Imagine o futuro da sua franquia na NBA mudando em um piscar de olhos. A partir de um sorteio.
Enquanto as semifinais da conferência pegam fogo nos playoffs, a boa parte das equipes já vislumbra o que vai acontecer a partir de 2025-26, com a nova safra de jogadores chegando via Draft. Mas antes de tudo, ocorrerá a famosa loteria do Draft da NBA, neste domingo, às 16h (de Braslia).
Como funciona a loteria do Draft da NBA
A loteria do Draft da NBA é o mecanismo utilizado pela liga para definir a ordem de seleção das 14 equipes que não se classificaram para os playoffs na temporada anterior. O objetivo principal é dar aos times com pior desempenho uma chance maior de escolher os melhores talentos jovens, promovendo o equilíbrio na competição.
Assim, os 14 times não classificados aos playoffs são posicionados na ordem contrária a colocação na temporada regular, de maneira que os times com pior campanha tenham uma chance gradualmente maior de conseguirem a primeira escolha.

A imagem acima distribui as chances de cada franquia terminar em uma posição específica no Draft em 2026.
As três piores campanhas (Washington Wizards, Indiana Pacers e Brooklyn Nets) têm 14% de chances de serem sorteadas na primeira escolha. Utah Jazz e Sacramento Kings, 11,5%, e assim sucessivamente.
Todos os 14 times não classificados aos playoffs têm algum tipo de chance de ficarem em alguma das quatro primeiras posições. Em 2025, por exemplo, quem tirou a sorte grande foi o Dallas Mavericks, que tinha apenas 1,8% de chances de terminar em primeiro. A escolha foi utilizada para draftarem Cooper Flagg.
Na prática, seria como se o Golden State Warriors fosse sorteado em primeiro lugar em 2026 (a porcentagem de 1,8% não existe mais, em um ajuste das probabilidades realizado pela NBA).
Depois da primeira escolha, a NBA sorteia a segunda, a terceira e a quarta posição no Draft. A partir da quinta escolha, as equipes remanescentes são alocadas na ordem inversa a da temporada regular, sem sorteio, até a 14ª posição.
Já as escolhas 15 a 60 do draft, que não entraram na loteria, são definidas de acordo com as campanhas dos times na temporada regular.
Você pode brincar com o simulador da loteria do Draft da ESPN clicando neste link (em inglês).
Exceções da loteria em 2026
Por conta de trocas realizadas entre as equipes, a ordem da tabela da loteria não corresponde exatamente a da classificação da NBA. Por exemplo, o Oklahoma City Thunder, que em tese teria apenas a 30ª escolha, trocou com o LA Clippers. Por isso, ocupa o espaço que seria preenchido pela franquia de Los Angeles na loteria, com 12ª maior chance de ficar com a pick 1.
Da mesma maneira, o Indiana Pacers só terá a própria escolha se a mesma ficar no top 4. Caso contrário, irá para o LA Clippers.
Por fim, das escolhas entre Atlanta Hawks e Milwaukee Bucks, os Hawks ficarão com a melhor após o sorteio, e os Bucks com a pior, fruto de uma outra negociação.
Principais jogadores do Draft 2026
AJ Dybantsa - ala - BYU
Dybantsa reforçou seu favoritismo a ser a primeira escolha do Draft com um ano de estreia brilhante no basquete universitário, provando ter muita capacidade ofensiva e demonstrando uma melhora significativa na tomada de decisões. Seu tamanho para a posição (2,06m), potencial físico e temperamento oferecem escolha segura para o desenvolvimento a longo prazo. Ele ainda tem o que aprimorar no controle de bola, aproveitamento nos chutes de três pontos e defesa individual, é verdade, mas o nível de melhora nestas áreas irão determinar seu nível de estrelato e o sucesso que poderá alcançar. Ele chegará na NBA em franco crescimento e com inúmeras qualidades.
Darryn Peterson - armador - Kansas
Embora Peterson tenha perdido terreno para Dybantsa na discussão pelo topo do Draft, há uma crença generalizada na NBA de que ele é capaz de entregar muito mais do que conseguiu mostrar em Kansas. Ele é o pontuador e definidor mais talentoso da classe, com espaço para evoluir como criador de jogadas com a bola nas mãos. As equipes de NBA estão analisando os resultados que teve no basquete universitário com certo cuidado, sempre levando em conta que uma série de câibras generalizadas que teve ao longo do ano prejudicaram o ano de Peterson.
Na prática, as franquias querem ter a segurança de que Peterson estará totalmente a disposição em seu ano de calouro e em plenitude física, para aí sim entenderem como extrair sua melhor versão no basquete profissional. Para isso, as próximas semanas serão cruciais, durante os testes pré-draft, em que seu relatório médico e as entrevistas com as equipes terão peso dobrado em relação aos seus concorrentes. Ainda assim, Peterson pode cair nas graças de alguma equipe e pular para a primeira posição. Ou, é claro, cair algumas escolhas, o que também não seria uma grande surpresa, dado o alto nível do Draft 2026.
Cameron Boozer - ala-pivô - Duke
Filho de Carlos Boozer, de longa passagem por Utah Jazz, Chicago Bulls, entre outras franquias, Cameron levou a universidade de Duke a ficar apenas uma posse de bola de uma vaga no Final Four da NCAA. No geral, ele não deixou nada a desejar, tendo o maior saldo de cestas do basquete universitário quando esteve em quadra, além de converter 39,1% dos arremessos de três pontos, faturando o prêmio de jogador do ano. Ainda existe, porém, um debate sobre qual o potencial de desenvolvimento de Boozer em comparação aos outros prospectos deste Draft. Ainda assim, restam poucas dúvidas de que ele pode produzir em alto nível e elevar o patamar de sua futura equipe na NBA.
É difícil contestar o currículo de Boozer, seu QI ofensivo impecável e também sua produtividade, que renderam comparações de olheiros a jogadores como Domantas Sabonis e Kevin Love. Embora não seja um atleta de elite em termos de agilidade ou explosão vertical, e haja preocupação de que possa ser explorado defensivamente em certas situações, existem motivos de sobra para valorizar o que ele faz de melhor.
Caleb Wilson - ala-pivô - North Carolina
O público foi privado de ver muito de Caleb Wilson na temporada universitária por conta de duas lesões na mão que encerraram seu ano precocemente. Apesar da perda de oportunidade para consolidar seu status, ele permanece em excelente posição, cotado no top 4 do Draft, com margem de evolução em quase todos os aspectos do jogo. As avaliações dão conta que Wilson poderá agregar ao seu time nos dois lados da quadra, já que é um ala explosivo, mas também técnico, com potencial para ser um carregador secundário no ataque, e um defensor polivalente.
É bem verdade, porém, que ainda precisa de certo refino nas habilidades. Por exemplo, teve 25% de aproveitamento nos chutes do perímetro. Sua força física e intensidade compensaram essa lacuna no universitário, mas na NBA ele talvez precise de um pouco mais de tempo para elevar a técnica que próxima à cesta para outros lugares da quadra.
Outros nomes que merecem atenção
Além dos citados acima, outros jogadores podem fazer muito bonito na NBA e gerar muito interesse na hora do Draft, como por exemplo Darius Acuff Jr., Keaton Wagler, Kingston Flemings, Nate Ament, Mikel Brown Jr. e Karim Lopez, entre outros.
