<
>

VALORANT | 'Não vamos focar em ganhar, vamos focar em aprender', revela Saadhak sobre Masters Reykjavík 2022

play
LOUD NO VALORANT | Jogadores contam como fizeram o L. (5:09)

Sacy, Saadhak, Less, Pancada, Aspas e bzkA foram oficializados nessa quinta (3) (5:09)

O capitão da equipe da LOUD fala sobre dominar o cenário brasileiro, quão preparada a equipe está e o sentimento de realizar sua meta inicial tão rápido


“Não consigo explicar quão simples é quando todo mundo tem o mesmo objetivo e quer melhorar”, é o que diz Saadhak sobre o elenco da LOUD e quem acompanha a Tropa dentro do cenário competitivo de Valorant, sabe que esse tem sido o norte da equipe desde seu anúncio. É criando uma sinergia não só dentro de jogo, mas também fora dele que a organização chegou ao topo do cenário verde e amarelo pouco mais de um mês após sua introdução.

Faturando o título do primeiro Challengers brasileiro de 2022 sem perder uma série sequer ao longo de todo o campeonato, caindo apenas em dois mapas e classificando para o primeiro internacional da modalidade, Sacy e Saadhak cumpriram antes do esperado algo que haviam colocado como meta assim que passaram a representar a LOUD: acabar com a sede de títulos e mudar a visão da comunidade sobre a organização.

Pioneira quando o assunto é misturar esports com entretenimento, o elenco da Tropa chegou ao Valorant quebrando tudo e não deu chances a nenhum adversário. Saadhak conta em entrevista ao ESPN Esports Brasil qual foi a sensação de bater essa meta tão cedo e revela que, apesar de ser o foco, nunca se sentiu pressionado para trazer o título para casa.

"Primeiro pra mim foi estranho porque muitas pessoas estavam falando que a LOUD não tinha títulos. Já achei isso bizarro e o Sacy veio me falar: 'Se a gente conseguir levar um título pra eles vai ser muito bom. Pra organização e pra nós, jogadores'. Pra mim nunca existiu esse tipo de pressão, mas eu queria sim trazer um título para a LOUD pelo simples fato de ser uma forma de agradecer”, conta o jogador.

“Eles realmente são uma organização muito boa, fazem um monte de coisas por nós. Vou dar um exemplo, quando eu tive uma dor no pescoço no dia de campeonato, eles chamaram um fisioterapeuta para vir me fazer massagem no pescoço. Agora também vão colocar nutricionista e mais coisas para realmente profissionalizar o projeto. Dar esse troféu pra eles é um jeito incrível de agradecer por tudo isso”, completa.

Com a conquista do Challengers brasileiro e o carimbo no passaporte para jogar contra os melhores do mundo do Masters, a dupla formada por Sacy e Saadhak retorna à Reykjavik, na Islândia, após marcar presença no campeonato na edição de 2021 vestindo o uniforme da Team Vikings. Mas dessa vez, mais preparada por conta de suas experiências anteriores.

“Eu realmente acho que o time está muito melhor preparado que os do ano passado, porém os times lá de fora também estão. Agora se a gente perder ou ganhar, vamos saber o porquê. Antes quando perdíamos, a gente achava que entendia, mas não entendia realmente. Pessoalmente acho que estamos bem [preparados]”, avalia o líder da equipe.

Ainda que o domínio da Tropa dentro dos servidores seja algo positivo para a organização, os possíveis prejuízos que ele pode trazer são grandes: sem outros times para cutucar e estimular sua evolução, como a organização chegará a um dos campeonatos mais importantes deste primeiro semestre em um nível superior às representações brasileiras em 2021?

Apesar de o nível claramente ter aumentado, a falsa sensação de que a LOUD chegará para destruir tudo ainda pode se tornar em uma tragédia para os brasileiros. Enxergar por esse prisma é necessário. Para que isso não aconteça, o jogador revela que ao lado de Sacy tem focado em implementar a mentalidade certa dentro do elenco para que problemas como esses não venham a acontecer.

“Quando eu e o Sacy fomos para fora, entendemos várias coisas de fora do jogo, como disciplina, rotina e mentalidade competitiva. Quando chegamos no Brasil, percebemos que faltava tudo isso, mesmo quando conversamos com o Less, Aspas e algumas coisas com o Pancada. Percebemos que nossa mentalidade não era a correta, então trabalhamos muito nisso”.

O jogador ainda fala sobre se dominar tudo liga o pisca alerta para a evolução do cenário brasileiro: “Preocupação com a região? Posso falar que não tenho nenhuma, sei que todo mundo vai correr atrás. Nessa primeira parte do ano nos demos muito bem, mas sei que no segundo qualificatório para o Masters vai estar todo mundo correndo atrás, querendo entender o que aconteceu e porque ninguém ganhou de nós”.

Desde a criação da equipe, a meta de Sacy, Saadhak, Less, Aspas e Pancada sempre esteve alinhada: chegar ao Champions. Durante a ida da redação do ESPN Esports ao centro de treinamento da equipe, era visível a despreocupação dos membros em resultados imediatos. De olhos vidrados no campeonato mundial da modalidade - que acontece em setembro -, o foco agora é na evolução e não na vitória.

“Quando começou o time, a primeira meta que concordamos entre todos é de ir para o Champions. Todo mundo quer ir, não importa se vai ser agora, se vai ser no segundo Masters… queremos chegar lá! [...] Não importam os resultados imediatistas, importa que a gente tenha um bom time. Demos a sorte que deu certo para nós, mas se não tivesse dado certo estaríamos muito tranquilos”.

“Vamos para o Masters para aprender, quero que os meninos, o Aspas e o Less, peguem muita experiência lá fora. Foi o que eu falei pra eles, a gente ganhar é uma consequência do nosso trabalho, não vamos focar em ganhar, vamos focar em aprender. Em ser melhores como indivíduos”, finaliza o capitão.

O Valorant Masters Reykjavík 2022 começa a partir deste domingo (10) por meio dos confrontos iniciais de cada grupo, enquanto a Ninjas in Pyjamas estreia às 14h da segunda (11) e a LOUD espera para se apresentar nos servidores apenas nos playoffs. As transmissões do campeonato ficam por parte dos canais oficiais da Riot Games tanto no Youtube quanto na Twitch.