Na madrugada desta terça-feira, Ítalo Ferreira entrou para a história ao conquistar o primeiro ouro olímpico da história do surfe nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
No processo de classificação para as Olimpíadas, porém, o brasileiro passou por uma situação inusitada em setembro de 2019, quando chegou atrasado para uma etapa dos Jogos Mundiais de Surfe, que aconteceram no Japão e davam vaga nos Jogos, e precisou competir de bermuda jeans.
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Tudo começou com um passaporte de Ítalo, que foi furtado uma semana antes da competição, nos Estados Unidos. Os trâmites para recuperar o documento atrasaram a viagem do surfista, que só chegou à praia de Miyazaki quando sua bateria já estava na água. Nada, porém, que o impedisse de brilhar.
Com menos de dez minutos para o fim da disputa, Italo vestiu rapidamente a lycra da competição, manteve a bermuda jeans que usava e foi para o mar com uma prancha emprestada de seu colega de World Surf League e compatriota Filipe Toledo. Com um aéreo, ele garantiu a vitória.
Mesmo com poucas ondas, Italo somou 13,46 pontos, vencendo o argentino Leandro Usuna (2º), o mexicano Dylan Southworth (3º) e o norueguês Frode Goa (4º).
“Os juízes nem viram que entrei na água, não havia bandeira de prioridade para mim. Comecei com a prioridade quatro e consegui pegar as ondas com esta bermuda e a prancha do Filipe. Tudo parecia perdido para mim, mas no final as coisas deram certo”, disse Ítalo, ao site “Dukesurf”.
O Brasil acabaria campeão dos Jogos Mundiais, com Ítalo sendo ouro e Gabriel Medina ficando com o bronze. Na final, o brasileiro chegou a, inclusive, conseguir uma onda de nota 10.
Os Jogos Mundiais garantiram vaga para as Olimpíadas para quatro homens e quatro mulheres, porém apenas dos seguintes continentes: África, Ásia, Europa e Oceania.
