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'Diablito' Echeverri: quem é joia argentina que River achou com só 10 anos, 'enlouqueceu' europeus e acabou com Brasil

Claudio Echeverri comemora gol pela Argentina Alex Caparros - FIFA/FIFA via Getty Images

Claudio Echeverri marcou seu nome na história do Mundial sub-17 ao anotar três gols na vitória da Argentina sobre o Brasil por 3 a 0 pelas quartas de final da competição, nesta sexta-feira (24). Principal jogador e capitão da Albiceleste no torneio, o jovem é considerado a maior joia do atual elenco do River Plate e tem despertado o interesse de gigantes europeus.

Desde garoto, ele recebeu o apelido de "Diablito" pela semelhança de seu sobrenome com o do ídolo boliviano Marco Antonio "El Diablo" Etcheverry, que jogou a Copa do Mundo de 1994.

Após começar em clubes de bairro jogando em campinhos de terra em Resistencia, que fica a mais de 900 quilômetros de Buenos Aires, ele foi aprovado em um teste no River. O clube argentino ficou tão deslumbrado com o talento do garoto que mandou um representante na casa da família Echeverri para conversar com o pais de Claudio.

Torcedor apaixonado pelo River, o jovem mudou-se aos 10 anos para Buenos Aires e foi morar em uma pensão. No entanto, ele enfrentou problemas para se adaptar e pediu para ficar com a mãe.

Com medo de perder a joia, o presidente do River à época, Rodolfo D'Onofrio, montou uma "operação de guerra" para segurar o garoto. Ele conseguiu alugar um apartamento e trazer parte da família Echeverri para Buenos Aires.

O investimento valeu a pena. O jovem rapidamente fez sucesso na base e passou a ser conhecido depois de fazer vários gols em um torneio na Itália contra clubes gigantes como a Juventus, o Chelsea e o Benfica.

"Ele marcou quatro gols contra a Juventus. Quando voltamos, tanto a Juve quanto o Barcelona o queriam", disse Oscar Castellanos, primeiro técnico de Echeverri na base do River, ao Infobae.

O treinador conta que o garoto também passou a sofrer assédio dos torcedores após as partidas de uma competição realizada em Córdoba, na Argentina.

"Claudio era como Messi e Maradona juntos, porque eles tinham que sair pela porta dos fundos do estádio para que não o agarrassem, e que não tivessem pelo menos 200 pessoas pedindo autógrafos e fotos. Ele com 11 anos sem entender nada. Obviamente, seu desempenho no campo chama muita atenção. Mas não podíamos sair do estádio, uma coisa incrível. É um menino de boa família e muito educado. Merece tudo o que está vivendo e desejo o melhor", afirmou Castellanos.

Treino com a seleção

Neste ano, ele foi efetivado pelo técnico Martín de Michelis ao time profissional e estreou em uma partida contra o Instituto, em junho, pelo Campeonato Argentino. Em um Monumental de Núñez lotado, Echeverri foi bastante aplaudido ao entrar no lugar de Nacho Fernández, ex-Atlético-MG. Desde então, fez mais três jogos pela equipe principal.

Pela seleção argentina, o garoto foi o principal destaque no vice-campeonato do Sul-Americano sub-17, ao anotar cinco gols e dar três assistências. Durante a preparação para o Mundial da categoria, ele chegou a participar por um dia dos treinos da seleção principal e tirou uma foto com o ídolo Lionel Messi. Echeverri foi bastante elogiado por Ángel di María.

No Mundial, o jovem tem cinco gols em cinco jogos. Os “hermanos” estão garantidos na semifinal, assim como a Alemanha, que eliminou a Espanha com vitória por 1 a 0.

"É um jogador que não é egoísta e pensa sempre nos companheiros. Se tiver que fazer o gol, ele faz, se não, ele dá para os companheiros. A principal virtude dele é o drible, porque no 'um contra um' é implacável", disse Castellanos.

Echeverri subiu ao time principal com uma cláusula de rescisão de 25 milhões de euros, que subiu posteriormente para 30 milhões de euros. No entanto, o River tem a intenção de renovar o vínculo e duplicar a multa para mais de 50 milhões de euros, para blindá-lo do assédio dos clubes europeus.