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Olimpíadas: algoz de Bia Ferreira trabalha de faxineira em hospital e ficou com medo de passar um mês em Tóquio 'como uma criança'

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Olimpíadas: Bia Ferreira perde para irlandesa na decisão e fica com a prata no boxe; VEJA como foi (1:09)

Brasileira foi derrotada por Kellie Harrington, da Irlanda, por decisão unânime dos juízes na categoria até 60kg (1:09)

A participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio no boxe terminou com a medalha de prata. A brasileira Bia Ferreira foi derrotada pela irlandesa Kellie Anne Harrington por decisão unânime (5 a 0) e ficou sem o ouro.

E a lutadora irlandesa é mais uma das que encantaram tanto dentro quanto fora do esporte que pratica. Por trás do sucesso na nobre arte, Harrington também trabalha meio-período como faxineira Hospital St. Vincent, em Dublin.

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Após o ouro, o hospital a aguarda. A lutadora revelou que voltará ao batente em aproximadamente duas semanas.

"Sou uma campeã olímpica, mas isso não me define como pessoa. Em casa, eu posso dizer que será algo um pouco mental, mas eu volto a trabalhar em duas ou três semanas", disse Kellie à Globo após o ouro olímpico.

Bastante emocionada, a medalhista olímpica, que foi campeã mundial de boxe em 2018, revelou que trabalha no hospital porque gosta de ajudar as pessoas.

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Vôlei e Bia Ferreira conquistam a medalha de prata na despedida das Olimpíadas de Tóquio: o dia dos brasileiros

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"Vou para casa, dar uma pausa e comer muita pizza. Tenho certeza que deverá ter uma festinha no trabalho para mim e levarei a minha medalha".

Kellie Anne Harrington também revelou que um dos maiores desafios em Tóquio foi ficar longe da família, brincou ao se comparar a uma criança e agradeceu a ajuda dos companheiros de delegação, que a incentivaram e ajudara a superar as saudades.

“Eu não sentia saudades de casa, mas você sabe quando você é uma criança e vai e fica na casa do seu amigo e você está lá por cerca de quatro horas e seus pais recebem um telefonema para dizer 'você pode vir e pegar Kellie porque ela está chorando?".

“Eles têm sido incríveis, eles são um crédito para si próprios, estando fora da competição, mas ainda estando lá para os outros companheiros de equipe".

“Às vezes as pessoas podem estar fora de uma competição e sair e fazer suas próprias coisas. Mas meus companheiros ficaram por perto e mostraram seu apoio e me levantaram nas vezes que eu precisava ser levantada".

“Porque neste esporte, quer você esteja ganhando ou perdendo, às vezes você tem dias em que há altos e baixos e seus companheiros de equipe estão lá para pegá-lo e dar-lhe um pequeno impulso".