Na manhã deste domingo, Daniel Cargnin conquistou a segunda medalha do Brasil nas Olimpíadas. O brasileiro venceu o israelense Baruch Shmailov e levou a medalha de bronze na categoria até 66kg no judô.
Após a luta, o judoca não segurou as lágrimas e relembrou os incentivos de sua mãe, Ana Rita, que o fizeram não desistir.
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"Queria que minha mãe estivesse aqui, né? A gente sonhou isso junto e, para ser bem sincero, o que eu queria agora era poder pegar, ligar para ela e falar que valeu a pena. Lembro uma vez quando eu tava voltando de um treino quando era pequeno e voltei chorando porque tinha apanhando muito no treino. E ela falou "não, Dani, vamos comer alguma coisa e amanhã é um novo dia". Desde a pandemia, no início de competições, machuquei muito, 2 ou 3 vezes, não fui ao Mundial porque peguei o COVID e cheguei a pensar por que não tava dando certo", disse à TV Globo.
"Me esforcei bastante nesse tempo e fiquei na casa da minha mãe esse tempo todo porque ela me deu todo o suporte. Não caiu a ficha ainda", comentou.
"Falei para a sensei Yuko que uma vez a gente tava num treinamento, acho que foi na Itália em 2018, eu tava muito cansado e apanhando muito. E ela ficava "vamos lá, vamos lá" e eu lembro que chorei no banho e pensei comigo mesmo "por que ela não desiste de mim se eu tenho vontade de desistir?". Ter encontrado ela ali foi uma coisa especial porque eu acreditei", finalizou.
