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Riot Games revela planos para os cenários de LoL, Valorant e Wild Rift em 2022

Palco do Last Chance Qualifier brasileiro, que deu vaga para o Champions Riot Games

Em coletiva de imprensa, a Riot Games detalhou seus planos para o ano de 2022 para os cenário de LoL, Valorant e Wild Rift, levando como foco aumentar a competitividade e inclusão em seus cenários profissionais


Nesta quinta-feira (20), a Riot Games realizou uma coletiva junto da imprensa com o líder de esports no Brasil, Carlos Antunes, para falar sobre as novidades da nova temporada dos eventos: Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL), Wild Tour Brasil e Valorant Champions Tour (VCT) para o ano de 2022.

Entre os assuntos abordados durante a coletiva, a empresa afirmou que vai aumentar o valor de premiação do CBLoL para R$ 1 milhão, novas formas de incentivar o cenário feminino e regional.

Entrando para o ano de 2022 ansiosa para mostrar à comunidade as novidades, continuando o trabalho feito com o CBLoL e intensificando o investimento em cenários recém-nascidos, como é o caso do VCT e do Wild Tour, Carlos Antunes revelou durante a coletiva que alguns pontos são grandes preocupações da Riot Games para este ano, como é o caso do foco em aumentar a inclusão em seus campeonatos e o engajamento com a sua comunidade, além de buscar uma maior competitividade em todas suas ligas.

Algumas outras medidas, como o aumento na premiação total do CBLoL (que hoje chega a R$ 1 milhão) e mudanças no formato dos playoffs através da introdução da eliminação dupla, foram alguns dos meios encontrados pela Riot Games para aumentar a competitividade dentro do campeonato para o ano de 2022.

A empresa também estará focada em projetos de incentivo ao desempenho, com palestras, interações e apoio a outros projetos vindos da comunidade, como o Inhouse. O foco, segundo Carlos, é aumentar a performance da região como um todo.

Para o ano de 2022, Carlos também detalhou alguns passos que o CBLoL dará em sua nova temporada para aumentar o engajamento e também a inclusão dentro do cenário competitivo. Para isso, pela primeira vez desde sua criação, o campeonato contará com interpretação em Libras durante todos os dias de competição, pré-show e análises, com o intuito de incluir pessoas com deficiência (PcD) ao cenário.

Apesar da novidade, por enquanto, a Riot Games incluirá a interpretação apenas no CBLoL, de forma que seja possível entender as necessidades e aprender como melhorar o serviço antes de incluí-lo em suas outras ligas.

Junto disso, um dos novos focos da desenvolvedora é também de aumentar o apoio ao cenário feminino e semi-profissional/regional dentro da modalidade: “Vamos compartilhar detalhes mais para frente em função de como fecharmos com nossos parceiros, mas certamente envolve incentivar e direcionar parceiros já existentes, realizar torneios com frequência e focos nessas jogadoras, que é algo que já fazemos com o Game Changers”.

No entanto, o líder de esports deixa claro que, para este ano, a ideia de criar uma liga feminina não é prioridade, mas sim aumentar o incentivo e visibilidade. Hoje, o CBLoL conta com apenas quatro jogadoras escaladas para o campeonato - seja na liga principal ou no Academy -, estas são: Ari (Netshoes Miners), Lawi (Netshoes Miners), Miss (LOUD) e Harumi (Rensga).

GAME CHANGERS CONTARÁ COM TORNEIO INTERNACIONAL EM 2022

Levando o ano de 2021 como o pontapé oficial para o lançamento do circuito Valorant Champions Tour, a Riot Games focou em criar portas de entrada para jogadores se destacarem e organizações crescerem através de diversos qualificatórios e viu uma boa receptividade da comunidade de FPS.

Vendo com bons olhos o potencial brasileiro no cenário internacional e o futuro do título no Brasil, o ano de 2022 para o Valorant será focado em consolidar o cenário competitivo e aumentar a competitividade da liga, sendo um dos exemplos disso a mudança no calendário de competições.

Com um Challengers a menos, a Riot planeja trazer menor volatilidade, de forma que as equipes tenham mais tempo hábil para evoluir e experimentar novos jogadores, estratégias, etc. Além da mudança, o líder de esports também exalta a entrada de organizações internacionais no cenário brasileiro como uma forma de aumentar a competitividade.

“Também vemos que há o investimento de times internacionais na nossa região, vemos anúncio como o da Ninjas in Pyjamas e até do MIBR, times que olham no Brasil um espaço de expandir suas marcas e trazer seu aprendizado pra ajudar a levar a região mais longe, em função das metodologias e a capacidade de investimento pra construção de equipes de alta performance. Isso também aumenta a competitividade da liga, isso é inegável”, observa Carlos.

Um dos focos da empresa também será o de dar suporte a iniciativas que visam evoluir o ecossistema profissional e semi durante os períodos em que campeonatos oficiais não estão acontecendo. Dessa forma, a empresa irá “trabalhar mais forte com grandes torneios e organizadores que possam oferecer experiências de qualidade contínua, não só para times profissionais, mas também para jogadores que querem subir do semiprofissional”.

“O Game Changers continua sendo uma das nossas maiores prioridades dentro de Valorant”, crava. Sucesso de inclusão de atletas femininas no shooter da Riot Games, Carlos deixa claro que o objetivo é cada vez mais gerar acesso e oportunidade para que as jogadoras possam chegar ao VCT.

Para isso, o Game Changers contará com um calendário propício para isso, com os campeonatos sendo realizados em datas que não esbarram com as dos qualificatórios do Champions Tour e também trabalhar junto de organizadoras de torneio que tenham foco no cenário feminino.

Uma das grandes novidades para este ano, é que o Game Changers contará com um campeonato internacional próprio, que, conforme revelado por Carlos, terá o mesmo grau de investimento do Champions - mundial do cenário misto.

WILD TOUR TERÁ 12 TIMES E VAI CONTAR COM 4 MESES DE DURAÇÃO

Dando seus primeiros passos competitivos no último ano, o Wild Rift já se mostrou uma grande potência e um título com grande potencial competitivo. Dessa forma, o cenário mundial receberá um circuito em formato de liga para regiões selecionadas em 2022.

Dentro do Brasil, teremos o Wild Tour que será realizado com 12 equipes participando ao longo de quatro meses de duração, permitindo o desenvolvimento da liga em si e também das equipes presentes. Carlos também fala sobre o investimento da Riot Games em premiações para incentivar a entrada de organizações no cenário:

“Também vamos manter o investimento em premiação e suporte a organizações. Um ponto que se comenta muito é o valor da premiação do Wild Rift, que para um cenário novo é maior do que outros. A gente, nesse pensamento de aceleração do sucesso da liga e do que esperamos, a premiação mais alta permite que as organizações se planejem e entrem desde o começo com mais força e mais vontade”, observa.

Assim como acontecerá com Valorant, a empresa também focará em dar suporte aos torneios profissionais e semi-profissionais independentes, estabelecendo esses de forma eficiente no calendário de competições, e também para o cenário feminino.

Em formato presencial, o representante da empresa deixa claro que o Wild Tour também receberá eventos de final de temporada para aumentar o engajamento e as experiências com a comunidade.