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Da chegada de Arteta até 'corneta' de Guardiola: como brasileiro ex-City previu ascensão de pupilo no Arsenal

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'Melhorou o que o Guardiola fazia': brasileiro ex-City exalta evolução de Arteta no Arsenal (2:24)

Ex-jogador concedeu entrevista exclusiva ao ESPN.com.br (2:24)

Com a confirmação do título do Arsenal na Premier League nessa terça-feira (19) após 22 anos, um duelo à parte entre 'criador e criatura' também conheceu seu capítulo final. Para quem conheceu de perto Mikel Arteta e Pep Guardiola, não há surpresa nas semelhanças percebidas à beira do campo ao longo da temporada.

É o caso de Fernando Reges. Em entrevista ao ESPN.com.br, ele contou bastidores do período na Terra do Rei e revelou curiosidades do convívio com os comandantes que marcaram a briga pela taça.

Multicampeão com o Porto, Fernando se juntou ao City em 2014, aos 27 anos. "Quando eu chego, era ainda estrutura antiga, da segunda divisão, e eu acompanho toda essa transição também, pego o centro de treinamento novo. Essa passagem e essa mudança de uma equipe modesta para uma potência no futebol mundial me marcou", lembra.

A chegada de Guardiola acontece há dez anos, na temporada 2016-17, última do brasileiro no clube. Ainda assim, as lições seguem vivas até hoje. "Quando ele chega, a gente vai vendo os treinamentos, a forma que abordava, a cobrança, os detalhes, coisa que a gente não tinha visto em outros treinadores, numa recepção de bola, num passe na perna certa, isso tudo faz muita diferença. Depois que passei pelo City, muitas coisas que aprendi com ele eu consegui colocar em campo nas outras equipes que joguei", completou.

Sem espaço no time titular, Fernando decidiu trilhar novos caminhos, mas até na despedida de Manchester foi surpreendido pelo técnico catalão. "Quando decido sair, estava deixando o treinamento já para fechar (a saída) e ele me encontra e fala: 'achei que você fosse lutar mais, que ia seguir aqui', e aquilo me marcou, porque eu realmente teria que ser um pouco mais forte e aguentar mais, mas não estava acostumado a ficar no banco. Foi algo que fez eu me preparar mais ainda. Eu era um cara muito competitivo, mas quando saio do City, elevo o meu nível ao meu ápice, no Sevilla, então posso dizer que o melhor momento da minha carreira foi por tudo que eu passei com ele", afirmou.

Velho conhecido

Enquanto Fernando fazia as malas para a Espanha e Guardiola se consolidava como um dos melhores treinadores do mundo, outro velho conhecido da dupla iniciava seus primeiros passos à beira dos gramados. Em 2016, Arteta se juntou ao compatriota como assistente técnico do City, onde conviveu com o brasileiro.

"O Arteta mostrava esse potencial muito grande dentro de campo e eu tive a felicidade de ter ele também como auxiliar do Guardiola. Conversando com ele, a gente até brincou uma vez, eu e o Fernandinho, falamos: 'putz, se você for o treinador, leva a gente como auxiliar', porque a gente via esse potencial nele, essa qualidade que ele tinha não só como treinador, mas como gestor de pessoas".

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Além dos Citizens, Fernando também havia tido experiências como adversário de Arteta tanto como capitão do Arsenal quanto treinador dos Gunners. "Era aquele jogador dinâmico, muito inteligente, desses que você vê dentro de campo que se posicionam bem, jogam muito rápido, pensam bem antes da jogada e que lá na frente podem ser um grande treinador. Lembro que nós fizemos uma pré-temporada contra o time dele depois e realmente a equipe abafava, fechava, pressionava, não tinha tempo ruim, estava sempre sufocando. Acho que é a maior virtude dele como técnico", avaliou o brasileiro, que foi ainda mais além.

"O Arteta é um grande treinador, uma pessoa espetacular também, um cara que eu desejo os maiores sucessos. Ele conseguiu pegar aquilo que o Guardiola fazia de muito bem e ele ainda deu uma incrementada. É um técnico muito bom, faz muitas coisas que o Guardiola faz, mas eu acho que ele ainda deu uma melhorada na forma de pressionar a dinâmica que o time dele tem, sempre em cima, abafando de qualquer jeito independente do adversário", finalizou.

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