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Valorant | 'É muito importante o cenário não ficar parado', comenta Sacy sobre investimento na base

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'Se a gente merece, vamos conseguir', crava Sacy sobre segunda vaga em torneios internacionais de VALORANT. (2:58)

O novo jogador da LOUD fala sobre cenário feminino e investimento em mais campeonatos (2:58)

Chegando à LOUD com o elenco ex-pANcada e Amigos, Sacy fala sobre o cenário feminino de VALORANT, a perda de uma vaga em campeonatos internacionais e mais


Nos últimos meses, muitas mudanças têm acontecido no cenário de Valorant: o Brasil perdendo uma vaga direta para os eventos internacionais, anúncio de um mundial do Game Changers e uma comunidade clamando pela realização de mais torneios para que a base chegue forte no futuro. Novo jogador da LOUD, Sacy, refletiu sobre esses temas em entrevista ao ESPN Esports Brasil.

Apesar de chegar carregada de hype devido aos grandes sucessos tupiniquins em outros jogos de FPS, como Rainbow Six Siege e Counter-Strike, a apresentação brasileira no VALORANT internacional não viveu as expectativas. Em ambos os Masters, e também no Champions, nenhuma equipe verde e amarela chegou aos playoffs e todas as campanhas foram bem abaixo do que era esperado inicialmente.

Sem conseguir se provar merecedora das duas vagas que lhe foram concedidas, a região brasileira acabou perdendo uma dessas vagas diretas no VCT de 2022. Neste ano, o Brasil terá que disputar com o LATAM - que teve uma caminhada mais bem-sucedida - uma segunda vaga tanto no Masters quanto no Champions.

Com a comunidade receosa com a possibilidade da situação internacional no FPS da Riot se tornar a mesma do MOBA, League of Legends, o jogador que chega à organização verde e que foi representante brasileiro duas vezes no ano passado, Sacy, fala sobre a decisão da empresa.

“É justa e também é normal e compreensível a galera ficar um pouco tipo ‘meu deus e se o cenário de VALORANT acabar sendo que nem o de LoL’. Nós como jogadores profissionais não devíamos ligar tanto pra isso, nosso dever é chegar no servidor e ganhar. Trabalhar pra isso acontecer e não se preocupar tanto com essas coisas”, crava o jogador.

“Ainda temos chance de classificar, só vamos ter que jogar com algum time do LATAM pra garantir a segunda vaga. Se a gente merece, vamos conseguir essa vaga. É normal, deixa a galera se preocupar. É um pouco de trauma também, isso eu entendo, porque são muitos anos no LoL que não conseguimos nenhum destaque internacional, então todos estão lutando pra que isso não aconteça”, continua.

CENÁRIO FEMININO E OS FUTUROS TALENTOS

Apesar de perder uma vaga, os olhos brasileiros brilharam ao verem a notícia de que um campeonato mundial feminino estaria por vir no final de 2022. Munido de talentos e equipes femininas extremamente fortes, como por exemplo B4 Angels e Gamelanders Purple (atual Team Liquid), as expectativas para o Brasil neste campeonato seguem a mesma linha de que iremos bem - mas dessa vez, com as pontas do pé no chão para que a queda não seja tão grande.

Vendo jogadoras como Daiki se destacar ao longo do último ano, sendo ganhadora de duas categorias do Prêmio Esports Brasil, Sacy revela que não chegou a testar jogadoras para sua nova equipe na LOUD, mas elogia o nível competitivo do cenário feminino e rasga elogios à Team Liquid.

“Não fizemos nenhum tipo de tryout nem nada, mas, quando estávamos na Vikings, jogamos bastante contra a B4 Esports e a GL Purple. Pra mim o que a Riot tá fazendo é insano, o que eles fazem pelo cenário de Valorant - que acho que também incentivou o investimento no cenário feminino do LoL - é uma coisa muito inovadora”, lembra o novo jogador da LOUD.

“O Valorant acertou muito em cheio. As meninas da Team Liquid, por exemplo, são absurdas e tenho certeza que quando rolar o mundial elas provavelmente vão ser favoritas e tenho certeza que elas tem capacidade sim de entrar no campeonato misto e garantir uma vaga. Só basta ter treino e um pouco de tempo também. Só respeitar o processo”, observa.

Mesmo que queira passar longe dos resultados internacionais conquistados pelo cenário brasileiro de LoL, colocando times masculinos e mistos no topo do pódio, existe algo que o Valorant pode aprender com seu irmão mais velho: fazer investimentos na base. Afinal, é de lá que sairão os novos Sacys, Saadhaks, Mwzeras, Heats, Daikis, etc.

Vindo do MOBA, o jogador aproveita para falar sobre o quão importante é que outras empresas e até mesmo a Riot Games invistam, incentivem e dêem a atenção necessária a esses campeonatos paralelos para que os talentos continuem a serem desenvolvidos.

“É muito importante o cenário não ficar parado, porque por exemplo não temos um Academy. Provavelmente a Riot deve pensar em colocar um Circuitão que nem no LoL pra movimentar o cenário, mas precisamos sim de campeonatos terceirizados e pelo que sei eles [Riot] vão incentivar isso. Mas realmente os times que não estão no VCT precisam se movimentar”, comenta Sacy.

“Até o Tixinha, por exemplo, já anunciou que vai rolar um campeonato por ele, que ele vai colocar premiação e tal, isso é muito bom. O cenário tem que se ajudar em relação a isso pra não deixar ele parado, porque isso também vai ajudar a conquistar mais coisas no futuro internacionalmente falando”, alerta.

A nova equipe da LOUD entra nos servidores já neste sábado (12) para disputar o primeiro Challengers brasileiro. O campeonato vai até dia 27 de março, dando ao grande vencedor uma vaga no primeiro Masters do ano e será transmitido através dos canais oficiais do VCT Brasil na Twitch e Youtube.