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'Intervenção fantasma do VAR': jornal argentino detona arbitragem de Boca Juniors x Cruzeiro, e Renata Ruel explica lances polêmicos

O empate entre Boca Juniors e Cruzeiro, nesta terça-feira (19), na La Bombonera, pela quinta rodada da CONMEBOL Libertadores, foi marcada por muitas polêmicas envolvendo a arbitragem.

Os jogadores do time argentino deixaram o gramado reclamando bastante com o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela.

Aos 44 minutos do 2º tempo, Valenzuela anulou o gol de Merentiel depois de ir ao VAR e ver a bola acertar o braço de Delgado durante disputa com Jonathan Jesus antes de sobrar para o ataque. Na sequência, o Boca Juniors pediu toque de mão de Lucas Romero dentro da área.

O jornal argentino Olé culpou a arbitragem pelo tropeço do Boca Juniors em casa.

"A vitória escapou por uma intervenção fantasma do VAR, que anulou um gol de Merentiel por um toque de mão de Delgado, baseado em uma imagem que não tinha a clareza necessária para tal decisão. Ainda mais inacreditável, no último lance do jogo, um cruzamento atingiu o braço de Romero. Valenzuela, aparentemente perdido, considerou o lance acidental, e o VAR não interveio, ao contrário das duas situações controversas anteriores", criticou.

"O que é realmente desconcertante é como o mesmo sistema de VAR pode procurar por um toque de mão invisível de Delgado e, em seguida, ignorar flagrantemente um toque de mão tão óbvio", completou.

A comentarista de arbitragem da ESPN, Renalta Ruel, não concorda com o Olé. Para ela, a arbitragem acertou nas duas decisões, assim como na manutenção do gol de Fagner após ser chamado pelo VAR para ver um suposto toque de mão de Kaiki Bruno na origem do lance e na expulsão de Gerson por entrada dura em Paredes.

"Você tem um toque, na minha visão, deliberado do jogador, não é um toque acidental. Quando você tem um toque deliberado, já é infração de qualquer forma. Se for um toque acidental do jogador que não faz o gol, pela regra o gol tem que ser validado. Pela orientação que os árbitros recebem, que vai justamente contra a regra e é um absurdo, eles falam pra anular esse gol com uma assistência de braço acidental. Então até os árbitros ficam perdidos, porque eles não sabem se seguem a regra ou seguem a orientação. Mas eu vejo um lance com um braço deliberado e não acidental, onde ele está ampliando o braço e faz a assistência. Pra mim o gol é bem anulado", disse Renata Ruel sobre o gol anulado do Boca.

"Depois o Boca pede mão de Romero. O que acontece nesse lance: a bola vem cabeceada pelo adversário, em uma distância curta, o jogador está se movimentando, pra mim a ação dele, o braço dele, é justificável para aquela ação, a bola não tem direção do gol, tem direção pra sair da área. Pelas orientações que os árbitros recebem, o braço naquela posição, a bola vindo cabeçada no fator surpresa, em uma distância curta, não é pênalti", destacou.

O empate na Argentina faz o Cruzeiro chegar na última rodada dependendo apenas de si para se classificar às oitavas de final da Libertadores. A Raposa lidera o Grupo D, com oito pontos, contra sete de Boca Juniors e Universidad Católica, que recebe o Barcelona-EQU nesta quarta-feira (20).

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