Após passar por turbulências em sua preparação para a Copa do Mundo feminina, a França estreia neste domingo (23), às 7h (de Brasília), contra a Jamaica. E promete dar trabalho ao Brasil no grupo F...
A equipe europeia chega ao Mundial liderado por uma das melhores zagueiras do mundo, responsável por causar uma verdadeira revolução nos bastidores da seleção: Wendie Renard.
Há quatro meses, a defensora anunciou aposentadoria da seleção, com críticas à organização do time, então comandado por Corine Diacre, colocando em xeque até mesmo a sua participação na atual edição da Copa.
Em um post nas redes sociais, a atleta deixou claro que, em prol da saúde mental, não podia mais apoiar o sistema em que a equipe se encontrava e, por isso, estava saindo.
‘‘Amo a França mais que tudo, não sou perfeita, longe disso, mas não posso mais apoiar o sistema atual, que está longe dos requisitos dos mais altos níveis. É um dia triste, mas necessário para preservar minha saúde mental. É com o coração pesado que venho informar minha decisão de deixar a seleção francesa’’, explicou.
Renard iniciava um verdadeiro boicote à seleção. Kadidiatou Diani e Marie-Antoinette Katoto, também destaques, seguiram o mesmo caminho e deixaram a delegação.
Foi então que a Federação Francesa de Futebol decidiu pela demissão de Diacre e trouxe o novo técnico Hervé Renard, conhecido por comandar a vitória da Arábia Saudita sobre a Argentina na Copa do Qatar.
Na época, Renard ainda recebeu o apoio de Kylian Mbappé. O astro dos Bleus saiu em defesa da jogadora e demonstrou sua torcida para que ela retornasse ao time.
"Falei brevemente com Wendie Renard nos troféus The Best. Ela teve seus motivos. Alguns vão pensar que a forma foi inadequada, mas ela tive seus motivos. Agora cabe a ela voltar para a seleção da França, é importante. Vamos apoiá-la e torcer para que tudo volte ao normal", disse o atacante em entrevista coletiva na época.
E ela voltou. Com a chegada do novo treinador, a veterana foi novamente integrada ao elenco e reassumiu a braçadeira de capitã.
Agora, Renard chega mais forte do que nunca para disputar a sua 4ª Copa. Ela já conquistou sete Champions League e participou de duas Olimpíadas, mas busca o título mundial inédito para a sua carreira.
