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São Paulo tri da Libertadores, 15 anos - Contratações, bastidores, frases, heróis: tudo sobre a conquista

14 de julho de 2005. O relógio marcava 23h39 quando o argentino Horacio Elizondo apitou pela última vez diante de 71.986 torcedores presentes no Morumbi e incontáveis espalhados pelo mundo. Era o fim de uma saga e uma longa espera. Há 15 anos, o São Paulo vencia o Athletico-PR por 4 a 0 e se tornava o primeiro clube brasileiro a conquistar três vezes a Copa Libertadores.

A história de amor entre São Paulo e Libertadores teve seu ápice com o bicampeonato em 1992 e 1993. Depois do vice amargo em 1994, veio o período de ódio, sem participar da competição continental de 1995 a 2003. A vaga para 2004 veio com o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro do ano anterior, quando começou a saga rumo ao tri.

Em 2004, a decepcionante queda na semifinal diante do então desconhecido Once Caldas foi um banho d'água fria. Outro terceiro lugar no Brasileirão levou o time à edição 2005. Desta vez, a campanha foi quase irrepreensível: invicto na primeira fase, derrubando o arquirrival Palmeiras nas oitavas, goleando o Tigres nas quartas - a única derrota foi no jogo de volta, no México -, e despachando o poderoso River Plate com duas vitórias na semi.

Faltava o Athletico-PR. na primeira final entre times do mesmo país na história da Libertadores. Teve discussão sobre o lugar do jogo de ida - sai Arena da Baixada, entra Beira-Rio. Teve gol contra e pênalti perdido. E o fim da festa tricolor teve goleada no Morumbi, encerrando a saga e marcando o reencontro do São Paulo com a América.

Rogério Ceni; Fabão, Diego Lugano e Alex; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior (Fábio Santos); Amoroso (Diego Tardelli) e Luizão (Souza) entraram em campo naquele jogo histórico, comandados pelo técnico Paulo Autuori.

Desde o fim de junho, o ESPN.com.br vem relembrando histórias daquela campanha. Contratações, discussões, bastidores, frases marcantes, personagens inesquecíveis. Veja abaixo tudo sobre os 15 anos do tri da Libertadores do São Paulo:

De volta à Libertadores

O São Paulo viu a Libertadores como um sonho distante entre 1995 a 2003. Nove edições se passaram até a vaga para 2004, com o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro do ano anterior. Foram duas temporadas até que a América voltasse ao Morumbi. E como se formou aquele time vencedor? Milton Cruz conta como detalhes e bastidores daquele elenco. LEIA MAIS

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Milton Cruz fala sobre carreira no São Paulo, início como treinador e apoio de Muricy e Leão

Treinador ficou como auxiliar no tricolor paulista por mais de 15 anos

Show e fúria

A caminhada até o título teve vários embates duríssimos e histórias fortes, cada uma com suas particularidades. Como a de Rogério Ceni contra o Tigres no jogo de ida das quartas de final, em que o goleiro deu espetáculo e foi o protagonista, mas ainda assim saiu "frustrado" e "chateado". LEIA MAIS

Amoroso e o olho no olho

Amoroso chegou para substituir o lesionado Grafite. A estreia na Libertadores foi na semifinal contra o River Plate, vitória por 2 a 1, no Morumbi. A atuação monumental na volta, 3 a 2 na casa do time argentino, rendeu ao atacante a idolatria imediata da torcida tricolor. E tudo só foi possível graças à primeira conversa com o técnico Paulo Autuori, um papo olho no olho que segue vivo na memória do artilheiro. LEIA MAIS

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'Não pipoco para ninguém': Amoroso pratica tênis e deixa desafio para Guga, Saretta e Meligeni no ar

Via Instagram @amoroso | Ex-jogador deixou desafio para lendas nas suas redes sociais

Morum...

Contratado na sexta, apresentado no sábado, regularizado na segunda e em campo na quarta, "só" contra o River Plate. Duelos contra Mascherano e Lucho González, recepção hostil dos hinchas rivais em Buenos Aires e uma frase profética após carimbar a vaga na decisão. Assim foram os primeiros dias de Amoroso no São Paulo. LEIA MAIS

"Já pode mudar o nome de Morumbi para Morumtri" Amoroso

Os bastidores do tri

O ESPN.com.br conversou em 2015, no aniversário de 10 anos do triunfo, com jogadores daquele grupo tricolor e descobriu histórias divertidíssimas dos bastidores. O ronco de Danilo, Cicinho e o pacote de bolachas, Amoroso sem carrão, Leci Brandão, Emerson Leão, e o combo de Juvenal: uísque, charuto e bronca. LEIA MAIS

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Petraglia lembra final de Libertadores e diz que São Paulo tomou Dagoberto do Athletico Paranaense 'na mão grande'

Em 2005, o clube rubro-negro jogou sua partida na decisão do torneio continental no Beira-Rio e não na Arena da Baixada

Memórias da decisão

Os dois jogos contra o Athlético-PR, a polêmica escolha do Beira-Rio para sediar a primeira partida da decisão e a certeza que, se tivesse continuado no Morumbi em 2006, o São Paulo não perderia a decisão para o Internacional: as memórias de Amoroso. LEIA MAIS

Como nasceu o campeão

Domínio da base, reforços 'de graça' e pouco dinheiro: como foi a montagem do elenco campeão? Para montar aquele time histórico, a diretoria são-paulina desembolsou um total de R$ 5,16 milhões, valor pequeno para a época e ínfimo no mundo atual do futebol. O curioso é que tal quantia foi por apenas quatro jogadores, sendo apenas um titular absoluto. LEIA MAIS

Goleiro, capitão e herói

O relato da conquista do tri da América foi eternizado em livro pelo capitão do título. Em "Maioridade Penal", lançado em 2009 pela editora Panda Books, Rogério Ceni e o jornalista da ESPN Brasil André Plihal conta 18 anos de vida no clube do Morumbi - ele chegou a 25, tendo se aposentado no fim de 2015 -, e várias páginas são dedicadas à campanha do tri continental. LEIA MAIS

"A mim não restava escolha. Eu precisava ganhar a Libertadores" Rogério Ceni, no livro 'Maioridade Penal'