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Olimpíadas: Fratus chama Cielo de maior da história e agradece após bronze: 'Sem ele, eu não estaria aqui'

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Olimpíadas: Bruno Fratus conquista a medalha de bronze na prova dos 50m livre; VEJA como foi (0:42)

Brasileiro ficou atrás apenas de Caeleb Dressel, dos Estados Unidos, e Florent Manadou, da França (0:42)

Bruno Fratus entrou para a história olímpica do Brasil. Com o bronze conquistado nos 50m livres neste domingo (1º) nos Jogos de Tóquio, o carioca voltou a colocar a natação brasileira no pódio na edição 2020 da competição após a medalha do 3º lugar com Fernando Scheffer nos 200m livres.

Aliviado após o forte desempenho no Centro Aquático de Tóquio, Fratus abriu o coração sobre a própria pressão que carregava recentemente, principalmente antes de competir nas piscinas com concorrentes apontados como favoritos como o norte-americano Caeleb Dressel.

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“Vocês sabem que eu tenho uma cobrança muito grande em cima de mim, então as vezes meu trabalho de psicologia é botar o pé no freio. Tipo 'calma, relaxa, não se cobra tanto'. E hoje finalmente consegui não me cobrar tanto e foi incrível. Mostra o quanto você não faz a parada sozinho”, disse Bruno, que aproveitou para agradecer a uma referência da natação brasileira: Cesar Cielo.

“Tenho centenas de pessoas para agradecer, muita gente do COB, da CBDA do Minas Tênis Clube e, publicamente, queria agradecer dois caras: um é o Cesar (Cielo), que mostrou que era possível anos atrás”.

“No começo da minha carreira, se eu não tivesse a oportunidade de treinar e competir tantas vezes do lado de quem eu acho que é o maior velocista da história, eu não teria chegado aqui hoje”, afirmou Fratus, citando ainda o outro medalhista do Brasil em Tóquio nas piscinas.

“Agradecer também ao Fernando Scheffer, que mostrou essa semana que era possível. E cara, muitas vezes que eu estava ansioso, eu falava 'vamo aí, cara, se o Scheffão fez, você faz também', sabe? Parceiro de clube, de Minas, de equipe. Michele, minha esposa, com certeza, o que ela falou para mim antes da prova fez total diferença. E Brett Hawke, meu melhor amigo e meu técnico, estava mais ansioso do que eu”.

O nível apresentado por Bruno Fratus na competição ficou evidente na classificação final da prova disputada neste domingo. O ouro ficou com o norte-americano Caeleb Dressel, que fez em Tóquio a marca do novo recorde olímpico ao cravar 21.07 nos 50m livres, superando os 21.30 de Cesar Cielo em Beijing-2008. A diferença para o francês Florent Manaudou, que ficou com a prata, foi de apenas 0.02.

Para o brasileiro isso só foi possível por ter conseguido tirar todas as distrações externas nos últimos dias para se concentrar apenas nas provas dos Jogos Olímpicos.

“É um dos motivos pelo qual eu saí de rede social. Eu precisava viver meu mundo um pouquinho, eu precisava estar isolado na minha própria dimensão. Eu vou afunilando quando vai chegando a competição e tirando cada vez mais coisas que não importam muito, priorizando o que é prioridade. E hoje foi o último momento que estava eu e a piscina, eu e minha raia”.

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