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Gignac, astro do Tigres e rival do Palmeiras no Mundial, foi mapeado e indicado para jogar no Corinthians

André-Pierre Gignac é o grande astro do Tigres (MEX), adversário do Palmeiras nas semifinais do Mundial de Clubes, neste domingo, às 17h (de Brasília).

Autor dos dois gols que classificaram a equipe mexicana nas quartas de final do torneio, o francês tem uma relação antiga com o Brasil.

Ele foi companheiro no começo de carreira no Toulouse-FRA (entre 2006 e 2008) de Fabinho. O ex-volante de Corinthians, Santos e Cruzeiro lembra que ficou impressionado ao conhecer o centroavante.

"Era muito jovem e sempre foi muito sério para trabalhar. Tinha muita disposição para treinar e jogar. Era um cara que se cobrava demais. No começo teve um pouco de problema porque o titular era o [atacante] sueco Elmander", contou.

Segundo o brasileiro, a personalidade é um dos principais trunfos do atacante ter deslanchado na carreira.

"Ele discutia e questionava o treinador. Ele se cobrava muito e cobrava também os companheiros. Isso você vê em jogadores formados, não em um garoto. Ele tem muita presença de área, briga bastante pela bola e divide todas. Ele tem muita imposição física", afirmou.

Fora de campo, o atacante era visto como educado e um bom colega de elenco. "O Gignac gostava muito de brincar com o pessoal para entrosar a galera", contou.

Cara do Corinthians

Em 2018, Fabinho era auxiliar-técnico do técnico Fábio Carille no Corinthians e cogitou trazer o atacante após a venda de Jô ao Nagoya Grampus, do Japão.

"O CIFUT [Centro de Inteligência do Futebol], responsável pela análise de desempenho, mapeou os jogadores e apareceu o nome do Gignac e de outros dois atacantes. Quando vi o nome dele, eu disse: 'Professor, se tiver caixa, pode trazer de olhos fechados. Ele é doido, se tiver que sair na mão ele sai'", recordou.

"Ele é a cara do Corinthians. É um jogador aguerrido, que joga machucado. Sempre teve o lance de brigar e trazer a torcida. Pessoal tirava o sarro dele e ele já rasgava. É muito competitivo", analisou.

Apesar do nome ter sido comentado, a contratação não andou para frente. "A gente nem fez uma proposta para ele porque o salário dele no Tigres-MEX era surreal", comentou.

Gignac recebe anualmente cerca de 4 milhões de euros (R$ 26 milhões). Ídolo da torcida, o francês tornou-se o maior artilheiro da história da equipe mexicana.

Mesmo passados quase 15 anos da época que jogaram juntos, Fabinho ainda mantém contato com o francês por meio de um grupo de WhatsApp.

"A gente brinca e o pessoal ainda soltou: 'E o Palmeiras? Eu disse que se precisasse, tinha as observações do time. Tem muita qualidade'. Caso ele perguntar com quem deve se preocupar eu diria: 'Se prepara porque será duro para todo mundo porque é uma oportunidade que eles esperam há muito tempo'".

Fabinho alerta o time brasileiro para não desgrudar os olhos do antigo companheiro.

"O Palmeiras precisa se preocupar com o time todo, mas ele é o referencial. É um atacante que faz gols, campeão com a seleção francesa e é uma referência. O Palmeiras precisa estar atento porque se piscar, já foi!", analisou