Mais um problema para o Paris Saint-Germain. Após excluir Kylian Mbappé da lista de relacionados para a turnê de pré-temporada na Ásia, a União Nacional de Futebolistas Profissionais da França (UNFP) pode entrar na Justiça contra o clube.
O atleta, que conforme informou a ESPN no início do mês, não pretende renovar seu contrato, que expira no final da próxima temporada, o que significa dizer que ele pode sair de graça em junho de 2024.
Mas o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi, disse que não deixará Mbappé, o maior artilheiro da primeira divisão francesa nas últimas cinco temporadas, sair de graça. Com todo o impasse e a tentativa de se desfazer do atleta já nesta janela, o time optou por excluir o jogador da viagem ao Japão.
A informação não caiu bem no sindicato dos jogadores da França: "Esses jogadores - todos eles - devem desfrutar das mesmas condições de trabalho que o resto da força de trabalho profissional", disse o UNFP, em um longo comunicado emitido neste sábado (22).
"O UNFP entende que seria útil lembrar aos gestores que pressionar um funcionário – por meio da deterioração de suas condições de trabalho, por exemplo – para forçá-lo a sair ou aceitar o que o empregador deseja, constitui assédio moral, que a lei francesa condena veementemente. Então, sim, o UNFP se reserva ao direito de tomar medidas civis e criminais contra qualquer clube que se comporte dessa maneira", disse o comunicado.
Apesar de Mbappé ser o grande destaque do time nos últimos anos, o PSG, sabendo de sua decisão de sair, gostaria de negociá-lo agora para recuperar ao menos uma parte dos 180 milhões de euros investidos em 2017, quando o time tirou o atleta do Monaco.
O principal interessado no jogador é o Real Madrid. Mas segundo informações reveladas pela emissora francesa RMC Sport, o Al Hilal, clube comandado por Jorge Jesus na Arábia Saudita, deve entrar com força na disputa pelo atacante e consideram uma oferta de 200 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão) para contratar o craque.
