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Olimpíadas: Mayra Aguiar cai no choro e elege medalha em Tóquio como maior conquista: 'Não aguentava mais fazer cirurgias'

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Olimpíadas: Mayra Aguiar é bronze e faz história no judô, e Rafael Buzacarini é eliminado; veja como foi (1:07)

Mayra Aguiar conquistou sua 3ª medalha de bronze nas Olimpíadas (1:07)

Mayra Aguiar é a segunda mulher da história do esporte brasileiro a ter três medalhas em Olimpíadas! A terceira delas veio no começo da manhã desta quinta-feira: um bronze na categoria 78kg do judô com direito a uma vitória por imobilização contra a sul-coreana Hyunji Yoon.

E o mais incrível é que Mayra Aguiar passou por uma cirurgia em novembro depois de romper os ligamentos do joelho esquerdo - a sétima da carreira. Por conta da pandemia, ela chegou a ficar 16 meses sem lutar até competir no Mundial de judô do mês passado - quando acabou ficando de fora do pódio por conta da falta de ritmo.

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"Acho que é a conquista mais importante pra mim, foi bem difícil esses últimos anos, esses últimos tempos. E ter que superar, esperar de novo, de novo, não aguentava mais fazer cirurgia, estava muito cansada, é muito desgastante passar por tudo isso, tive medo, angústia e continuei por pior que estivesse. A gente fazer nosso melhor vale a pena. Está sendo muito importante isso pra mim", disse Mayra ao SporTV.

Até hoje, só a levantadora Fofão tinha três medalhas em Olimpíadas - um ouro e dois bronzes.

Mayra já era a única mulher do país a ter dois pódios em um esporte individual. Agora, também se torna a maior dona de medalhas do judô. Mas ela pode ser igualada mais uma vez nesta sexta-feira quando Rafael Silva, o Baby, também tentará sua terceira medalha - Tiago Camilo, Aurélio Miguel e Leandro Guilheiro têm duas.

"Não ia conseguir nada sem eles (família), sempre me apoiaram muito em tudo, nas decisões, nos momentos mais difíceis eles estavam lá comigo. Obrigada por me apoiar, por me aguentar porque eu sou chata. Beijo para o meu amor também, que me aguentou esse tempo todo em casa, de dieta, de TPM, meus técnicos, quando eu estou cansada eles vão lá e apoiam".

"Essa tem um sabor muito especial, tive que me segurar para não chorar no pódio e a foto sair toda errada. Estou muito feliz, acho que nunca fiquei tão feliz com uma medalha na mão. No Japão ainda, um lugar que eu gosto muito, ter vivido essa experiência. Ter lutado em casa, lutar no Japão que é um lugar que eu amo, a casa do meu esporte. Estou muito feliz. Cheia de emoções, mas é tudo muito gostoso", disse Mayra, depois de receber a medalha.

"Eu sempre acreditei em mim, isso nunca saiu de mim. Mas tive ondas, ondas e momentos muitos difíceis, e foram muitos. Poder superar cada um deles, passar por cima de muita dor física e psicológica e hoje conquistar essa medalha está sendo incrível. Eu sou muito feliz com tudo que fiz na minha carreira. Me sinto completa, muito feliz", comemorou.

"Essa medalha representa muito para mim por tudo que foi. É uma conquista olímpica na casa do judô. Dedico para quem esteve do meu lado, minha família. Todos os meus fisioterapeutas, as meninas que treinam comigo, que ralaram pra caramba, estavam ali sempre. E para todas as pessoas que acreditam, e existem muitas: vale a pena."

"É muito difícil para mim perder, eu odeio perder, me mata perder. Eu sempre entro na competição com o objetivo que é a medalha de ouro. Foi uma luta difícil, fiquei cansada e foi um sentimento ruim. De tudo que eu passei, todas aquelas sensações ruins, todas as cirurgias, ainda valia uma medalha olímpica. Mudei para uma nova competição, seriam duas lutas duras, então me preparei para isso", explicou Mayra, que também projetou os Jogos de Paris em 2024.

"Estou muito animada. Fiz só duas competições depois da minha cirurgia, então estou com gana de competir. Amo tudo isso, amo essa experiência, amo me tornar mais forte. São 3 anos também, passa rápido, é eu voltar para casa e me recuperar."