Técnico do Flamengo, Leonardo Jardim deu uma resposta "na lata" após ser perguntado sobre a presença de Jorge Jesus, ex-comandante do Rubro-Negro, no Maracanã, no sábado (30), em duelo contra o Coritiba, pelo Brasileirão.
Em coletiva após a vitória por 3 a 0 sobre o Cusco, nesta terça (26), pela CONMEBOL Libertadores, Jardim disse que já sabia da presença de Jesus no Rio de Janeiro e que inclusive o convidou para um almoço no CT Ninho do Urubu, uma vez que são amigos de longa data.
O técnico português também foi sincero sobre a possibilidade de JJ ser uma "sombra" para ele no cargo e disse que "não vê fantasmas" no futebol.
"Sinceramente, eu vou ser extremamente honesto. Primeiro, o Jorge é uma pessoa das minhas relações, ainda bem que eu sei que ele vem, ele já me informou, já o convidados para ir ao Ninho (do Urubu) para almoçarmos. Depois, a situação é a seguinte, eu com esta idade já não vejo fantasmas no futebol, graças a Deus. Eu sei o que acontece quando temos êxito no clube, somos queridos, se você falar no Al Hilal que o último campeão da Liga dos Campeões (da Ásia) fui eu em 2021, os torcedores vão me querer, ou no Monaco, nos últimos 40 anos o único campeão (francês) fui eu, também acontece a mesma situação", disse.
"Sou uma pessoa muito desligada deste tipo de estresses porque no futebol temos um contrato, quando o presidente ou a diretoria quiser mudar, muda, não há estresses, o futebol é uma coisa tão simples, que não vale a pena criar fantasmas ou situações que possam acontecer. Eu vivo o futebol no dia a dia, tento fazer o meu melhor, mas com certeza que, às vezes, existem coisas que têm e vão acontecer, e não é eu estar perdendo pensando nisso que deixarão de acontecer. Por isso estou muito tranquilo com o Jorge, com qualquer outro treinador do futuro", prosseguiu.
"Quando eu não servir para o Flamengo, com a mesma cara que eu entrei, eu vou sair. Eu me sinto muito bem, tranquilo, mas esta pergunta não tem que ser para mim, tem que ser para quem dirige o clube. Eu sou muito tranquilo em relação ao que eu faço, dou sempre o meu melhor, em todos os clubes que eu trabalhei. Tento sempre procurar os maiores êxitos, tento ser profissional, dar o meu melhor. Já saí de clubes tendo bons resultados, já saí de clubes porque eu queria sair e já saí uma vez porque tive maus resultados. E na vez que eu tive maus resultados foi em 2018, no Monaco, o presidente é um dos melhores amigos e eu disse a ele 'é melhor você me mandar embora, com esta equipe não consigo dar conta do recado' (risos)", afirmou, antes de finalizar.
"Acho que isso é mais exterior, mídia, blogs, pessoalmente isso não me afeta. Fico satisfeito dele vir para cá e estar um pouco conosco, a gente às vezes tem trabalhado, eu estava na Ásia, ele no Brasil, na Europa, temos andado em lugares diferentes e temos a oportunidade de bater um papo e falar um pouco."
Em campo, o Flamengo foi vaiado pela torcida no Maracanã após o empate por 0 a 0 no primeiro tempo, mas na etapa final, com dois gols de Bruno Henrique e um de Lucas Paquetá, de pênalti, venceu o Cusco e está perto de confirmar a melhor campanha geral na fase de grupos da Libertadores, dependendo apenas dos resultados de Independiente Rivadavia e Rosario Central.
Próximos jogos do Flamengo:
Coritiba (C): 30/05, 16h (de Brasília) - Brasileirão
Chapecoense (F): 22/07, a definir - Brasileirão
São Paulo (C): 26/07, a definir - Brasileirão
