<
>

Wild Rift: No topo, Djoko diz que cenário brasileiro é 'muito promissor'

play
"Estou muito feliz aqui", diz Sight sobre Só Agradece Esports (2:30)

O suporte da equipe de Wild Rift também fala sobre a região brasileira em relação às outras (2:30)

Desde a chegada do Wild Rift à região brasileira, o cenário competitivo tem sido movimentado por uma grande quantidade de campeonatos e nesses, quem mais tem se destacado, sem dúvidas é a Só Agradece. A nova organização que chegou ao cenário brasileiro do nosso querido celuLoL (apelido dado ao jogo pela comunidade) dominando tudo foi criada por ninguém mais ninguém menos que Baiano e coleciona primeiros lugares.

O influenciador, que já chegou a atuar como jogador profissional de League of Legends na principal liga brasileira, hoje está à frente da organização mais renomada do cenário e ajuda sua principal equipe a conquistar títulos a torto e a direito. Contando com fortes nomes já conhecidos no cenário da versão para computador do jogo, como o do atirador Maynah, a escolha para comandar a implacável equipe formada por 9Norvas, Letter, Suits e também Sight foi simples e certeira: Djoko.

Trazendo todo o conhecimento adquirido durante os últimos anos como jogador profissional e técnico no cenário de League of Legends, Djoko hoje ajuda os jovens talentos a conquistar o topo. E hoje, além de alcançar em pouco tempo o status de organização a ser batida dentro do Wild Rift, a Só Agradece constantemente é alvo de elogios por parte daqueles que fazem parte da equipe e muito desse sucesso acontece por conta da presença de Baiano, segundo o treinador.

“O Baiano é uma figura muito presente na organização, inclusive o primeiro contato que eu tive foi diretamente com ele. Acho que ele faz questão de ter esse dedo diretamente nas coisas exatamente por ter uma visão, ele é um cara extremamente visionário em tudo o que faz (...) Trabalhar com ele é um prazer gigantesco porque é um cara que foi jogador, então falamos a mesma língua, além de ter toda a questão de estar tão presente. Ele é um cara que, além de ter uma visão sensacional, é muito inserido no dia a dia da equipe direta e indiretamente”, conta Djoko.

O treinador, que já teve passagens por grandes equipes do cenário competitivo como Keyd Stars, INTZ, paiN Gaming e muitas outras, usa e abusa de toda sua experiência. Estando um pouco fora dos holofotes desde sua passagem pelo Flamengo como general manager no último ano, a chegada de Djoko ao cenário competitivo de Wild Rift, como o próprio treinador diz, “foi algo curioso”.

“Na realidade, em nenhum momento eu me distanciei do League of Legends. O Wild Rift é uma versão de LoL para mobile, mas os conceitos base são em grande maioria os mesmos. O que aconteceu na realidade é que eu esperava um ano menos movimentado onde eu pudesse focar em projetos pessoais, mas apareceu essa proposta da Só Agradece e, a princípio, eu não estava dando tanto atenção ao jogo mas ao mesmo tempo fiz algumas narrações de Wild Rift e gostei muito do jogo”.

Bicampeões no Wild Tour, circuito de campeonatos qualificatórios valendo pontos para a grande final, invictos no segundo qualificatório e contando com mais de cinco outros títulos na conta, a Só Agradece hoje se apresenta nos servidores com um nível de jogo extremamente forte e deixa as expectativas para as equipes brasileiras em solo internacional altas.

Além de claro, deixar a equipe cada vez mais perto do sonho de representar o Brasil no mundial.

A EVOLUÇÃO DO CENÁRIO COMPETITIVO

Contando com um cenário extremamente forte em outras regiões do mundo, principalmente em países asiáticos, o Wild Rift hoje alcança grandes patamares e começa a se preparar para seu primeiro campeonato mundial e para Djoko, o Brasil está bem preparado para a competição.

“Apesar dos meninos serem um pouco mais vocais em relação à comparação do Brasil contra outros cenários, eu acredito que o Wild Rift brasileiro está em um ponto bem legal comparado com lá fora. Temos uma região extremamente competitiva - o que é no mínimo curioso porque temos regiões como a Malásia, Filipinas e Vietnã, que são grandes destaques no Wild Rift por terem essa tradição mobile - e eu acredito também que por causa do público, porque querendo ou não o mobile é uma nova geração”, diz o treinador da Só Agradece.

“Então apesar de ter o pessoal que veio do LoL que é o caso do Mayna (atirador da Só Agradece), também tem pessoas novas que dão essa rejuvenescida no cenário. Especificamente no mobile eu acredito que, lógico, chegar onde o Free Fire chegou em questão de vencer campeonatos internacionais é ótimo, mas vejo que estamos muito bem e é um cenário muito promissor para o Brasil”, completa.

Apesar de ter chegado ao Brasil a apenas cinco meses atrás, o cenário de Wild Rift vem seguindo os mesmos passos de seu irmão mais velho, Valorant, e vem dando passos largos ainda em seu primeiro ano para estimular ainda mais o crescimento do ecossistema competitivo.

Como parte dos fortes investimentos e investidas que vemos acontecendo no celuLoL, vemos não só o sistema aberto para campeonatos - que permite que outras empresas organizem campeonatos, não só a Riot Games -, mas também vemos muitas organizações já entrarem no cenário com os dois pés na porta: grandes investimentos, boas estruturas e não só a chegada de organizações renomadas, como TSM, Vivo Keyd e outras, mas também de novas organizações que estão dispostas a fazer o investimento necessário para estar no topo, como é o caso de muitas outras equipe e também da Só Agradece.

“O cenário do Wild Rift acabou de nascer, ele nasceu oficialmente no Brasil com o Season Start no qual fomos campeões em cima da TSM, esse foi oficial, mas já rolavam campeonatos desde o beta do jogo. Eu sinto organizações que estão investindo tanto em estrutura como pessoal, no caso a Só Agradece, GOAT, Keyd, que são talvez as organizações que vejo que tem um investimento mais de acordo e isso talvez também seja um diferencial”, observa Djoko.

"Quando o LoL nasceu nós não sabíamos se realmente iríamos ter os esports como é hoje em dia, no caso do Wild Rift o cenário está sendo desenhado para ser auto suficiente e grande parte disso se deve a Riot incentivar campeonatos paralelos - por exemplo, temos competições semanais, são diversas competições que dão uma dinâmica diferente no cenário, similar ao do Valorant. Já as organizações, espero que cada vez mais os investimentos e seriedade aumentem, isso vai consolidar muito mais o jogo como uma modalidade profissional”, conclui.

O Wild Tour continua a partir da próxima quarta-feira (08) com as dezesseis melhores equipes do cenário disputando a premiação total de R$ 20 mil, além também dos pontos de circuito que qualificam as equipes para as finais regionais, que darão à grande campeã a oportunidade de representar o Brasil internacionalmente.

A Só Agradece hoje ocupa o topo da tabela de equipes com a maior pontuação, contando com 840 pontos - seguida pela GOAT, com 630. A terceira etapa será transmitida através do canal oficial da Riot Games no Youtube.