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11 dias para a NBA: Philadelphia 76ers vê na chegada de Paul George motivos para sonhar alto

Tyrese Maxey, Joel Embiid e Paul George formam um dos novos Big Threes da NBA nos 76ers Jesse D. Garrabrant/NBAE via Getty Images com Arte ESPN

O Philadelphia 76ers tinha o plano de contratar uma outra grande estrela para ajudar Joel Embiid e Tyrse Maxey a perseguir um título da NBA. Deu certo: Paul George saiu de Los Angeles para assinar um contrato com a equipe, o que levou as expectativas lá para o alto. Será que chegou mesmo a hora de vencer o Leste?

Como foi os 76ers na última temporada

  • Campanha: 47 vitórias e 35 derrotas

  • Classificação: 6º lugar na Conferência Oeste; no play-in, passou pelo Miami Heat

  • Nos playoffs: eliminação na primeira rodada pelo New York Knicks por 4 a 2

  • O que aconteceu: enquanto teve Joel Embiid inteiro à disposição, os 76ers até sonharam com o segundo lugar do Leste, atrás apenas do Boston Celtics. Mas quando ele se machucou, o time se mostrou consideravelmente menos forte, mesmo com Tyrese Maxey tendo virado um all-star. Os 76ers foram para o play-in e venceram o Miami Heat. Na primeira rodada dos playoffs, com um Embiid ainda limitado, caíram para o New York Knicks em seis jogos.

O elenco dos 76ers para a temporada 2024/25

  • Escolhas de Draft: Jared McCain (armador, 16ª escolha) e Adem Bona (ala-pivô, 41ª escolha)

  • Quem mais chegou: Paul George (ala, Los Angeles Clippers), Caleb Martin (ala, Miami Heat), Eric Gordon (ala-armador, Phoenix Suns), Andre Drummond (pivô, Chicago Bulls), Reggie Jackson (armador, Denver Nuggets), Lester Quiñones (ala-armador, Golden State Warriors), Guerschon Yabusele (ala-pivô, Real Madrid/França), Jordan Tucker (ala, Chorale Roanne Basket/França), Isaiah Mobley (ala-pivô, Cleveland Cavaliers), Max Fiedler (ala-pivô, sem time) e Justin Edwards (ala, sem time)

  • Quem foi embora: Tobias Harris (ala, Detroit Pistons), De'Anthony Melton (armador, Golden State Warriors), Buddy Hield (ala, Golden State Warriors), Mo Bamba (pivô, Los Angeles Clippers), Nicolas Batum (ala, Los Angeles Clippers), Cameron Payne (armador, New York Knicks), Paul Reed (ala-pivô, Detroit Pistons), Robert Covington (ala, sem time), Danuel House Jr (ala, sem time), Furkan Korkmaz (ala, Monaco/França) e Terquavion Smith (armador, sem time)

  • Provável time titular:Tyrese Maxey, Kelly Oubre, Paul George, Caleb Martin e Joel Embiid

  • Reservas: Kyle Lowry, Reggie Jackson, Jared McCain, Jeff Dowtin (armadores), Eric Gordon, Lester Quiñones, Ricky Council, Justin Edwards (alas-armadores), KJ Martin, Jordan Tucker (alas), Guerschon Yabusele, Isaiah Mobley, Adem Bona, Max Fiedler (alas-pivôs) e Andre Drummond (pivô)

  • Técnico: Nick Nurse

O clima para a temporada

O plano dos 76ers desde o começo da temporada passada, quando trocou James Harden com o Los Angeles Clippers, era abrir o máximo de espaço na folha salarial para colocar ao menos um outro nome de impacto ao lado de Joel Embiid e Tyrese Maxey.

Deu certo. Chegaram Paul George e uma série de outros jogadores para completar o elenco em torno das grandes estrelas. Um que chama a atenção e pode ser uma enorme ajuda às aspirações deste time é Caleb Martin, que em 2023 foi peça valiosa na campanha vice campeã do Miami Heat.

O plano traçado funcionou para a montagem do elenco. Então é fácil imaginar o otimismo que existe em torno desta equipe para a temporada 2024/25. A meta é desafiar o Boston Celtics pelo topo do Leste e chegar às finais.

Abre aspas

"Vou me doar ao time. Seja abrindo espaços com arremessos, cortando sem bola pelo garrafão para dar opção de passe, tirando a bola das mãos do Tyrese (Maxey) para diminuir a pressão em cima dele ou colocando Joel (Embiid) em boas situações para pontuar."

A declaração é de Paul George, ao ser questionado sobre o papel que imagina ter em sua nova casa.

Uma esperança

Tudo o que os 76ers sonhavam há um ano foi possível: aproveitar a offseason para contratar uma grande estrela e rechear o restante do elenco com novas peças de apoio. Se funcionou na teoria, a esperança agora é de que os resultados apareçam na realidade.

Até porque não foi qualquer estrela que pegaram para se juntar a Joel Embiid e Tyrese Maxey. Foi Paul George, que tem características de jogo que o tornam um encaixe teoricamente bem fácil e tranquilo para praticamente qualquer esquema tático. Nos dois lados da quadra.

O técnico Nick Nurse comemorou bastante a chegada de George, justamente por esses motivos. Disse que está animado também por ganhar um ala pontuador, que tem a capacidade de organizar o jogo e criar situações de finalizar no ataque se precisar, mas que joga sem bola também. E George também tem falado coisas boas sobre o novo treinador. Elogiou o estilo de trabalho e a habilidade em extrair o melhor de cada um. Não dava para começar muito melhor que isso mesmo.

Vale lembrar também que Nurse já tem em seu ainda curto currículo como técnico na NBA um título, conquistado com o Toronto Raptors em 2019. Durante essa caminhada e também em outras campanhas, destacou-se bastante pela maestria em desenvolver esquemas defensivos versáteis e eficientes.

Então os 76ers contam com um treinador de ótimas credenciais, grandes estrelas, gente nova animada e um elenco de apoio que parece fazer total sentido com o que o time tem. Não é difícil ver motivos para esperanças por aqui.

Um medo

É muito animador poder contar com Paul George em um time que já tem Joel Embiid como principal estrela. Mas quantas vezes será que os dois estarão juntos em quadra ao longo desta próxima temporada? Porque não são exatamente jogadores reconhecidos pela durabilidade e resistência a lesões.

Claro, tem Maxey ainda. Mas não dá para depender excessivamente dele. Os 76ers precisam dos outros dois grandes astros para realmente conseguir se colocar como um forte postulante ao título.

O cara

Joel Embiid foi o MVP da NBA duas temporadas atrás. Na passada, uma lesão no joelho o limitou a apenas 39 partidas na fase de classificação. Mas enquanto esteve em quadra, teve médias de 34 pontos, 11 rebotes e 5,7 assistências por jogo. Números ainda maiores em relação aos que teve no ano em que ganhou o prêmio.

Até mesmo as bolas de três evoluíram. O aproveitamento de 38% foi o maior da carreira até agora. E é alto o bastante para fazê-lo ser considerado uma ameaça de longa distância para as defesas adversárias.

Mais importante que tudo isso é a campanha de 31 vitórias e apenas 8 derrotas que a equipe teve nestas partidas em que ele esteve presente. Sem Embiid, o resultado foi drasticamente inferior: 16-27.

São dados que ajudam a mostrar o quanto qualquer aspiração dos 76ers passam pelo pivô e sua capacidade de se manter em quadra em alto nível.

Também vale a pena ficar de olho

Há algum tempo, bem antes de optar pela mudança de ares, Paul George chegou a admitir que ficou incomodado com o papel menor que passou a ter para o desempenho ofensivo do Los Angeles Clippers depois que James Harden chegou. Ao assinar com os 76ers, ele preenche o sonho que o time tinha de colocar mais uma grande estrela ao lado de Joel Embiid e Tyrese Maxey. Mas será que vai ficar satisfeito com a participação que terá na nova equipe?

Os primeiros sinais foram positivos. George falou que está disposto a fazer o que for preciso para ajudar o time vencer, incluindo facilitar a vida dos outros dois all-stars da companhia. O técnico Nick Nurse também está muito animado com o que tem visto sobre o novo craque à sua disposição e o tanto de possibilidades que ele é capaz de destravar em quadra.

No papel, George faz muito sentido para os 76ers e não deve ser um encaixe complicado. A defesa forte, que muitas vezes pode ser feita em cima do homem da bola do outro lado, e o aproveitamento acima dos 41% em arremessos de três mostram isso. E se precisar criar situações por conta própria, assumindo a criação de jogadas, podem contar com ele também.

Quem também vale a pena ser citado por aqui é Caleb Martin. As melhores atuações que teve em Miami podem fazer os 76ers sonharem alto. Resta saber quanto daquele jogador vai dar as caras a partir de agora. Se conseguir entregar boa defesa com movimentações certeiras sem bola no ataque, já ajuda muito.

Grau de apelo para o telespectador - de 1 a 5

4,5 (alto para máximo) - O simples fato de contar com Joel Embiid já coloca o Philadelphia 76ers como um time digno de atenção sempre que aparecer em uma transmissão. Tem ainda o desenrolar do crescimento de Tyrese Maxey, o encaixe de Paul George nessa estrutura e a expectativa de equipe que pode se candidatar ao reino do Leste.

Palpite para a temporada 2024/25 dos 76ers

No cenário mais otimista: vence o Leste e disputa o título. O cenário para Joel Embiid ser campeão, pelo menos no campo das ideias, nunca foi tão favorável quanto agora. Derrotar o Boston Celtics em uma série de sete jogos será uma missão difícil para qualquer um. Mas se é para pensar em um cenário mais otimista, dá para os 76ers sonharem com isso.

No cenário mais pessimista: classificação direta aos playoffs, mas sem mando de quadra na primeira rodada, e eliminação precoce. Exatamente como foi na temporada passada.

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