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Jogadores do CBLoL e Academy abandonam Inhouse e comunidade reage; entenda

Os servidores do Inhouse brasileiro foram desenvolvidos por Pedro Fracassi Divulgação

Nesta última quinta (16), a comunidade presenciou uma reviravolta em relação ao Inhouse: o sistema que antes havia sido elogiado por muitos, acabou gerando o êxodo de alguns. Insatisfeitos com o nível das filas criadas pela plataforma, desenvolvida por Pedro Fracassi, uma seleção de jogadores presentes no cenário competitivo criaram um segundo Inhouse, contando com a presença apenas de jogadores presentes nos campeonatos oficiais da Riot Games.

Hoje com servidores disponíveis nos títulos League of Legends, Valorant e encaminhando-se para trazer a novidade para o Wild Rift - com o primeiro teste sendo realizado nesta quinta (16) -, nos últimos meses vimos o fenômeno do Inhouse surgir como uma alternativa às filas ranqueadas nativas dos jogos da Riot Games.

O intuito do projeto seria de juntar em um lugar só os jogadores do mais alto nível competitivo e das ranqueadas dos jogos da Riot Games, uma vez que as rankeds deles são frequentemente alvos de críticas, sendo taxadas por muitas vezes de improdutivas.

Inclusive, o projeto gerou até mesmo uma parceria com a Riot Games, que investiu monetariamente no sistema desenvolvido por Fracassi, segundo Caco Antunes, Head de Esports da Riot Games Brasil, no Combo Podcast.

No entanto, o nível apresentado pelas filas geradas pelos servidores do Inhouse também se tornaram alvo de críticas. Alegando que a equipe por trás dos servidores não havia respondido às tentativas de contato dos jogadores que buscavam melhorias no sistema, a insatisfação foi o estopim para a criação de um novo servidor, configurado pelos próprios jogadores.

“Tentamos contato com a staff do inhouse um mês atrás pra achar um meio termo ou uma melhora nas filas, nos ignoraram (...) Os jogos ficam com diferença de nível entre os jogadores pro, challengers e grão mestre, gerando jogos improdutivos e desgastantes”, comenta Bounty, suporte do Flamengo Esports, em seu Twitter.

Ranger, ex-caçador do Flamengo, foi mais enfático dizendo que o nível do Inhouse PRO “tá porco e ninguém é obrigado a jogar isso”, o que gerou uma comoção no Twitter.

A decisão dos atletas de criar um Inhouse focado apenas em nomes presentes no cenário competitivo dividiu opiniões da comunidade. Enquanto alguns concordaram com a iniciativa dos jogadores, muitos outros não se mostraram tão felizes assim com a decisão, como foi o caso de Minerva, jogador profissional e streamer.

“Até entendo a frustração dos profissionais. É notável a diferença entre um jogador do CBLoL e Academy para GM/Mestre do Inhouse. Mas durante esse momento longo sem campeonato algum é justamente o momento para melhorarmos como região. O primeiro Inhouse foi algo muito positivo para nós, acho que tem algumas coisas no que melhorar, mas pra alguns meses de existência está minimamente bom. Ainda mais agora com a parceria com a Riot. Acho que foi uma ideia imediatista e ruim, não vejo pontos positivos no 2 inhouses”, disse o jogador em seu perfil oficial.

Jockster, suporte da Furia e que é o elo entre os jogadores e os criadores do Inhouse, tenta acalmar os ânimos: “Segura a emoção, família. Vai dar tudo certo, não precisa se exaltar”.

Esperando a poeira baixar, Pedro Fracassi se pronunciou sobre o acontecimento apenas na sexta (17) de noite, onde esclareceu alguns pontos que haviam sido levantados durante toda a discussão - como o fato de que não foi ele que criou o Inhouse - e tranquilizou a comunidade ao revelar que estaria trabalhando junto aos jogadores para trazer melhorias à plataforma. Confira um trecho do comunicado:

"Conversamos sobre os problemas que os jogadores veem no Inhouse, que acabaram levando a tudo isso acontecer. Saímos em busca de uma solução legal pra todo mundo e, sinceramente, ainda não chegamos em algo concreto, mas temos uma direção boa pra seguir a partir daqui. O Bounty e o Snowlz ficaram de conversar com o pessoal do outro servidor, pra ouvir eles e, juntos, formularem soluções que funcionem bem pra todo mundo. Podemos, por exemplo, criar uma fila exclusiva pros jogadores do CBLOL/Academy dentro do próprio Inhouse, com horário definido e afins. Tudo depende, como sempre, da opinião dos jogadores. Vamos aos poucos ouvindo o feedback, experimentando e formulando um formato legal. Além disso, o Snowlz vai ajudar a gente a criar um grupo de WhatsApp com os coaches das equipes, eu, Pit e Namaria, pra termos uma linha de comunicação direta com eles e facilitar o feedback sobre tudo a respeito dos jogadores do CBLOL e Academy no Inhouse. Queria pedir desculpas ao Snowlz, que eu acabei não respondendo direito uns meses atrás, quando ele veio me passar feedback sobre isso. Às vezes chega coisa demais por aqui, e eu acabo me afogando entre coisas do Inhouse, trabalho e faculdade", comunicou Fracassi através de seu Twitter.

Leia o comunicado na integra através do link.