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Campeão do mundo com o Palmeiras em cima do Real Madrid na base, Veron indica o que equipe precisa fazer por título no Catar

Ele tem apenas 18 anos, mas já esbanja uma galeria de troféus de gente grande. Estamos falando de Gabriel Veron, uma das joias vindas das categorias de base do Palmeiras, que no último dia 30 de janeiro conquistou a Conmebol Libertadores sobre o Santos, em pleno Maracanã. E após o título continental, a meta agora é erguer uma taça a nível mundial. E nesse quesito, o atacante também tem experiência.

Em duas oportunidades, Veron foi campeão do Mundial de Clubes Sub-17 com o Palmeiras. A primeira, em 2018, quando o Alviverde levou a melhor sobre ninguém menos que o Real Madrid na final. Já no ano seguinte, o clube brasileiro também foi campeão, vencendo o Leganés na decisão.

Agora, a responsabilidade do jovem atacante será ainda maior. E a estreia será no próximo domingo (7), quando o Palmeiras encara o Tigres, do México, pela semifinal do Mundial de Clubes. Antes de embarcar para o Catar, Veron concedeu entrevista exclusiva ao ESPN.com.br e falou sobre as suas expectativas para a disputa.

Em relação à sua experiência na base com a conquista de um bicampeonato do Mundial, Veron disse como pretende agregar ao elenco palmeirense na disputa da competição, organizada pela Fifa. Além disso, também deixou claro que o Palmeiras precisa estar tranquilo se quiser erguer este troféu.

"Ter jogado o Mundial na base foi uma grande experiência. Com certeza vivi um momento marcante na minha carreira, mas o Mundial de Clubes pelo profissional é a realização de um sonho, não só para mim, mas para todos os jovens e para todo o grupo. Acho que posso ajudar meus companheiros, incentivar e jogar junto mesmo. Temos que estar tranquilos e jogar nosso futebol para sair de lá com esse título", começou por dizer.

Em relação ao possível confronto contra o Bayern de Munique, numa eventual final do torneio, Veron deixou claro que o Palmeiras precisa ter os pés no chão antes de pensar nos alemães, os atuais campeões da Champions League.

"É natural comentar sobre os times que podemos enfrentar, mas primeiro temos que pensar na semifinal. Todos os clubes que estão no campeonato foram campeões em seus continentes e por isso temos que respeitá-los", prosseguiu.

Sobre a importância da base nesse atual elenco do Palmeiras, que conquistou a Libertadores, Paulistão e ainda briga pelo Mundial e Copa do Brasil na temporada, o jovem atacante agradeceu pela confiança que as crias do clube vêm recebendo.

"A base do clube é muito boa, os meninos têm mostrado um bom futebol e correspondido o que o professor (Abel Ferreira) pede. Só tenho a agradecer pela confiança que temos recebido. Sou grato pela oportunidade, pela confiança da comissão técnica e do clube. Acho que é isso que faz a diferença para mostrarmos nosso futebol", disse o jogador.

Voltando à conquista da Libertadores, o atacante também comemorou o fato de ter se tornado o jogador mais jovem a ganhar a América pelo Alviverde. O título também carrega toda uma história de superação do próprio jogador.

"É inexplicável esse sentimento e um prazer enorme entrar na história desse clube centenário. Eu saí de uma cidade humilde do Rio Grande do Norte com um sonho de me tornar jogador de futebol, e não poderia imaginar que pudesse conquistar essa marca na minha vida", pontuou.

Por último, Veron ainda comentou sobre o assédio de grandes clubes do mundo no seu futebol, um deles o próprio Barcelona. E na visão do atleta, é preciso encarar tudo isso com naturalidade, mas seu foco total é no Palmeiras.

"Fico feliz e tenho que encarar com naturalidade. O meu foco hoje é continuar fazendo história no Palmeiras. Deixo essas questões para o meu estafe e o clube resolverem", concluiu.

Em sua segunda temporada entre os profissionais do Palmeiras, Veron já disputou 35 jogos e balançou as redes nove vezes. Três desses gols na própria Libertadores.