Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto Assis vão continuar presos na Agrupación Especializada, confirmou o promotor Osmar Legal nesta terça-feira, em audiência com o juiz Gustavo Amarilla.
A defesa da dupla ofereceu uma casa em Lambaré, avaliada em 760 mil dólares (R$ 3,5 milhões), como garantia de prisão domiciliar, mas o juiz não acatou o pedido.
Portanto, eles seguem detidos em Assunção, no Paraguai, onde estão desde sexta-feira. Ronaldinho e Assis foram representados por sete advogados (seis paraguaios e um brasileiro).
A audiência na capital paraguaia foi harmônica. Quatro dos advogados ficaram responsáveis por fazer a defesa oral e ofereceram o imóvel, que está no nome de uma terceira pessoa. Haveria, inclusive, controle policial no domicílio.
O Ministério Público não concordou com a sugestão da defesa e disse que o valor da casa não é suficiente para garantir a prisão domiciliar. Também pediu que Ronaldinho e Assis sigam presos para dar sequência à investigação pelo uso de passaportes falsos.
A investigação, segundo a promotoria, ainda é muito recente, e a presença de Ronaldinho e Assis é importante para o desfecho do caso.
"Fundamento desta manutenção é que os dois sigam no mesmo lugar. Efetivamente estamos em uma causa que começou há só uma semana. Vocês são conscientes da magnitude do caso à medida que novas descobertas acontecem", explicou o juiz Gustavo Amarilla.
