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Ronaldinho e Assis ganham liberdade após 171 dias detidos e deixarão o Paraguai

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Ronaldinho Gaúcho e Roberto Assis estão em liberdade após o juiz de garantias Gustavo Amarilla aceitar nesta segunda-feira o acordo feito pelos advogados dos ex-jogadores com o Ministério Público do Paraguai. Assim, após 173 dias no país (171 deles detidos), eles poderão retornar ao Brasil.

O duas vezes melhor do mundo e seu irmão foram presos em Assunção em 6 de março por tentar entrar no Paraguai com passaportes e cédulas de identidade falsas.

Eles ficaram 32 dias detidos na Agrupación Especializada, presídio de alta segurança, até conseguirem a prisão domiciliar no Hotel Palmaroga deixando 1,6 milhão de dólares como garantia.

Em um primeiro momento, o Ministério Público paraguaio negou a liberdade condicional a Ronaldinho e Assis por causa do "risco de fuga" e também da complexidade do caso. No entanto, após várias semanas de negociações e conforme foi avançando a investigação, o juiz Rolando Duarte acabou aceitando um acordo entre a defesa dos ex-jogadores e os promotores.

A ESPN revelou que o MP via como "90% fechado" o processo quanto ao envolvimento dos irmãos na produção dos documentos falsos. O caso, porém, ainda pode avançar até novembro, pois outras 18 pessoas estão sendo investigadas.

Ronaldinho e Assis foram ao país vizinho a convite da empresária Dalia López, que é apontada como chefe de uma organização criminosa que produz os documentos oficiais adulterados e está foragida desde que estourou o caso. O brasileiro Wilmondes Sousa Lira, acusado de ser o intermediário entre os brasileiros e Dalia, continua preso em Assunção desde 4 de março.

No relatório final enviado pelos promotores do caso em 7 de agosto, os Assis assumem a culpa por entrar no Paraguai com documentos falsos - a investigação do MP não avançou em possíveis outros crimes cometidos por eles.

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Ronaldinho Gaúcho terá de fixar domicílio no Brasil durante um ano (provavelmente Rio de Janeiro), mas poderá deixar o país desde que avise quando e por quanto tempo vai ficar fora.

O duas vezes melhor do mundo não precisará comparecer a um juiz federal e vai pagar 90 mil dólares como reparo por dano social, além de ficar com "ficha limpa" no Paraguai. A ESPN revelou que ele pretende se mudar para Castelldefels, próximo a Barcelona, quando terminar suas obrigações com a Justiça.

Roberto Assis, por outro lado, terá antecedente criminal no país vizinho e não poderá deixar o Brasil por dois anos - a não ser que um juiz autorize a liberação. Ele também precisará comparecer a um juizado federal a cada quatro meses durante dois anos e pagará 110 mil dólares como reparo por dano social.

O dinheiro vai ser depositado no Banco Nacional de Fomento (BNF) e será utilizado para compras de insumos na luta contra COVID-19 no Paraguai além de ajudar hospitais e campanhas pelo país.