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Só um brilha hoje na Europa: o que aconteceu com últimas joias que 'destruíram' Brasil no sub-17?

Foden e Brewster, astros do Mundial sub-17 de 2017 Getty

Claudio Echeverri entrou para a galeria de carrascos da seleção brasileira na história do Mundial sub-17. Ele fez três gols na vitória argentina por 3 a 0 pelas quartas de final da competição, nesta sexta-feira (24).

Se quiser brilhar na carreira, a joia, do River Plate, precisará quebrar uma incômoda escrita. Das últimas cinco eliminações do Brasil no torneio, apenas um carrasco conseguiu se destacar em grandes clubes na Europa.

Todos os outros tiveram uma trajetória bastante errática e obscura. Alguns deles ainda lutam para voltarem aos holofotes, enquanto outros até penduraram as chuteiras.

Veja o que aconteceu com cada um deles:

2017 - Rhian Brewster

Atual campeão, em 2019, sofreu a última no torneio em 2017, quando perdeu nas semifinais para a Inglaterra, 3 a 1, com um "hat-trick" de Rhian Brewster. O atacante também balançou a rede na final (5 a 2 diante da Espanha) e terminou como artilheiro do torneio da competição, com oito gols.

Parecia uma questão de (curto) tempo até ele começar a ganhar espaço no Liverpool. No entanto, em janeiro de 2018, sofreu rompimento de ligamento no tornozelo e ficou 15 meses sem jogar, retornando apenas em abril de 2019.

Ele conseguiu ter um certo brilho ao ser emprestado ao Swansea, anotando 11 gols. Ao voltar para os Reds, porém, não conseguiu convencer o técnico Jurgen Klopp.

O atacante nunca conseguiu se firmar pelo Liverpool, tendo feito apenas quatro jogos antes de se transferir para o Sheffield United, seu atual clube. Nas últimas quatro temporadas, foram apenas cinco gols marcados.

2015 - Victor Osimhen

O Brasil perdeu nas quartas de final para Nigéria, 3 a 0. Quem abriu o placar para os nigerianos foi Victor Osimhen, que foi o artilheiro daquele mundial. No meio de 2020, foi comprado pelo Napoli por 75 milhões de euros (R$ 387 milhões), tornando-se o jogador africano mais caro de todos os tempos. Na última temporada, o atacante foi artilheiro e campeão do Campeonato Italiano.

Antes disso, porém, passou por muitos problemas. Após o Mundial, o jogador mudou-se para o Wolfsburg, em janeiro de 2017. No entanto, a passagem pela Bundesliga foi uma decepção: em 16 partidas, não balançou as redes.

Ele sofreu com uma lesão no ombro e precisou passar por uma cirurgia, ficando vários meses longe dos gramados. Depois disso, contraiu malária e não conseguiu recuperar a forma física, sendo rejeitado pelo Club Brugge-BEL.

Apesar disso, conseguiu ser emprestado ao pequeno Charleroi-BEL, no qual brilhou com 19 gols em 35 partidas. No ano seguinte, o nigeriano mudou-se para o Lille, da França, e balançou a rede por 18 vezes. Depois de uma temporada na França, foi comprado pelo Napoli e se destacou.

2013 - Raúl Gudiño

O Brasil perdeu nas quartas de final para o México, nos pênaltis por 11 a 10, depois de empatar em 1 a 1. O herói mexicano foi o goleiro Raúl Gudiño, que defendeu os pênaltis de Gabigol, que teve a chance de fechar o jogo, e Mosquito.

Formado na base do Chivas, o arqueiro foi vendido ao Porto na temporada 2014/2015, mas nunca defendeu o time principal, tendo atuado apenas pela equipe B. Ele passou por União da Madeira e Apoel até retornar ao clube mexicano.

Nesta época, ele protagonizou um lance bizarro contra o Pachuca pela Liga Mexicana. Aapós um recuo do zagueiro, o goleiro foi fazer o domínio, mas deixou a bola passar por cima do próprio pé e anotou um gol contra.

No ano passado, ele defendeu o Atlanta United, dos EUA, antes de mudar-se para o Necaxa, do México, no qual é reserva.

2011 - Elbio Álvarez, Juan San Martín e Guillermo Mendéz

O Brasil perdeu nas semifinais para o Uruguai, por 3 a 0, com gols de Elbio Álvarez, Juan San Martín e Guillermo Mendéz.

Formado no Peñarol, pelo qual nunca jogou uma partida oficial, Álvarez mudou-se depois da competição para o Benfica, no qual atuou apenas pela equipe B. Em 2016, voltou ao Uruguai para defender o Fénix, mas sen sucesos. Seu último clube foi o Uruguay Montevideo, em 2018.

O centroavante Juan San Martín também saiu do Peñarol para o Benfica, mas não conseguiu se firmar. Ele rodou depois por equipe de menor porte como Louletano, Olhanense e Moncarapachense até chegar ao Real SC, que disputa a quarta divisão de Portugal. Em entrevista ao site maisfutebol, ele revelou que lutou por muito tempo contra uma depressão.

Joia do Nacional, Guillermo Mendéz foi comprado pelo Standard Liège pouco tempo depois da competição. Na Europa, porém, ele não jogou nas passagens por Sint-Truiden e Alcorcón. De volta à América do Sul, ele defendeu clubes pequenos como Unión, Huracán e Colón até chegar ao Rentistas, da segunda divisão uruguaia, do qual é reserva.

2009 - Nassim Ben Khalifa

O Brasil, que tinha Neymar como principal astro, caiu na fase de grupos da competição após uma derrota para a Suíça por 1 a 0. O meia-atacante Nassim Ben Khalifa, autor do único gol da partida, teve um destino bastante surpreendente.

Cobiçado por clubes como Barcelona, Arsenal, Inter de Milão e Monaco, ele foi comprado depois do torneio pelo Wolfsburg, da Alemanha, por 2,5 milhões de euros. No entanto, não conseguiu disputar partidas oficiais pelo time principal do clube alemão, atuando somente na equipe B. Depois, foi emprestado para ganhar mais experiência ao Nuremberg, pelo qual fez somente um jogo.

Em seguida, se transferiu para o Young Boys e depois ao Grasshoppers, ambos da Suíça. No final da temporada 2013/14, sofreu uma grave lesão, que o deixou fora dos gramados por vários meses.

Ben Khalifa passou depois por Eskisehirspor, Mechelen, Lausanne-Sport e Grasshoppers novamente até chegar ao Espérance de Tunis, da Tunísia. Logo em seguida, ele foi para o Sanfrecce Hiroshima, pelo qual foi campeão da J-League Cup.