<
>

Olimpíadas de Tóquio: Nos Jogos 'mais imprevisíveis da história', projeção indica recorde de medalhas para o Brasil

play
Olimpíadas históricas para o Brasil? Projeção indica recorde de medalhas com surfe e skate em alta (1:39)

Simon Gleave, Head de Análise Esportiva da Gracenote, concedeu entrevista para o ESPN.com.br (1:39)

As Olimpíadas de Tóquio serão históricas para o esporte brasileiro.

Ao menos é isso que indicam as projeções de medalhas feitas pela empresa de tecnologia de dados Gracenote - subsidiária da Nielsen - que, em seu último ranking, indica que o Brasil finalmente ultrapassará a marca de 20 pódios.

De acordo com a projeção divulgada pela empresa, serão 24 medalhas para os brasileiros em Tóquio - sete de ouro, cinco de prata e 12 de bronze.

"Isso é baseado nos últimos cinco anos. São os dados que dizem que o Brasil terá ótimos Jogos. Os resultados dos atletas brasileiros nos últimos cinco anos sugerem que teremos bons Jogos pela frente", explicou Simon Gleave, Head de Análise Esportiva da Gracenote, em entrevista para o ESPN.com.br.

Os ouros projetados para o Brasil são de Agatha e Duda, no vôlei de praia, Beatriz Ferreira, no boxe, Isaquias Queiroz, na canoagem, Nathalie Moellhausen, na esgrima, seleção masculina, no futebol, Pedro Barros, no skate, e para a seleção masculina de vôlei de quadra.

"Uma coisa que realmente ajudou foi a adição do skate e do surfe às Olimpíadas. São dois esportes em que o Brasil é muito forte. Há muitas chances de medalhas nos dois esportes para o Brasil. E se eles não estivessem nas Olimpíadas, estaríamos projetando o Brasil vencendo menos medalhas do que nas últimas três Olimpíadas. Para o Brasil, esses dois esportes são um motivo para que exista esperança de que seja melhor do que nunca", seguiu Simon.

Curiosamente, a projeção não indica um ouro brasileiro no surfe - entre os homens, o japonês Kanoa Igarashi aparece como o favorito, à frente dos campeões mundiais Ítalo Ferreira e Gabriel Medina.

As Olimpíadas mais imprevisíveis da história

play
1:36

Olimpíadas começam hoje! Como funciona a projeção de medalhas para os Jogos de Tóquio

Simon Gleave, Head de Análise Esportiva da Gracenote, concedeu entrevista para o ESPN.com.br

As projeções são feitas de acordo com os resultados dos atletas e times nos quatro anos que antecedem os Jogos. No caso das Olimpíadas de Tóquio, adiada por conta da pandemia, foram cinco anos de resultados analisados - dentro do possível.

"Com certeza são os Jogos Olímpicos mais imprevisíveis que já aconteceram. O que, claro, nos causa muitos problemas. Fizemos alguns ajustes a isso, por causa da situação", afirmou Simon.

"Geralmente, usamos resultados de eventos como Copas do Mundo, Mundiais, Grand Prix de cada um dos eventos olímpicos. E nivelamos pela importância da competição, há quanto tempo aconteceu. E, claro, o resultado em si. Copas do Mundo são as competições mais importantes. E os eventos recentes são os mais importantes. E, claro, vencer é o mais importante. E somamos todos esses eventos para cada atleta ou time nos últimos cinco anos, neste caso. Normalmente são quatro. E criamos um ranking a partir disso", explicou.

EUA seguem dominantes

play
2:15

EUA favoritaços e o impacto da pandemia: o que projeções indicam para o topo do quadro de medalhas das Olimpíadas

Simon Gleave, Head de Análise Esportiva da Gracenote, concedeu entrevista para o ESPN.com.br

A expectativa ainda é de que os EUA liderem o quadro geral de medalhas com folga em Tóquio.

De acordo com as projeções, serão 96 medalhas para estadunidenses - o que seria a menor marca desde Sidney-2000, quando foram 93 pódios.

Agora, a diferença (dos EUA para o restante dos países) é menor do que em 2016. Mas temos a situação da China, então é complicado julgar. E também temos o fato de que, em 2016, a performance dos EUA foi melhor do que os dados haviam sugerido. Os EUA tiveram mais medalhas do que os dados haviam sugerido. Isso pelo fato de como os EUA selecionaram seu time olímpico. Porque eles têm as prévias olímpicas em que você precisa estar no top-3. Você costuma ter pessoas não tão bem conhecidas, ou jovens que aparecem e de quem não temos muitos dados. Então, não temos muito para analisar. Acho que, se acontecer de novo, vamos saber que é por isso", comentou Simon.

Os atletas russos ocupam o segundo lugar nas projeções, seguidos pelos chineses - que podem subir ainda mais no ranking.

"80% dos chineses que estão nos nossos top-8 nem participaram de eventos desde o começo da pandemia. Então, não temos dados sobre eles há pelo menos seis ou oito meses, talvez ainda mais. É uma previsão baseada no que você faz em eventos esportivos. Se os eventos não estão acontecendo, ou se os eventos não têm os competidores de sempre, isso se torna um problema", explicou Simon. "Temos que aceitar as coisas como são, há uma chance de que os chineses estejam sendo menosprezados porque não participaram dos eventos."

O Japão tem expectativa de crescimento em até 50% nas medalhas quando comparadas a 2016 - principalmente por serem os donos da casa -, e a Grã-Bretanha fecharia o top-5 dos Jogos Olímpicos de Tóquio.