Robert Lewandowski é o melhor centroavante da atualidade e um forte candidato a ser o melhor jogador do mundo em 2020.
Muito mais do que os números, o que mais impressiona na carreira do polonês é a sua evolução. Desprezado no Legia Varsóvia-POL, o atacante passou pela terceira e segunda divisões da Polônia até chamar atenção na elite de seu país.
Levado para ser reserva do Borussia Dortmund há 10 anos, hoje, ele é um astro do futebol mundial. O sujeito magrelo e tímido virou uma referência de profissional, um exemplo entre os colegas e um dos favoritos dos torcedores pelo planeta.
Abaixo, a “desconstrução” de Lewandowski, a principal arma do Bayern de Munique para vencer a Champions League contra o PSG neste domingo.
Começo difícil
Sem chances no Legia Varsóvia, Lewandowski foi jogar pelo Znicz Pruszków e foi artilheiro da terceira divisão polonesa. Depois, foi o goleador da Segundona do país e atuou pelo Lech Poznan antes de chegar ao Borussia Dortmund, em 2010.
"Enquanto eu estive lá, ele não jogou no time principal. Quando treinamos juntos, era cada um em um time. Ele estava subindo das categorias de base. Eu ganhei a posição e poucas vezes treinamos no mesmo time. Era um situação bem curiosa mesmo. Hoje vemos o fenômeno que ele se tornou, um centroavante referência. O estilo de jogo mudou muito, fico muito feliz com a evolução dele"
Elton, atacante do Sport, jogou com Lewandowski no Legia Varsóvia


Dieta dos campeões
"Ele é um cara que tem fome de melhorar como jogador, e, para isso, tem uma dieta especial que a esposa dele faz. Ela é nutricionista e bem conhecida na Polônia. O Robert me contou inclusive que a grande mudança na carreira dele, que foi quando ele chegou ao topo por clubes e seleção, foi quando ele mudou radicalmente o que ele comia."
"Além disso, ele evita tudo que tem glúten e lactose. No dia antes de jogar, depois da janta, ele ainda mata um prato de arroz doce pra encher de carboidrato e glicose para jogar no dia seguinte. Aí, na recuperação, vai muita verdura e abacate."
Thiago Cionek, brasileiro naturalizado, companheiro de Lewandowski na seleção polonesa
“Era um cara extremante profissional e trabalhador. Ele tinha uma dieta bem diferente e não tem um grama de gordura no corpo. Ele vive para o futebol. Você nunca o vê se machucar, ele é como o Zé Roberto.”
Antônio da Silva, ex- companheiro de Lewandowski no Dortmund

Personalidade
“Era um cara bem tranquilo, quieto e na dele. Não era tanto de conversar. Acredito que hoje ele perdeu um pouco dessa timidez e está mais solto”.
Elton, atacante do Sport, jogou com Lewandowski no Legia Varsóvia
“Ele era muito quieto com a gente porque também não falava muito alemão. Ele conversava mais com os dois poloneses do time, o Kuba e o Piszczek, que o ajudaram muito.”
Antônio da Silva, ex- companheiro de Lewandowski no Dortmund
"Apesar de todo o sucesso que ele tem e do fato de ser um dos maiores atacantes do mundo, é um cara simples e muito humilde. Está sempre disposto a ajudar e todos nós o reconhecemos como nosso capitão natural. Ele nunca teve que forçar a liderança, é algo que ele tem dentro. Eu posso dizer que me sinto privilegiado de jogar com ele. É um líder dentro e fora de campo e uma pessoa sensacional."
Thiago Cionek, brasileiro naturalizado, companheiro de Lewandowski na seleção polonesa

De reserva a artilheiro
"Teve uma vez no Dortmund que o Kagawa lesionou e o Lewandowski virou o 10 da nossa equipe, pois jogávamos no 4-2-3-1. E vou te falar que ele não sentia dificuldade e fazia bonito, porque protegia muito bem a bola e distribuía ótimos passes."
Felipe Santana, ex-companheiro do artilheiro no Dortmund
"A cada ano ele melhora os números dele. É um exemplo, porque busca sempre melhorar, mesmo já estando em nível altíssimo. Na liga polonesa, joguei contra ele várias vezes, mas prefiro bem mais agora, que jogamos a favor.”
Thiago Cionek, brasileiro naturalizado, companheiro de Lewandowski na seleção polonesa
