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A um ano da Olimpíada de Tóquio, relembre imagens marcantes dos Jogos do Rio-2016

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Um ano de espera.

A pandemia fez com que um dos eventos mais importantes e esperados do esporte mundial fosse adiado para 2021.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio seguirão com 2020 em toda a sua comunicação, mas a competição agora será realizada de 23 de julho a 8 de agosto do próximo ano.

Para matar a saudade da Olimpíada, o ESPN.com.br e a Getty Images fizeram uma parceria, relembrando os Jogos Olímpicos do Rio-2016.

O repórter sênior da Getty Images, o brasileiro Buda Mendes, um dos fotógrafos mais respeitados do mundo, comentou seis imagens que ele mesmo capturou nas Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio, há quatro anos.

Cenas marcantes, personagens fantásticos, histórias de vida, de vitória e de derrota, elementos que marcam o mais puro espírito olímpico.

Veja abaixo o top 6 de Buda Mendes e as histórias sobre as imagens eternizadas por suas lentes:

O voo de Neymar

Buda Mendes: “Na imagem, Neymar faz o gol, só que, logo depois, ele sofre um choque com o goleiro. É um jogo entre Brasil e Honduras, a semifinal, e ele acaba saindo do jogo bem no início.”

Queda e desânimo

Buda Mendes: “Nessa foto há o jogo de vôlei entre EUA e Itália. Essa imagem é bem interessante porque é uma foto de câmera remota. É uma semifinal também. Essa câmera está posicionada no teto, disparada remotamente por uma outra câmera, por um controle remoto que eu tenho plugado em uma outra câmera e, na verdade, é uma imagem que a gente só consegue ver pós-jogo. Eu tinha uma ideia, mais ou menos, porque eu tenho a mesma imagem do solo e, assim, tentando lembrar o enquadramento da câmera, eu sai disparando direto, e dei sorte de ter dado certo o ângulo dessa imagem.”

O gênio antes da festa

Buda Mendes: “Essa imagem traz Bolt na final dos 100m. Na realidade, esse clique é do aquecimento e eu estava em uma posição completamente ao contrário de onde ele estava, pois eu estava na largada e ele na chegada. Nesse momento, pensei ‘não vou ter nada do Bolt, só vou ter ele de costas’, e um fato engraçado dessa foto é que, graças ao público, que começou a ovacioná-lo quando ele entrou, o atleta virou para o lado que eu estava e saldou a plateia. Por sorte, também são visíveis os anéis olímpicos atrás. Foi praticamente uma das últimas provas que o Bolt correu, então a foto acabou ficando marcada.”

A celebração da Rainha

Buda Mendes: “Essa foto traz uma celebração da Marta na semifinal em que o Brasil acabou perdendo. A imagem, no entanto, acabou marcando bastante e foi bastante compartilhada. É uma foto que, até hoje, quando falam da jogadora de futebol, é muito utilizada em razão de sua vibração e celebração. Então isso é muito legal.”

Debaixo d’água

Buda Mendes: “Essa imagem é relacionada à Paraolimpíada e eu tenho um carinho muito especial com os para-atletas por que eles fazem parte do meu trabalho autoral. Então, eu curto bastante fotografar Paraolimpíada e tenho mais Paraolimpíadas no currículo do que Olimpíadas. Eu tenho duas Olimpíadas e três Paraolimpíadas. A que tenho a mais é uma de inverno. Eu prefiro a segunda, pois acho que eles têm um aspecto de força e de superação maior.

Essa foto, no caso, é uma prova da final de 200m medley, nado borboleta. Ela é muito interessante e a imagem ficou icônica, também foi feita por uma câmera remota. É uma câmera subaquática que está posicionada dentro d’água e eu a fotografava pelo computador.”

Ícone do esporte

Buda Mendes: “Para mim, essa imagem é de um ícone da Paraolimpíada. A história desse atleta é sensacional: ele sofreu um acidente de moto, perdeu os membros tanto superiores quanto inferiores, foi dado como morto. No momento em que o carro fúnebre foi recolhê-lo, ele acabou se mexendo, ‘voltou’ à vida e se tornou um maestro do ciclismo.

A meu ver, a vibração dele é muito interessante, porque nas provas de ciclismo os fotógrafos não podem ficar na pista o tempo todo, você tem um tempo para ficar. Justamente na prova dele, pedi para descer e acompanhar a volta. Então eu era o único fotógrafo que estava dentro da pista. Nessa competição, o profissional fica encostado no vidro da pista. No exato momento em que ele é declarado campeão paraolímpico, ele dá esse grito, essa vibração e, por conta disso, essa foto para mim é bem marcante. É uma imagem que, até hoje, é muito utilizada quando se fala do esporte paraolímpico e marcou bastante a minha história dentro dessa competição.”

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