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Seleção brasileira tem 'revolução' em cinco anos entre estreias nas eliminatórias para a Copa do Mundo

9 de outubro de 2015, Estádio Nacional do Chile.

Dunga manda a campo a seguinte escalação do Brasil para a estreia nas eliminatórias sul-americanas: Jéfferson; Daniel Alves, David Luiz, Miranda e Marcelo; Luiz Gustavo, Elias, Oscar, Willian e Douglas Costa; Hulk.

9 de outubro de 2020.

Tite vai escalar para o duelo da seleção contra a Bolívia no debute do qualificatório à Copa do Mundo de 2022: Wéverton; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi; Casemiro e Douglas Luiz; Everton "Cebolinha", Philippe Coutinho e Éverton Ribeiro (Neymar); Roberto Firmino.

Em exatos cinco anos, uma verdadeira "revolução" na comparação entre as estreias em eliminatórias: não há um jogador titular sequer que tenha permanecido. Marquinhos entrou no decorrer daquele jogo, enquanto Fabinho não saiu do banco.

Nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, em São Paulo, o Brasil inicia sua trajetória na busca de disputar outro Mundial com diferenças gritantes com relação ao último ciclo.

Dunga durou mais alguns meses desde aquela derrota para o Chile de Jorge Sampaoli e caiu do comando da seleção após ser eliminado ainda na fase de grupos da Copa América Centenário além de fazer uma campanha fraca naquela eliminatória.

Tite assumiu em seu lugar e reergueu o Brasil. Mesmo com a eliminação nas quartas de final do Mundial de 2018 para a Bélgica, a CBF manteve o treinador - algo que não acontecia havia 40 anos na seleção -, e o título da Copa América em casa no ano passado deu um alento para a sequência do trabalho.

"Quando você inicia um trabalho e logo em seguida ele cresce e se consolida tão rápido quanto nas eliminatórias (para 2018), é a exceção à regra. Não é assim que as coisas funcionam. As coisas funcionam, no futebol, tal qual em outra atividade, com construção, maturidade, lançamento de jovens, manutenção de experientes, metas, competição leal. Tomara que a gente tenha essa felicidade (agora), mas não é o real", analisou o treinador.

Nesta sexta, os pentacampeões mundiais fazem uma estreia de eliminatórias como mandantes pela primeira vez em 13 edições que disputou: até hoje, foram seis vitórias, cinco empates e uma derrota (exatamente aquela há cinco anos).

A Bolívia foi a responsável pela primeira derrota canarinha em qualificatórios (2 a 0 em 1993 na altitude de La Paz) e vive uma situação conturbada fora de campo, com jogadores barrados por clubes e uma briga política intensa.

A seleção brasileira tem uma grande dúvida: a presença de Neymar. Em 2015, ele não atuou contra o Chile por causa de uma suspensão recebida na Copa América daquele ano; desta vez, ele não participou dos dois últimos treinos por dores na região lombar e será um "game-time decision".