Nesta segunda-feira, o nadador brasileiro Fernando Scheffer fez uma prova espetacular e faturou o bronze nos 200m livre nas Olimpíadas.
O gaúcho de 23 anos, natural da cidade de Canoas, é dono do apelido mais genial de Tóquio: Monet.
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A explicação da alcunha é um tanto bizarra.
Na infância, o atleta era alvo de tirações de sarro dos companheiros de treino do Grêmio Náutico União, em Porto Alegre, por ser muito alto, magro e ter braços e pernas compridos, além de pés grandes.
Por isso, ele foi comparado ao famoso quadro "O Abaporu", da pintora brasileira Tarsila do Amaral. No entanto, quando seu amigo fez a brincadeira, disse que a obra havia sido feita pelo francês Claude Monet, um dos maiores nomes do impressionismo.
Por essa "gafe", Scheffer é até hoje conhecido como Monet no meio da natação.
"Não sei até agora (o que aconteceu)! Eu não estava pensando em tempo nem classificação, só queria colocar na água tudo que treinei e nadar feliz, aproveitar cada braçada. É uma sensação muito especial. Parece que estou sonhando ainda", festejou o gaúcho, logo após sair da piscina, nesta segunda-feira.
"A gente sempre se preparar para isso, treina pensando na medalha. Mas eu tento tirar toda a cobrança possível em cima de mim. Eu nado realmente querendo fazer o meu melhor. E consegui colocar isso na hora certa. A gente conseguiu fazer o que precisava na hora certa", completou.
Antes de Tóquio-2020, Scheffer se destacou por fazer parte do revezamento 4x200m livre que ganhou a medalha de ouro no Mundial de piscinas curtas, em 2018, e ainda faturou dois ouros nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019.
Na Rio-2016, ele ficou a apenas 80 centésimos do índice olímpico para participar e acabou não disputando os Jogos.
Cinco anos depois, a redenção do Monet veio de forma emocionante, com o bronze em Tóquio.
