<
>

Olimpíadas: Três grandes cirurgias e pandemia: como Rebeca Andrade superou o 'impossível' para fazer história em Tóquio

play
Rebeca Andrade escreve nome na história e conquista 1º ouro da ginástica feminina do Brasil em Olimpíadas; veja como foi (1:02)

Brasileira conquistou ouro no salto e somou à prata que havia vencido no individual geral (1:02)

Neste domingo, Rebeca Andrade voltou a entrar para a história do Brasil nos Jogos Olímpicos. A ginasta conquistou o primeiro ouro da história da ginástica feminina no país - e sua segunda medalha em Tóquio.

É a 10ª medalha do Brasil em Tóquio. O país agora tem dois ouros (Ítalo Ferreira no surfe e Rebeca Andrade no salto), três pratas (Kelvin Hoefler e Rayssa Leal no skate e Rebeca Andrade na ginástica) e cinco bronzes (Bruno Fratus e Fernando Sheffer na natação, Daniel Cargnin e Mayra Aguiar no judô e a dupla Pigossi-Stefani no tênis).

Antes de entrar para a história, porém, Rebeca quase não disputou as Olimpíadas no Japão por conta das lesões e da pandemia.

Clique aqui para ver o Quadro de Medalhas das Olimpíadas atualizado e siga os Jogos de Tóquio em TEMPO REAL!

Antes de chegar ao ponto mais alto de sua carreira - até aqui -, Rebeca precisou passar por três grandes cirurgias. A primeira veio em 2014, quando ela estava classificada para as Olimpíadas da Juventude de Nanquim. Após uma lesão, teve que passar por uma cirurgia no pé e perdeu o campeonato.

Quando estava retornando à sua melhor forma, iria disputar o Pan-Americano de 2015 e acabou rompendo o ligamento cruzado anterior do joelho direito ao aterrissar ainda girando girando durante um treino. Precisou passar por nova cirurgia e ficou 8 meses afastada.

Durante este período, pensou em abandonar a carreira diversas vezes, mas sua mãe, Dona Rosa, não deixou. Com isso, conseguiu participar da Rio 2016.

Em "casa", a paulista ainda não estava no auge físico e sequer tentou a vaga na final do salto, competição que venceu em Tóquio. Foi à final do invidual geral e ficou na nona posição, mas acumulou experiência para ser prata em 2021.

No ano seguinte, em 2017, chegou como favorita ao ouro do individual geral por conta da ausência de Simone Biles. Uma nova lesão no joelho direito, remissiva da primeira, durante o aquecimento para a final lhe fez passar pela terceira cirurgia.

play
1:48

Rebeca Andrade faz história, leva a prata e vence a primeira medalha na ginástica feminina do Brasil em Olimpíadas

Veja como foi a conquista da brasileira em Tóquio

Quando conseguiu se recuperar da terceira lesão e foi brigar por uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio, Rebeca quase não foi ao Japão por conta da pandemia. A brasileira não havia se classificado para os Jogos até o começo de 2020 e iria ter a última oportunidade nos Jogos Pan-Americanos de Ginástica Artística, que estava marcado para o Rio de Janeiro, em junho.

A pandemia começou em março e ameaçou a realização dos jogos. Depois de muita apreensão, porém, ele ocorreu normalmente na Marina da Glória. O Brasil foi o grande vencedor do torneio com nove ouros, um deles sendo o de Rebeca no individual geral, que lhe deu a vaga para Tóquio ao lado de Flávia Saraiva.

No Japão, conquistou duas medalhas inéditas e vai em busca da terceira na final do solo, que está marcada para 5h57 (Brasília) desta segunda-feira.