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Olimpíadas: Bia Ferreira teve que lutar contra homens, foi suspensa por treinar Muay Thai e rejeitou MMA para seguir passos do pai

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Olimpíadas: Bia Ferreira perde para irlandesa na decisão e fica com a prata no boxe; VEJA como foi (1:09)

Brasileira foi derrotada por Kellie Harrington, da Irlanda, por decisão unânime dos juízes na categoria até 60kg (1:09)

Beatriz Ferreira venceu a medalha de prata após perder da irlandesa Kellie Anne Harrington na final do boxe feminino até 60kg nas Olimpíadas de Tóquio-2020.

A baiana de 28 anos já atingiu a melhor campanha entre mulheres no boxe brasileiro em Olimpíadas, que tinha, até então, apenas um bronze com Adriana Araújo em Londres-2012.

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Bia Ferreira hoje brilha no boxe, mas seu maior exemplo no esporte veio dentro de casa. Ela é filha de Raimundo Ferreira, o Sergipe, tricampeão baiano e bicampeão brasileiro no boxe.

“Meu pai é tudo para mim. Ele que me levava para a academia, ele que me deu esse dom. É meu porto seguro, eu me inspiro nele”, disse Bia, à ESPN, em 2019.

No começo de sua carreira, sem adversárias mulheres, ela teve que lutar até contra homens. Para não ficar sem competir por conta da falta de calendário no boxe feminino, ela passou a treinar Muay Thai.

Porém, em 2014 ela foi suspensa por dois anos por lutar Muay Thai também, já que a Associação Internacional de Boxe não permite a pratica de outra arte marcial por seus atletas.

Graças aos Jogos Abertos de São Paulo, Bia Ferreira conseguiu mostrar seu talento no boxe e chamou atenção da seleção brasileira e fez parte do projeto "Vivência Olímpica", que levou promessas do esportes para a Rio 2016 como forma de pegar experiência.

Campeã mundial e dos Jogos Pan-Americanos em 2019, a brasileira já fez um nome e recebeu até propostas para migrar para o MMA, mas preferiu ficar no boxe. “Já tive várias propostas, mas minha paixão é o boxe", disse.