. Depois, admitiu que a medalha estava ‘entalada’, dedicou até aos críticos e brinco com todo esforço que teve que fazer para subir ao pódio.

“Está entalado desde 2011. Depois 2012, que fiquei no quase naquela Olimpíada. É o grito de finalmente ser medalhista olímpico, finalmente realizei meu sonho que começou quando eu tinha 11 anos de idade. Não teria sido sem o suporte, apoio e amizade de todo mundo. E não teria sido sem a palavra de quem duvidou também. É para vocês também”, disse Fratus ao SporTV.

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“Os caras é grande, mas nós é ruim. Aqui é Brasil, não tem essa não. Choveu, fez sol, os caras são grandes, mas não tem essa. A gente vai e faz”, completou.

A declaração é um resumo do que Bruno sempre falou. Nas palavras dele mesmo, ele não tinha nenhum requisito físico que o colocasse como grande favorito nos 50m livre, mas sempre treinou demais para chegar aonde chegou.

“Se é para deixar uma mensagem: Brasil, nós somos o melhor povo, o melhor país do mundo. Todo mundo aqui fora, eu moro nos Estados Unidos faz tempo, todo mundo paga pau para o Brasil, para o povo brasileiro. A gente é muito capaz. Assim como eu fiz hoje, se permitam ser o povo que a gente pode ser, o país que a gente pode construir. É isso, a gente está entre os melhores do mundo”, disse.

Foi a 9ª medalha do Brasil em Tóquio. O país agora tem um ouro (Ítalo Ferreira no surfe), três pratas (Kelvin Hoefler e Rayssa Leal no skate e Rebeca Andrade na ginástica) e cinco bronzes (Bruno Fratus e Fernando Sheffer na natação, Daniel Cargnin e Mayra Aguiar no judô e a dupla Pigossi-Stefani no tênis).

Na história, a natação se consolida como o quarto esporte que mais deu medalhas ao Brasil. Agora são 16 no total: um ouro, quatro pratas e 11 bronzes. Só judô (24), vela (18) e atletismo (17) subiram mais vezes ao pódio.