Olimpíadas: Alison dá show em entrevista e revela o que quer fazer agora: 'Gritar um 6 na orelha do meu pai'

Alison dos Santos fez história nesta terça-feira. O corredor terminou em 3º no 400m com barreiras e conquistou a primeira medalha do atletismo do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Após a conquista do bronze, o "Piu" deu um show de carisma na entrevista e revelou o que mais quer fazer no momento: voltar para sua cidade natal, jogar truco com seu pai e, principalmente, gritar na orelha dele.

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"Eu conversei com meu pai e com a minha mãe antes da prova e falei que estou correndo por eles. Pelo Gersão, quero só voltar pra São Joaquim da Barra e jogar truco, gritar um "seis!" na orelha dele, rapaz. Muito feliz por todo o apoio que minha mãe, minhas irmãs, os vizinhos, meu bairro, São Joaquim da Barra, todo mundo me ajudou, muito feliz por isso. Fico muito feliz real e carrego o amor deles comigo. Isso me encanta e me faz querer ir mais longe. Como eu estava falando anteriormente, eu só voltaria para casa depois de cumprir a missão que foi dada. Hoje, entramos na pista e cumprimos ela", disse à TV Globo.

"A primeira coisa que passou na minha cabeça quando passei a linha é que nós somos medalhistas olímpicos. Assim como tinha gente muito importante para mim no telão ali quando eu acabei a prova, me ouvindo e me assistindo e se emocionando com o que a gente fez, eu não estou aqui só por mim. Eu corro por outras pessoas também, meu treinador, minha família, meus patrocinadores que estão me ajudando, todo mundo que gritou e torceu por mim. Eu não represento só o Alisson, eu represento o atletismo, represento uma nação e eu tenho eles comigo. Recebi o carinho deles e isso ajudou muito nesse momento, ainda mais por não ter público. As poucas pessoas do Brasil que tinham aqui fizeram a grande diferença gritando. Essa medalha não é só minha, é nossa, é do Brasil", revelou.

Na sequência, deu mais um show de carisma ao falar sobre o alto nível da prova, que teve o norueguês Karsten Warholm levando o ouro com 45.94 e quebrou o recorde mundial. O próprio brasileiro correu apenas 0.02 segundos acima do recorde mundial antigo e ficou em 3º.

"Então, eu não sei o que aconteceu, se aconteceu eu não sei que que foi, sei que isso é atletismo. Só sei disso. Porque, sinceramente, acabou a prova, passei a linha de chegada, olhei para o telão e vi que tinha ficado em 3º, olhei para o telão e vi 45, pensei que tava na prova errada. Falei "não é possível que isso aqui é 400 com barreira, não". E, sim, ele fez. Ele era o homem que tava recebendo toda a pressão, fez, veio e quebrou o recorde mundial e fez o que todos acharam que era impossível", finalizou.