O empate conquistado pelo Cruzeiro em La Bombonera irritou o Boca Juniors, principalmente pela reclamação em relação à arbitragem na partida que terminou em 1 a 1, pela 5ª rodada da CONMEBOL Libertadores.
Jogadores e comissão técnica do time argentino deixaram o gramado em fúria com o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela.
Aos 44 minutos do 2º tempo, Valenzuela anulou o gol de Merentiel depois de ir ao VAR e ver a bola acertar o braço de Delgado durante disputa com Jonathan Jesus antes de sobrar para o ataque.
Na sequência, o Boca Juniors pediu toque de mão de Lucas Romero dentro da área.
“Sinceramente, não quero falar barbaridades, mas a verdade é que não tem como defender a última jogada. O árbitro não tem onde se agarrar. Com total respeito ao trio de arbitragem, ao VAR, acredito que quando existem situações tão claras quanto a desse pênalti, temos que falar”, disse Claudio Úbeda, treinador do Boca, antes de disparar.
“O jogador é punido quando toma cartão, quando joga mal é criticado, o treinador quando vai mal é criticado duramente e se vai muito mal é demitido ou não tem o contrato renovado, o que seja. Penso que deveríamos ter castigos para os árbitros também”.
“Essa dúvida que você coloca é por sua conta, eu analiso os lances friamente e digo que não nos deram um pênalti. A intenção dele ou não vai muito além do que posso pensar. Me custa acreditar que ele tenha atuado com total sinceridade”.
Segundo análise de Renalta Ruel, comentarista de arbitragem da ESPN, a arbitragem acertou nas duas decisões, assim como na manutenção do gol de Fagner após ser chamado pelo VAR para ver um suposto toque de mão de Kaiki Bruno na origem do lance e na expulsão de Gerson por entrada dura em Paredes.
“Você tem um toque, na minha visão, deliberado do jogador, não é um toque acidental. Quando você tem um toque deliberado, já é infração de qualquer forma. Se for um toque acidental do jogador que não faz o gol, pela regra o gol tem que ser validado. Pela orientação que os árbitros recebem, que vai justamente contra a regra e é um absurdo, eles falam para anular esse gol com uma assistência de braço acidental. Então até os árbitros ficam perdidos, porque eles não sabem se seguem a regra ou seguem a orientação. Mas eu vejo um lance com um braço deliberado e não acidental, onde ele está ampliando o braço e faz a assistência. Para mim o gol é bem anulado”, disse Renata Ruel sobre o gol anulado do Boca.
“Depois o Boca pede mão de Romero. O que acontece nesse lance: a bola vem cabeceada pelo adversário, em uma distância curta, o jogador está se movimentando, para mim a ação dele, o braço dele, é justificável para aquela ação, a bola não tem direção do gol, tem direção pra sair da área. Pelas orientações que os árbitros recebem, o braço naquela posição, a bola vindo cabeçada no fator surpresa, em uma distância curta, não é pênalti”, destacou.
O empate na Argentina faz o Cruzeiro chegar na última rodada dependendo apenas de si para se classificar às oitavas de final da Libertadores. A Raposa lidera o Grupo D, com oito pontos, contra sete de Boca Juniors e Universidad Católica, que recebe o Barcelona-EQU nesta quarta-feira (20).
Próximos jogos do Cruzeiro:
Chapecoense (C): 24/05, 16h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Barcelona-EQU (C): 28/05, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores - com transmissão ao vivo no plano premium do Disney+
Fluminense (C): 31/05, 20h30 (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
