De um lado, a seleção que mais títulos tem na Copa América. Além disso, o segundo elenco com maios jogadores acima dos 30 anos – são nove. Do outro, uma equipe que disputa o torneio apenas pela segunda vez como convidada. Entre os nomes chamados, 18 deles têm menos do que 23 anos.
Uruguai e Japão fazem um duelo de realidades distintas nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.
Óscar Tabárez, de 72 anos, já estava em sua primeira passagem à frente da seleção uruguaia, que ocorreu entre 1988 e 1990, quando 21 dos 23 jogadores do Japão sequer eram nascidos. Somente o goleiro Eiji Kawashima, de 20 de março de 1986, e o atacante Shinji Okazaki, de 16 de abril de 1986, eram vivos quando o 'Maestro' estava à beira do campo da seleção uruguaia.
Depois de sua carreira como jogador, Tabárez passou pelo Boca Juniors, pelo Milan, entre outros clubes, e ganhou a Copa Libertadores pelo Peñarol em 1987. Sua segunda passagem pela Celeste Olímpica começou em 2006.
Para a disputa da Copa América, os clubes não eram obrigados a liberarem os jogadores japoneses, uma vez que o país já disputou a Copa da Ásia no começo do ano e entrou no torneio sul-americano como convidado. Assim, o técnico Hajime Moriyasu convocou diversos jovens até como forma de prepará-los para os Jogos Olímpicos de Tóquio.
“Não é só um ambiente para experiência e melhorarmos. Tem alguns dos melhores jogadores do mundo na competição, não viemos só para aprender, viemos para ganhar", declarou o treinador em entrevista coletiva nesta quarta-feira.
Os uruguaios, por sua vez, estão longe de ter o elenco mais velho – é o sétimo no quesito, mas contam com atletas acostumados a grandes disputas. Oito nomes do elenco, por exemplo, foram campeões da Copa América em 2011, a última das 15 conquistas do país no torneio.
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