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R6 | Após domínio brasileiro em 2021, Paluh diz que outras regiões 'estão vindo fortes' para 2022

Paluh no jogo de estreia da Liquid, que acabou com vitória dos brasileiros sobre a Rogue Ubisoft/João Ferreira

Em coletiva de imprensa os jogadores da Liquid falaram sobre o nível brasileiro no começo de 2022, preparação, planejamento para 2022 e continuação do domínio brasileiro


O Six Invitational 2022, principal campeonato do Rainbow Six Siege, começou e mais uma vez estamos vendo as mesmas seis equipes brasileiras representando a região no campeonato buscando a glória internacional. Entre elas, a Team Liquid tem sido a que tem mostrado a campanha mais sólida até então, conquistando três vitórias no grupo B e se isolando na liderança com apenas mais um jogo para acontecer.

Apesar de esperar nervosismo por parte dos novatos AsK e resetz, que apesar de terem estreado presencialmente durante o Brasileirão de 2021 na Max Arena, a comunidade brasileira recebeu performances sólidas por parte de ambos os jogadores. Para o capitão AsK, novamente o trabalho psicológico foi um diferencial.

“O Claudio tem feito um trabalho muito bom com a gente, é uma parada que é meio surreal, conseguimos ficar muito tranquilos tanto dentro de jogo quanto na preparação para eles. Então a gente está levando bem de boa, não sentimos nenhuma pressão não”, responde AsK para o ESPN Esports Brasil enquanto olha para Resetz, que confirma.

Apostando em dinâmicas diferentes para prepará-los para a final do Brasileirão de 2021, como levar os jogadores à Casa de Apoio José Eduardo Cavichio (CAJEC) e a um encontro de fãs, a aposta da Liquid para aquecer seus jogadores para o Six Invitational foi algo mais simples e comum nos esports, mas que mesmo assim foge da rotina normalmente enfrentada pelos atletas da Cavalaria.

“Para a vinda para o Six Invitational 2022, a dinâmica que nos foi proposta foi o bootcamp, algo que tirou a gente da nossa rotina habitual do Brasil e tivemos que nos adaptar a uma nova na Holanda antes de vir para a Suécia [jogar o mundial]”, conta AsK.

“O Claudio veio com a gente para o bootcamp e voltou para o Brasil depois dele, mas ele estava fazendo acompanhamento todo dia e ajudando no que precisava”, completa Paluh.

Em um ano marcado pelo domínio brasileiro em campeonatos internacionais, 2021 não foi dos melhores para a Liquid. Apesar de estarem sempre entre os melhores da região, o plantel não conseguiu se colocar no lugar mais elevado do pódio tanto quanto queria - foi apenas durante o Brasileirão contra a Ninjas in Pyjamas que levantaram uma taça no último ano.

Para chegar ao ano de 2022 com a certeza de que suas chances de alcançar a glória seriam maiores, a equipe começou a planejar seu ano já em agosto, após o Major do México.

“[O planejamento] começou depois do Major do México, quando optamos por mudar de elenco porque chegamos a um ponto em que estagnamos por muito tempo. Como já tínhamos classificado para o Invitational pensamos que era um bom momento para testar as coisas e já tínhamos o AsK e o Resetz em mente”, revela o veterano Nesk.

“Tivemos esse tempo para adaptar, por isso acabamos não classificando para o Major, mas sabíamos que seria normal não conseguir ir por conta do tempo juntos. Estávamos realmente nos preparando e focando no Invitational desse ano, acabamos conquistando o Brasileirão contra a NiP mas o foco realmente era o mundial”, continua.

O DOMÍNIO VERDE E AMARELO VAI CONTINUAR?

Saindo de um ano estrondoso ao conquistar todos os campeonatos internacionais de 2021, a região brasileira chega em 2022 querendo defender seus títulos e conquistar ainda mais ao continuar se firmando como a melhor região do Rainbow Six. No entanto, é aquela coisa que todo mundo fala: chegar no topo é fácil, difícil é se manter nele.

E ainda nos primeiros dias do Six Invitational 2022 já é possível observar que os brasileiros não terão um caminho tão fácil nesse ano, uma vez que representantes como Ninjas in Pyjamas e Team oNe, ambas campeãs em 2021, têm encontrado dificuldades.

“Ano passado o Brasil realmente dominou, mas pelos primeiros dias que vimos nos jogos do campeonato não está sendo a mesma coisa que o ano passado e alguns brasileiros acabaram perdendo jogos aqui e ali. Os times acabaram se acostumando com o jeito que a gente joga e está sendo mais uma briga de adaptação de meio e final de round pra ver quem erra menos e quem pune mais”, observa Nesk.

O jogador também mantém os pés no chão ao acreditar que o ano pode não ser tão forte quanto o anterior e aproveita, assim como Psycho, para falar sobre as equipes da Ásia-Pacífico: “Está bem mais disputado, temos a região do APAC também que está chegando muito forte e dando muito trabalho para todas as regiões. Esse ano aqui pode ser que seja diferente”, adiciona.

Apesar dos tropeços enfrentados pelas equipes brasileiras neste começo de campeonato, Paluh não vê a região como mais fraca do que no último ano, mas afirma que as outras regiões se adaptaram e evoluíram ao aproveitar todo o repertório deixado pelos brasileiros durante o império criado no último ano.

“A DAMWON é um dos casos que surgiu no Major do México, uma surpresa, e hoje em dia são os favoritos no campeonato. O Brasil não está jogando mal, continuamos em um nível muito alto, mas os outros times também evoluíram muito. Muitos estão até mesmo copiando muitas coisas que fazemos e eles estão vindo fortes”, completa Paluh.

O último jogo da Team Liquid na fase de grupos do Six Invitational 2022 acontece nesta sexta (11), contra os conterrâneos da FaZe Clan. O confronto acontece a partir das 12h (horário de Brasília) nos canais oficiais do Rainbow Six Siege na Twitch e também no Youtube.