<
>

Jornal francês diz que PSG conseguiu 'golpe do século' ao vender Neymar ao Al Hilal: 'Presente do céu'

A venda de Neymar do Paris Saint-Germain para o Al Hilal é apontada por muitos como um grande prejuízo ao time francês. Mas não é essa a visão da imprensa do país. O Le Parisien cita a transferência, fechada, de acordo com apuração da ESPN, em 90 milhões de euros (R$ 489,82 milhões), como uma "dádiva de Deus" e um "presente dos céus".

A publicação cita que, apesar do brasileiro ter sido a maior compra da história do futebol, quando o PSG desembolsou 222 milhões de euros para tirá-lo do Barcelona, a saída dele também representa algo histórico, com a maior venda de todos os tempos no clube francês, superando os 40 milhões de euros embolsados na negociação que levou o português Gonçalo Guedes ao Valencia, em 2018.

E se o valor que entra nos cofres é de menos da metade do que foi investido, o jornal explica que nenhum clube europeu poderia investir esse montante em um jogador que "continua tão talentoso como sempre, mas cujos problemas físicos e extra-desportivos baixaram consideravelmente o seu rating no mercado ao longo dos anos".

Tanto é que, nas últimas semanas, o CIES Football Observatory avaliou Neymar em 20 milhões de euros (R$ 108,85 milhões), enquanto o Transfermarkt, especializado em calcular os valores de mercado, o estimou em 60 milhões de euros (R$ 326,55 milhões).

Mas pagar mais do que isso não é exatamente um problema para os endinheirados times árabes, conforme explica um conhecedor do mercado da Arábia Saudita ouvida pelo Le Parisien: "É um presente dos céus para Paris. Os sauditas estão agora dispostos a tudo para recrutar os melhores jogadores do mundo e, para eles, Neymar ainda é um deles. Ele tem apenas 31 anos. Não é absolutamente nenhum problema gastar tanto dinheiro com ele. Eles até veem isso como um grande negócio. Vai ser uma loucura quando ele chegar."

A publicação também cita o alívio na folha salarial do PSG causada pela transferência de Neymar, já que ele recebe cerca de 40 milhões de euros por ano (R$ 217,70 milhões). "A saída do brasileiro é uma nova etapa no projeto implantado há alguns meses: de garantir tanto o equilíbrio esportivo, quanto o equilíbrio econômico."