Olimpíadas: Hebert Conceição se embala no olodum para cumprir 'profecia' e repetir feito de 'mestre' com ouro

Hebert Conceição é medalha de ouro no boxe. O brasileiro de 23 anos fez a final da modalidade nas Olimpíadas pelos pesos médio contra o ucraniano Oleksandr Khyzhniak e conquistou a vitória por nocaute no terceiro round após perder os dois primeiros por decisão dos juízes.

Clique aqui para ver o Quadro de Medalhas das Olimpíadas atualizado e siga os Jogos de Tóquio em TEMPO REAL!

O baiano se profissionalizou aos 14 anos e, durante alguns anos, teve que fugir do estigma de brigão na adolescência. As mães de alguns de seus colegas os afastavam, inclusive, do jovem por achar que ele era má influência.

Ainda assim, anos depois, a medalha nunca foi uma surpresa para Hebert. Além de sua efusiva celebração ao garantir, ao menos, o bronze nas quartas de final, o boxeador sempre se mostrou muito focado em atingir seu ‘destino’.

“Ele sempre disse que essa seria dele, que seria o destino dele”, afirmou sua irmã, Nayrã, em entrevista ao site G1.

Se dependesse de suas referências, também, Hebert estava, realmente, fadado ao sucesso. O baiano treinava na mesma academia que o campeão olímpico em 2016 Robson Conceição.

“Sempre gostei de acompanhar Olimpíada. Tenho recordações de 2008, 2012. Em 2016 vibrei bastante com o Robson. As coisas não acontecem só com os outros se corrermos atrás de nossos objetivos”, afirmou em entrevista recente ao Lance.

“Vi ele chegar em um patamar que achava distante, mas me mostrou que se a gente consegue e faz o que deve ser feito, chegamos lá. Isso me motivou a treinar para chegar no patamar aonde ele chegou”, completou.

E o campeão lhe passou algumas ‘dicas’ antes da viagem para Tóquio, passando sua experiência olímpica para ajudá-lo na disputa.

“A história dele me inspira muito. Antes de virmos para cá ele fez uma reunião com o grupo, passou os pontos negativos e positivos para gente chegar um pouco mais ligado sobre coisas que podem nos tirar do foco. A influência dele é bem positiva, ele se preocupa com o grupo. Não é porque ele é campeão olímpico que ele não ter que ninguém mais seja”, contou.

Nos Jogos Olímpicos, Hebert se apoiou no tradicional Olodum para entrar no ringue. Após a classificação para a final, o boxeador agradeceu ao grupo por todo apoio recebido nas redes sociais, além dos brasileiros, nas redes sociais.

“Queria agradecer ao Olodum, que deu muita energia positiva no instagram, a todo soteropolitano, brasileiro, baiano, fez a diferença em cima do ringue”, declarou em entrevista à TV Globo.

Hebert é um dos três brasileiros a conseguir medalha no boxe nestas Olimpíadas. Além dele, Abner Teixeira garantiu um bronze e Bia Ferreira está na final contra a irlandesa Kellie Harrington, a ser disputada na madrugada de sábado para domingo, às 2h15 (de Brasília).