Olimpíadas: Ítalo Ferreira iniciou no surfe com tampa de isopor e teve banda de forró que cobrava R$ 0,50 por 'show'

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Ítalo Ferreira, ouro em Tóquio, já precisou competir de bermuda jeans em etapa do surfe; relembre (1:16)

O Brasil está no topo do surfe nas Olimpíadas! Ítalo Ferreira venceu o japonês Kanoa Igarashi na bateria final nesta terça-feira e ganhou a inédita medalha de ouro na modalidade.

Aos 27 anos, o potiguar de Baía Formosa adiciona a medalha de ouro a seu currículo que já possui o título mundial de surfe da WSL em 2019.

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Hoje campeão olímpico e mundial, o brasileiro começou no esporte de uma forma muito humilde, com uma tampa de isopor.

"Eu não comecei com uma prancha. Meu pai comprava peixes para revender aos restaurantes locais e, como eu era muito pequeno e magro, eu conseguia surfar na tampa do isopor que ele usava", lembrou Ferreira em entrevista ao Beach Grit.

"Minha vida é quieta. Não faço nada maluco. Não gosto de festas e essas coisas. Apenas gosto de acordar cedo, surfar, tomar um bom café da manhã e voltar para a água. Quando eu vou para casa, em Baía Formosa, algo que não tenho muito tempo para fazer, eu tento aproveitar cada momento", afirmou, em entrevista ao site globoesporte.com.

Antes mesmo de dominar as águas, o brasileiro quase foi para o mundo da música, tendo uma banda de forró na infância.

"Quando eu era pirralho, tinha uma banda de forró lá em Formosa. Eu e meus primos. Não tinha nada de instrumento novo, era tudo velho, alguns eram de lata. Eu e minha prima cantávamos e meus primos tocavam. A gente fazia show, era 50 centavos para ver. Foi bem engraçada a minha infância. Eu tinha uns sete anos. Foi um pouco antes de eu começar no surfe. Mas quando o surfe entrou na minha vida, esqueci de tudo", disse ao globoesporte.com, em 2015.