A natação brasileira viveu um grande momento nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nos 200m livre, Fernando Scheffer surpreendeu a todos, fez o melhor tempo de sua carreira e conquistou a medalha de bronze.
O feito é ainda mais impressionante quando se leva em consideração que, por conta da pandemia de COVID-19, o brasileiro teve que treinar até um açude para conseguir se manter pronto para as Olimpíadas.
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A pandemia estourou em março de 2020 e transformou a rotina dos brasileiros, e não foi diferente com os atletas. O Minas Tênis, local de treinos de Scheffer, fechou e o nadador ficou impossibilitado de treinar em uma piscina. Com o passar do tempo, as coisas foram se ajeitando e, com a flexibilização das medidas preventivas, o Minas reabriu em dezembro.
Veio, porém, o feriado de fim de ano e uma nova onda da COVID-19 assolou o povo brasileiro. Com isso, o clube voltou a fechar e Scheffer, de repente, se viu sem ter onde treinar a menos de 8 meses para o início dos Jogos. A solução foi alugar um sítio com alguns colegas e se virar com um açude.
"Logo quando fechou, ficamos dois meses sem cair na água. Depois conseguimos piscinas em condomínio, mas pequenas, de 15m, não eram piscinas ideais. Tem um colega de equipe nosso, o Vinicius Lanza, que tem um sítio e lá tem um açude de 60 metros. A gente improvisou lá, colocamos umas raias, juntamos uns cinco amigos e ficamos lá treinando por 10 dias", disse o nadador em entrevista ao UOL.
Sete meses depois, Fernando chocou o mundo e garantiu a medalha de bronze.
