O legado da seleção brasileira tricampeã na Copa do Mundo de 1970, no México, é imensurável. Aquele time é estudado e reverenciado até hoje, 50 anos depois do feito histórico. Uma equipe inesquecível.
Também é eterno o legado na vida dos torcedores. Que digam os amazonenses Tospericargerja e Jules Rimet, batizados em homenagem àquela seleção.
Em matéria veiculada pela ESPN em 2006, no “Loucos Por Futebol”, Marcelo Duarte visitou Manaus e encontrou as duas figuras que carregam no RG a devoção dos pais pelo time tricampeão.
Jules Rimet é mais fácil de entender: ele foi presidente da Fifa e o nome da taça de pose transitória, que ficaria nas mãos do primeiro país que conquistasse a Copa três vezes. Foi nas mãos de Carlos Alberto Torres, o eterno Capita, que o troféu foi levantado pela última vez, no Mundial do México.
“A minha mãe, após a Copa de 70, como nós morávamos no interior e não havia TV naquela época, ela ouviu no rádio a conquista do tricampeonato. E meu tio recebeu uma revista que constava o nome da taça, Jules Rimet. A partir daí ela disse que, se nascesse um filho, ela iria colocar esse nome”, disse, à época, Jules Rimet Duarte Barbosa.
Agora, Tospericargerja...
“São as iniciais de seis nomes em homenagem aos jogadores da Copa de 70, que são: Tostão, Pelé, Rivellino, Carlos Alberto, Gerson e Jairzinho”, disse Tospericargerja da Silva Torres. “Algumas pessoas me chamam de Peri, outras de Tosperi, no trabalho é Torres, que é o sobrenome, mas você pode me chamar de Tosperi.”
O problema de Peri foi na hora do batizado. O padre polonês não conseguiu pronunciar a “homenagem”. O nome de batismo, então, acabou sendo mais simples: José.
Ah, o nome dos irmãos de Jules e Peri também são curiosos, mas não por causa do futebol.
Quem disse que o legado do tricampeonato mundial em 1970 ficou apenas dentro de campo e na cultura pop? Essa dupla carrega a história daquela seleção no RG.
