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México 1970: como Carlos Alberto virou 'Capita' no maior time da história das Copas

Carlos Alberto Torres tem seu nome cravejado com letras garrafais na história do futebol. Era um líder nato. Um defensor muito acima da média. Um visionário na posição de lateral. O escolhido para levantar pela última vez a taça Jules Rimet, há exatos 50 anos, na conquista do tricampeonato mundial no México, na Copa do Mundo de 1970.

O gesto é dos mais belos dos Mundiais, é a coroação de um dos momentos mais sublimes do futebol. Se aquela seleção brasileira é, até hoje, reverenciada pela classe e pela técnica, muito se deve a Carlos Alberto. Ou melhor, ao “Capita”.

Aos 25 anos, ele se tornaria o capitão mais jovem a levantar a taça de campeão mundial. Não foi qualquer troféu, foi a Jules Rimet. A Fifa dizia que o primeiro tricampeão ficaria com a relíquia de forma definitiva. E foi nas mãos do Capita que ela veio, de vez, para o Brasil (veja a história da Jules Rimet aqui).

E o ato de levantar a Jules Rimet pela última vez veio minutos depois de um dos lances mais icônicos não apenas das Copas, mas de todo o futebol: o quarto gol na goleada por 4 a 1 sobre a Itália na final.

Curiosamente, a construção daquela jogada durou 30 segundos, que parecem uma eternidade. São, também 30 toques na bola. Apenas o goleiro Félix e o zagueiro Brito assistiram à história sendo escrita. Os outros nove jogadores brasileiros participaram da obra-prima, que terminou com a assinatura de Capita.

“Ter feito aquele último gol... eu pude desabafar. Todos os nomes feios que estavam aqui eu pude falar”, disse o sempre bem-humorado Capita, à ESPN, em 2000, no aniversário de 30 anos do tri.

Carlos Alberto morreu em 25 de outubro de 2016, deixando um legado que transcende os gramados. Relembre, abaixo, momentos inesquecíveis na voz dele e de um irmão que o futebol lhe deu, Gérson, o Canhotinha de Ouro:

Como Carlos Alberto virou “Capita”, versão Capita

Carlos Alberto era um líder nato. Aos 19 anos, peitou o goleiro Castilho, uma lenda do Fluminense. No Santos, herdou a braçadeira desde 1967, quando o eterno Zito se aposentou. Discussão com Pelé? Teve também. E até um curioso episódio por causa de “bicho”. Abaixo, o Capita conta essas e outras histórias.

Como Carlos Alberto virou “Capita”, versão Canhota

“Nós todos não chamávamos Carlos Alberto de Carlos Alberto, mas sim de ‘Capita’, pela estima que a gente tinha por ele”. Foi com essas palavras que Gérson, o Canhotinha de Ouro, falou sobre a amizade e o carinho no dia da morte de Carlos Alberto Torres, em 25 de outubro de 2016.

O craque explicou como aquele jovem Carlos Alberto, aos 25 anos, se tornou o capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, um líder no elenco repleto de feras como Pelé, Jairzinho, Tostão e Rivellino, entre outras.

Como foi levantar a Jules Rimet, Capita?