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Wild Rift: 'Isso é uma preocupação da Riot', diz Carlos Antunes sobre cenário feminino

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Priscila Queiroz relembra momentos antes do lançamento do Wild Rift (5:52)

A Head de publishing comenta também sobre a preparação da desenvolvedora para o lançamento (5:52)

Nesta quarta-feira (30), o líder de esports da Riot Games no Brasil, Carlos Antunes, conversou com a imprensa em uma coletiva sobre os primeiros passos oficiais do Wild Rift no Brasil como um esport. Em meio a apresentações do circuito que chega ainda neste ano, um evento para dar o pontapé inicial ao competitivo em parceria com a NimoTV e o anúncio da final presencial, Carlos tirou um tempo para responder algumas perguntas aos jornalistas e essas você pode conferir logo abaixo.

As novidades apresentadas para o cenário competitivo da versão mobile de League of Legends animam todos os envolvidos: a própria desenvolvedora, os profissionais que estarão inseridos nesse cenário e também os fãs do título. No entanto, as novidades também marcam a entrada da Riot Games em um outro mercado que não estão tão acostumados, que seria o mercado de games mobile.

Assim como aconteceu com Valorant, a empresa começa a se aventurar em um mar antes inexplorado pela mesma e todo o processo de inauguração do cenário competitivo do Wild Rift será um grande aprendizado com muitos desafios pela frente. A parte boa? A equipe sabe disso e está preparada.

“Dificuldades ainda não encontramos, mas temos desafios certamente. Dois deles que estão orientando a nossa visão sempre para nos prepararmos a sempre estar pensando em algo novo e não repetindo coisas do passado, é em entender como que hoje o jogador mobile gosta de consumir conteúdo, como ele consome o conteúdo de esports mobile, como ele torce, etc. Esse ponto tem desde decisões de que horas vamos transmitir, até como montar um programa, que duração vai ter, que tipo de conteúdo vamos trazer”, comenta Carlos Antunes, líder de esports da Riot Games no Brasil, em resposta ao ESPN Esports Brasil.

“O outro ponto, que é um ponto nosso de entender que o cenário de Wild Rift também tem um momento e possivelmente uma expectativa do público que não é a mesma do LoL e nem do Valorant. É um jogo que está em um momento inicial da sua curva, tem um nível de exigência e complexidade competitiva diferente do LoL, então como vamos criar essa experiência de conteúdo adequada para esse público? Vai ter que ter muito mais coisa de apresentação do jogo, lifestyle, quem são as pessoas que movimentam a comunidade”, continuou.

Os primeiros planos para alavancar o cenário começam ainda neste ano. Começando pelo evento em julho em parceria com a NimoTV, seguido de dois meses de qualificatórias para o Wild Tour, a grande final do evento e um campeonato mundial. Um calendário forte para introduzir o competitivo ao mundo neste primeiro momento, principalmente com a grande final regional sendo realizada de forma presencial.

Dentro do mundo dos esports, a Riot Games foi a que mais se arriscou em trazer aos fãs toda a emoção das competições em formato presencial durante uma pandemia: Final do 2º split do CBLoL e o Mundial de 2020, primeiro campeonato oficial de Valorant no Brasil, Mid-Season Invitational e também o Valorant Masters.

“Ser presencial faz toda a diferença. A questão dos cuidados que precisamos tomar e que já vem tomando desde o ano passado para fazer os presenciais, acabou impactando em elementos específicos do tipo vamos fazer uma final que dura mais dias, porque conseguimos distribuir e ter procedimentos bem mais controlados de segurança para todos”, responde sobre a final presencial para um dos veículos.

A questão de ser um jogo mobile e não necessitar de tantas tecnologias como seus irmãos mais velhos, “facilitou um pouco” o caminho para a realização e idealização do presencial de Wild Rift. Além da vontade de trazer o evento presencial, outra vontade da Riot Games é de trazer para o Wild Rift o trabalho que é feito dentro do Valorant para a comunidade feminina.

Apesar de não poder revelar muitos detalhes, Carlos garante que abrir o espaço para as mulheres é uma das prioridades da desenvolvedora e que está sendo estudada para ser inclusa no cenário mobile também.

“Não consigo dar detalhes sobre formatos que venham viabilizar uma estratégia de inclusão com relação ao cenário feminino, como agora temos com o Game Changers. Mas, o que posso dizer é que nossa visão de abrir o espaço, reconhecer a presença e dar essa legitimidade para o cenário feminino também vai haver no Wild Rift. Isso é uma preocupação da Riot”, afirmou em resposta ao The Clutch.

O primeiro evento que abre alas ao cenário competitivo de Wild Rift será o Wild Rift Season Start, evento que acontece em parceria com a NimoTV. O torneio acontece entre os dias 9 e 10 de julho com uma premiação total de R$ 55 mil.