Pedro Barros homenageou Florianópolis, sua cidade natal, no shape do seu skate na conquista da medalha de prata na modalidade Park nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
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Ele escreveu uma frase sobre o desenho do mapa de Floripa em azul, com um fundo amarelo, remetendo às cores do Brasil.
"Aqui você é livre! Se expresse, supere seus medos e se permita amar! Voar e experienciar a magia da vida, do skateboarding e de você mesmo", escreveu no shape.
Nascido em uma família com forte ligação com os esportes de prancha - seu pai era dono de uma loja de surfe em um shopping em Florianópolis -, Pedro começou a praticar com menos de um ano de idade.
O brasileiro teve seu primeiro contato com a modalidade no ano seguinte, em um campeonato local que seu pai patrocinou e contou com nomes lendários do skate nacional, como Lincoln Ueda, o "Japonês Voador", que foi um dos chefes de arbitragem da final olímpica.
“Eu era um bebê, então tem fotos minhas no colo da minha mãe com um ano de idade na plataforma do half”, revelou o skatista à revista GQ.
“Construí uma mini ramp em casa. O Pedro com 11 meses não largava o skate. Antes de começar a andar, ele já ficava em pé no shape se apoiando na parede e andando pela casa”, comenta André Barros, pai de Pedro.
Aos 14 anos, se tornou profissional e, em 2010, venceu o X-Games na categoria Park desbancando os maiores nomes da modalidade na época. Além disso, ficou famoso ao dar um show na Megarampa de Tony Hawk. Desde então, são 6 ouros nos X-Games e 1 título mundial, que agora se somam a uma prata em Jogos Olímpicos.
O sonho de ser medalhista olímpico, porém, quase foi interrompido antes mesmo de começar. Em 2018, Pedro Barros foi suspenso por 2 anos após ser flagrado em exame antidoping por conta de uma substância derivada da maconha.
Com as mudanças de regulamento, sua punição foi diminuída para uma retroativa de 6 meses e ele pode participar, em maio, do torneio que lhe garantiu a vaga olímpica em Tóquio. Agora, retornará para Florianópolis como medalhista de prata de uma Olimpíada.
