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Wild Rift: Carlito comenta que objetivo da TSM é 'ser campeão mundial'

Antes treinador de League of Legends, hoje Carlito atua como suporte para o time de Wild Rift da TSM Bruno Medeiros/TSM

Na última semana, a organização TSM anunciou mais uma expansão em seus investimentos nos esports e, mais uma vez, o Brasil foi alvo. Visando entrar de cabeça no cenário competitivo de Wild Rift, a norte-americana deu boas-vindas ao elenco brasileiro que antes atuava nos campeonatos com a alcunha de Endurance, formado por Inzone, Sonyy, Tetis, Mike, Danzor, Petroni e Carlito - este último que já deu as caras no competitivo de League of Legends.

Passando por equipes como Falkol, Vivo Keyd e Redemption, Carlito uma vez já foi conhecido pelos entusiastas de League of Legends como cariocA (não, não é o caçador da paiN Gaming). Atuando durante toda sua passagem pelo cenário do MOBA como treinador, a verdade é que seu sonho sempre foi conseguir atuar dentro do Rift como um jogador profissional.

Passeando pelos elos mais altos do LoL e com esse sonho em mente, teve que deixar o mesmo de lado ao perceber que “não tinha a capacidade de atuar em alto nível”. Através da recomendação de um amigo próximo, se adaptou e ingressou no competitivo como coach para tentar aliviar o sonho não realizado. Alguns meses parado e foi com a chegada de Wild Rift que os olhos brilharam e a oportunidade de realizar seu sonho surgiu.

“Eu também tive a oportunidade de ser coach de algumas organizações de Wild Rift. Mas conforme foram passando os anos essa vontade de ser jogador estava ali, quando o sonho fala mais alto você tem que ouvir. A gente só vive uma vez, então vamos tentar fazer o que a gente ama e seguir nossos sonhos, então quando surgiu a oportunidade eu agarrei”, conta Carlito em entrevista exclusiva ao ESPN Esports Brasil.

A mudança de jogo (e função) veio de forma repentina, sem dar muita bola para o famoso “celuLoL”, sua primeira experiência com o jogo nem foi tão animadora assim. Foi na segunda chance ao jogar com amigos e subir elos com certa facilidade que viu que poderia ter um futuro se continuasse investindo nesse caminho.

A TRANSIÇÃO

Começou como quase sempre acontece: lentamente passou a criar gosto pelo jogo, viu futuro e criou um time com amigos para participar de campeonatos. Alçando vôos maiores, o jogador em junho participou de um teste com uma das melhores equipes brasileiras do jogo na época, a Endurance, e “graças a deus deu certo”.

“A transição em si foi bem tranquila, eu sempre estive jogando. Quando você é coach acaba enxergando o jogo de uma maneira diferente e se você consegue levar isso para dentro da partida para guiar o time, usar a experiência para dar calls ou até ajudar do lado de fora, acho que é um bônus que soma muito dentro de uma equipe”, conta sobre a mudança.

Com um projeto que vem se estendendo a meses, sua entrada na Endurance veio acompanhada à notícia de que, eventualmente, a mesma se tornaria uma com uma das maiores organizações de esports do mundo: Team SoloMid (TSM).

O projeto, que acontece através da produção de Jeff Chau, diretor de mobile, e Joe Marine, team manager, com a ajuda do brasileiro Kaisz começa a expandir a presença da marca em solo tupiniquim. A organização, que antes também testou outros elencos, chegou ao veredito final ao escolher uma das melhores equipes do cenário para carregar sua tag dentro de jogo.

“Estávamos jogando como Endurance e antes mesmo de eu me juntar eles já disputavam vários campeonatos. Antes de eu entrar eles já eram considerados Top 4 do Brasil e quando entrei estávamos sendo considerados Top 2, porque teve o campeonato da Gamers Club Conquest, onde chegamos na grande final”, observa o antigo treinador.

Hoje, com o vice-campeonato no Season Start, a visão já é outra: acredita que conseguiram alcançar definitivamente o posto de Top 2 do cenário e brigam pela primeira colocação com a organização de Baiano, Só Agradece.

UM FUTURO FEROZ

Com investimentos agressivos e um bom planejamento para o resto do ano, a Riot Games chegou com Wild Rift para tentar dominar o cenário de esports mobile. Competindo com outros gigantes da indústria como Free Fire, a desenvolvedora assim como a TSM começou sua expansão em outras modalidades de esports além de League of Legends.

Quanto ao futuro? Como de praxe quando se pergunta para alguém qual o futuro de um título da Riot, para Carlito ele é brilhante.

“Minha expectativa é que cresça assim como foi no Valorant, pelo que estou enxergando a Riot está seguindo os mesmos passos (...) imagino que ano que vem já teremos uma liga profissionalizada com os times jogando normalmente e, sinceramente, só tende a crescer. Wild Rift é um jogo divertido de acompanhar, é rápido e dinâmico, então a expectativa é muito boa”, afirma o jogador.

Agora ao lado da TSM, o atual suporte da equipe tem seus olhos fixados naquele Top 1 incerto… não no brasileiro, mas sim no mundial. Ao realizar seu sonho de se tornar um jogador profissional, agora Carlito pode se preocupar com sonhos ainda maiores.

Quer ir para o campeonato mundial que acontece no final do ano para cravar o nome da organização e dos jogadores brasileiros no patamar mais alto do competitivo do título.

“Nosso objetivo como TSM é só um: ser campeão mundial. Apenas isso, ponto. Isso é o que está na nossa cabeça e todo mundo aqui só pensa nisso, não temos dúvidas de que vamos alcançar essa meta e tá todo mundo trabalhando pensando só nisso. Nosso foco hoje sinceramente não é nem ser campeão brasileiro, isso vai ser apenas uma etapa”, crava com confiança.