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Retrospectiva 2020 do esporte tem mortes chocantes, pandemia, adeus de lenda, racismo... Veja mês a mês

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Rostos desfigurados, banhos de sangue e buracos pelas caras: os maiores estragos do ano no UFC (1:38)

Veja o antes e o depois de cada um desses duelos de 2020 que tiveram consequências pesadas (1:38)

O ano de 2020 termina sem precedentes na história.

A pandemia de COVID-19 infectou milhões de pessoas pelo mundo, fez quase 2 milhões de vítimas fatais e afetou o esporte, forçando um 'novo normal' com torneios paralisados e adiados além de estádios e arenas vazios enquanto a vacina não chega a todos.

A luta contra o racismo também virou ação em todos os esportes e se tornou uma voz poderosa contra o preconceito no mundo.

E aconteceram algumas despedidas doídas e precoces de ídolos como Kobe Bryant e Diego Armando Maradona.

Com isto, o ESPN.com.br selecionou uma imagem que marca e simboliza cada mês de 2020 e explicou uma a uma.

Veja abaixo, relembre e emocione-se com os fatos esportivos mais marcantes deste 2020 inesquecível:

Janeiro

Kobe Bryant, um dos maiores nomes da história da NBA, do Los Angeles Lakers e, claro, do basquete, morreu na tarde do domingo 26 de janeiro aos 41 anos. Uma tragédia que chocou não só o esporte como todo o mundo. Ele estava em um helicóptero que caiu na cidade de Calabasas, na Califórnia (EUA). Sua filha mais velha, Gianna, de 13 anos, era uma das passageiras e também morreu. Outras sete pessoas foram vítimas do desaste.

Fevereiro

Após 50 anos, a NFL, enfim, voltou a ser do Kansas City Chiefs. No domingo 3 de fevereiro, no Hard Rock Stadium, em Miami (EUA), os Chiefs venceram o San Francisco 49ers por 31 a 20 de forma espetacular com uma virada no último quarto e levaram o Super Bowl LIV. Patrick Mahomes lançou para dois touchdowns em um intervalo de apenas quatro minutos, conduziu a franquia à virada e foi eleito o MVP da final.

Março

Em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que a situação envolvendo o novo coronavírus era oficialmente uma pandemia. Em poucos dias, eventos esportivos pelo mundo inteiro foram paralisados, enquanto outros torneios agendados acabaram adiados - casos dos Jogos Olímpicos de Tóquio, da Copa América e da Eurocopa.

Abril

Ronaldinho Gaúcho e Roberto Assis passaram 32 dias detidos em um presídio de Assunção, capital do Paraguai, após terem entrado no país com documentos falsos em março. No mês seguinte, eles foram para um hotel cumprir prisão domiciliar e só conseguiram a liberdade em agosto depois que o Ministério Público não conseguiu avançar com investigações contra o duas vezes melhor jogador do mundo.

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2:05

Após oito horas, Ronaldinho Gaúcho deixa delegacia sem dar declarações no Paraguai

O ex-jogador apresentou documentos falsos em sua chegada a Assunção

Maio

O Campeonato Alemão foi a primeira grande liga de futebol da Europa a ser retomada. Com protocolos sanitários rigorosos e sem torcida, a Bundesliga tornou-se o exemplo a ser seguido pelos demais torneios que foram retornando na sequência, e a volta foi marcada por um atropelo do Borussia Dortmund por 4 a 0 sobre o Schalke 04 no sábado 16 de maio.

Junho

A morte do negro George Floyd no fim do mês anterior por um oficial branco após uma ação policial desencadeou protestos em massa pelos Estados Unidos contra o racismo estrutural no país. O movimento 'Black Lives Matter' (Vidas Negras Importam) rodou o mundo nos campos, nas redes sociais e nas ruas, e jogadores da NBA chegaram a boicotar partidas após outro caso de um homem negro levar sete tiros de policiais.

Julho

A NBA retomou a temporada 2020-2021 em uma 'bolha' dentro do complexo da Disney, em Orlando, na Flórida (EUA). Alguns jogadores se recusaram a voltar pelo medo do novo coronavírus. Além de menos equipes e partidas, a liga propôs ações antirracistas após conversas com atletas. Imagens dos times, comissões técnicas e árbitros ajoelhados e com os braços dados durante a execução do hino dos Estados Unidos ficarão na história. Quando a bola laranja subiu, em 30 de julho, os Lakers venceram os Clippers, e o Jazz bateu os Pelicans.

Agosto

A Champions League foi reiniciada já em sua fase mata-mata, com as quartas, as semifinais e a decisão sendo disputadas em Portugal. O Bayern de Munique sagrou-se campeão em uma campanha que teve como ponto alto o 8 a 2 humilhante sobre o Barcelona na semifinal, causando um terremoto no Camp Nou - inclusive com o pedido de Lionel Messi para deixar o clube catalão.

Setembro

Também com vários protocolos e sem público, a Conmebol Libertadores voltou após mais de seis meses parada em sua terceira rodada da fase de grupos na terça-feira 15 de setembro. E o Athletico-PR, curiosamente o clube que abriu o Campeonato Brasileiro no sábado 8 de agosto em jogo contra o Fortaleza, foi um dos quatro times envolvidos nas duas partidas pelo grupo C que marcaram a retomada naquele dia, às 19h (horário de Brasília): o Colo-Colo recebeu o Peñarol-URU, no Chile, e ganhou por 2 a 1, enquanto o time brasileiro visitou e venceu o Jorge Wilstermann por 3 a 2, na Bolívia. Por conta do período de paralisação devido à pandemia de COVID-19, a competição de 2020 só terminará em janeiro de 2021, com semifinais nos dias 5, 6, 12 e 13 e final no dia 30, que será outra vez em jogo único, desta vez no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Outubro

Anderson Silva, a maior lenda da história do MMA brasileiro, deu adeus ao UFC no sábado 31 de outubro. Aos 45 anos, o Spider teve uma despedida de uma forma muito diferente do que merecia, já que acabou nocauteado por Uriah Hall, de 36 anos e curiosamente um dos lutadores que já foi chamado de 'novo Spider'. O tamanho de Anderson Silva no esporte foi demonstrado pelo próprio jamaicano, que após a luta chorou copiosamente, pediu desculpas pelo nocaute e disse amar o brasileiro. No MMA profissional desde 1997, o paulistano, que anunciou a despedida com texto emocionante, fez 46 combates, com 34 vitórias, 11 derrotas e um ‘no contest’ (luta sem resultado). Pelo UFC, é considerado um dos maiores lutadores de todos os tempos e dominou a divisão dos médios entre os anos de 2006 e 2013.

Novembro

Kobe Bryant em janeiro, Diego Armando Maradona em novembro. A maior personalidade do esporte da Argentina e um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos morreu aos 60 anos no dia 25 após não resistir a uma parada cardiorrespiratória sofrida na casa de uma de suas filhas, no bairro Vila Nova, zona metropolitana de Buenos Aires.

Ele fora internado no começo daquele mês após passar mal durante um jogo do Gimnasia, do qual era técnico, e na chegada ao hospital precisou passar por uma cirurgia de emergência para aliviar uma pressão intracraniana. Teve alta em 11 de novembro. Morreu 14 dias depois, deixando órfãos oito filhos e uma legião de fãs espalhados por todo o planeta Terra. O velório durou 10 horas, foi aberto ao público e aconteceu na Casa Rosada, sede da presidência argentina, em Buenos Aires. Foi-se um ícone, uma lenda dentro de campo, no qual levou a Argentina ao título da Copa do Mundo de 1986, no México, e fez tanto que tornou-se ídolo de Boca Juniors, Barcelona e Napoli.

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2:12

'Morreu o futebol': Apresentador argentino da ESPN se emociona ao dar notícia sobre Maradona

Sebastián Vignolo noticiou morte de Maradona na ESPN da Argentina

Dezembro

A terça-feira 8 de dezembro marcou um acontecimento histórico no futebol: dois times se juntaram e abandonaram um jogo de Champions League após uma acusação de racismo. Paris Saint-Germain e Istanbul Basaksehir duelavam em Paris pela sexta e última rodada do grupo H quando, aos 14 minutos do 1º tempo, o auxiliar-técnico do clube turco, o camaronês Pierre Webó, acusou o 4º árbitro do jogo, o romeno Sebastian Coltescu, de tê-lo ofendido com uso de termo racista ao pedir sua expulsão ao árbitro e seu compatriota Ovidiu Hategan. Também negro, o francês com família senegalesa Demba Ba foi quem liderou as ações e disse: "Você nunca diz 'aquele cara branco'. Então por que quando você fala com um cara negro, você tem que dizer 'aquele cara negro'?" O brasileiro Neymar e o francês Mbappé, astros da agremiação francesa, foram solidários aos atletas do rival e apoiaram o time turco a abandonar o campo em protesto. A Uefa remarcou a partida para o dia seguinte e trocou toda a equipe de arbitragem. O PSG goleou por 5 a 1, mas o que ficou para sempre mesmo foi o ato.